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		<title><![CDATA[Meia Palavra - Todos os Fóruns]]></title>
		<link>http://www.meiapalavra.com.br/</link>
		<description><![CDATA[Meia Palavra - http://www.meiapalavra.com.br]]></description>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 23:06:02 -0300</pubDate>
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		<item>
			<title><![CDATA[Incubus]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4310</link>
			<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 22:48:36 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4310</guid>
			<description><![CDATA[Madrugada<br />
Invado teu quarto<br />
Tua alma <br />
Teu corpo<br />
Entro em ti<br />
Feito flecha de fogo<br />
Nenhuma parede me tolhe<br />
Janela nenhuma me prende<br />
<br />
No sono teu desejo desperto<br />
Em tua mente sonhos perversos<br />
Sou teu pai, teu irmão<br />
Um primo mais velho<br />
O namorado da melhor amiga<br />
Um homem malvado<br />
Esperando a menina<br />
Na saída da escola<br />
Tenho o rosto que tu queres<br />
A forma que achas mais bela<br />
<br />
Em teu ouvido<br />
Sopro palavras sujas<br />
O príncipe da noite<br />
Tem as mais belas canções<br />
A mais antiga das danças<br />
Dançamos na madrugada<br />
<br />
Me esfrego em teu sexo<br />
Não respeito tua cama<br />
Teu corpo<br />
Não ligo para o teu homem<br />
Te deixo marcada e suja<br />
<br />
Possuo teu corpo e alma<br />
Te faço minha amante<br />
Minha concubina<br />
Escrava e rainha<br />
Mais escrava que rainha<br />
<br />
De manhã não se lembra de nada<br />
Mas o seu corpo sabe e sente<br />
Dor e prazer<br />
Você acorda cansada<br />
Satisfeita e plena<br />
Sem saber o porquê<br />
Espera ansiosa à noite<br />
Para ser invadida de novo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Madrugada<br />
Invado teu quarto<br />
Tua alma <br />
Teu corpo<br />
Entro em ti<br />
Feito flecha de fogo<br />
Nenhuma parede me tolhe<br />
Janela nenhuma me prende<br />
<br />
No sono teu desejo desperto<br />
Em tua mente sonhos perversos<br />
Sou teu pai, teu irmão<br />
Um primo mais velho<br />
O namorado da melhor amiga<br />
Um homem malvado<br />
Esperando a menina<br />
Na saída da escola<br />
Tenho o rosto que tu queres<br />
A forma que achas mais bela<br />
<br />
Em teu ouvido<br />
Sopro palavras sujas<br />
O príncipe da noite<br />
Tem as mais belas canções<br />
A mais antiga das danças<br />
Dançamos na madrugada<br />
<br />
Me esfrego em teu sexo<br />
Não respeito tua cama<br />
Teu corpo<br />
Não ligo para o teu homem<br />
Te deixo marcada e suja<br />
<br />
Possuo teu corpo e alma<br />
Te faço minha amante<br />
Minha concubina<br />
Escrava e rainha<br />
Mais escrava que rainha<br />
<br />
De manhã não se lembra de nada<br />
Mas o seu corpo sabe e sente<br />
Dor e prazer<br />
Você acorda cansada<br />
Satisfeita e plena<br />
Sem saber o porquê<br />
Espera ansiosa à noite<br />
Para ser invadida de novo]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[O naufrago]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4309</link>
			<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 21:19:15 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4309</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">O naufrago</span>   <br />
<br />
<img src="http://2.bp.blogspot.com/_Sjz2AatpmAg/Sws-tVmvCkI/AAAAAAAAAek/za9GCTC3kjU/s1600/solid%C3%A3o.jpg" border="0" alt="[Imagem: solid%C3%A3o.jpg&#93;" /><br />
<br />
<br />
Vai ficar aí até aprender a ser gente, disse a mãe enquanto fechava o filho no quarto. Levado ao pé da letra, seria um longo castigo, mas na prática isso se convertia no período de uma tarde. Isso não diminuía o aborrecimento de Jorge; em seus sete anos, estava inconformado pela punição. Tinha certeza de sua inocência. <br />
<br />
   A mãe insistiu para que ele brincasse com o filho da vizinha, uma mulher gorda que as vezes aparecia para tomar café depois do almoço. Mas como iriam brincar juntos? Jorge era o único sobrevivente de um acidente aéreo, se encontrava sozinho em uma ilha tropical deserta; teria que comer cocos, bananas, e o que mais a natureza selvagem lhe oferecesse. Não cabia na história uma segunda pessoa, menos ainda o filho da vizinha. O moleque tentou brincar a força, adulterando a história, tentando convencer Jorge de que dois poderiam ter sobrevivido ao desastre de avião. Não, só um pode sobreviver!, rebatia Jorge em sua lógica infantil. E como essa lógica não convenceu o filho da vizinha, que insistia em pentelhar, Jorge se atracou com o moleque puxando cabelos e dando socos espalmados. Daí veio o castigo.<br />
<br />
   No quarto, com o bico do tamanho de uma tromba, ficou deitado de bruços sobre a cama, deixando a cabeça pender para fora enquanto olhava o chão. Só um podia sobreviver, repetia seu argumento em silêncio. <br />
<br />
   Nesse momento, um pontinho preto, um pouco amarronzado, cruzava o chão de piso branco do quarto. Jorge olhou atento. O pontinho se aproximava, e quando chegou perto, podia ver se tratar de uma formiga. Com suas mãos fofas e dedos roliços de infante, olhos em faísca pela descoberta, o menino atirou-se ao piso para cercar o pequeno inseto. Agora você é minha, bradou animado, esquecendo do castigo que cumpria.<br />
<br />
   Voltou a ser um homem ilhado, preso em uma ilha calorenta de palmeiras e praias, com a diferença de que tinha encontrado um outro sobrevivente do acidente aéreo, um cachorro. Mas faltava um nome ao animal, dilema que Jorge resolveu chamando-o, cheio de companherismo, de Bidu. <br />
<br />
   A formiga estava cercada, não podia escapar para lugar algum; as mãos de Jorge a impediam, e como se rebatesse nelas, ficava indo de um lado ao outro no pequeno espaço que o cerco deixara. O homem agora cruzava a ilha ao lado de seu animal, explorava cavernas nunca antes pisadas, procurava por água que não fosse do mar e frutos maduros que pudesse comer. <br />
<br />
   Mas para tanta exploração, tinha que se movimentar. Jorge não queria deixar a formiga escapar, mas também não podia deixa-la ir embora. Fazia parte da história. As mãos que até então cercavam o pequeno inseto, agora tentavam apanha-lo. Jorge percebeu que era grande demais para pega-la. Pensou em uma pinça, mas também não daria certo. Dispondo só de sua engenhosidade de criança, esticou bem o indicador e tentou fazer com que a formiga subisse nele.<br />
<br />
   Para onde aquelas perninhas minúsculas corressem, Jorge antecipava seu dedo na frente do caminho, mas a formiga não cedia. Ao encontrar com o dedo, mudava a direção. O dedo acompanhava cada guinada dada pelo inseto. Na ilha Bidu fugira, e o sobrevivente do acidente aéreo corria a ilha toda em sua busca. <br />
<br />
   Por um instante, as tentativas de fazer com que a formiga subisse em seu dedo fez Jorge divertir-se mais com elas do que com a brincadeira que corria solta em sua imaginação. Dava aquelas risadas curtas e espontâneas, se animava cada vez que acreditava ter tido exito; o inseto não subia, evitava aquele indicador que o perseguia, mas Jorge se ria. <br />
<br />
   Tanta foi a animação que seu dedo ao invés de deslizar pelo chão no encalço da formiga, agora parecia digitar um teclado de uma tecla só. Dava pequenos tapas com o dedo, tão rápidos quanto conseguia, totalmente concentrado na perseguição. Sua exaltação foi tanta que fugiu do controle, e ainda tinha um sorriso divertido no rosto quando notou que seu indicador pousara violentamente sobre o inseto.<br />
<br />
   O rosto ficou cinza e os lábios murcharam. Temeroso, ergueu o dedo e pode ver que a formiga, em sua delicada natureza, estava morta. Mais do que isso, tinha esfarelado, desprendendo patas do corpo, e o próprio corpo se fez em duas pequenas partículas sem vida alguma. Pedaços inertes como o olhar surpreso de Jorge. Não teve reação. <br />
<br />
   O sobrevivente não encontrou mais Bidu. Sentiu brotar a tristeza e uma solidão implacável. Com a ilha toda só para ele, teria que procurar por agua, cocos e outros frutos sem nada nem ninguém para lhe ajudar. Teria sido bom se mais alguém tivesse sobrevivido, concluiu cabisbaixo, sentado debaixo de uma palmeira enquanto contemplava o infinito azul do mar fundir-se no infinito azul do céu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">O naufrago</span>   <br />
<br />
<img src="http://2.bp.blogspot.com/_Sjz2AatpmAg/Sws-tVmvCkI/AAAAAAAAAek/za9GCTC3kjU/s1600/solid%C3%A3o.jpg" border="0" alt="[Imagem: solid%C3%A3o.jpg]" /><br />
<br />
<br />
Vai ficar aí até aprender a ser gente, disse a mãe enquanto fechava o filho no quarto. Levado ao pé da letra, seria um longo castigo, mas na prática isso se convertia no período de uma tarde. Isso não diminuía o aborrecimento de Jorge; em seus sete anos, estava inconformado pela punição. Tinha certeza de sua inocência. <br />
<br />
   A mãe insistiu para que ele brincasse com o filho da vizinha, uma mulher gorda que as vezes aparecia para tomar café depois do almoço. Mas como iriam brincar juntos? Jorge era o único sobrevivente de um acidente aéreo, se encontrava sozinho em uma ilha tropical deserta; teria que comer cocos, bananas, e o que mais a natureza selvagem lhe oferecesse. Não cabia na história uma segunda pessoa, menos ainda o filho da vizinha. O moleque tentou brincar a força, adulterando a história, tentando convencer Jorge de que dois poderiam ter sobrevivido ao desastre de avião. Não, só um pode sobreviver!, rebatia Jorge em sua lógica infantil. E como essa lógica não convenceu o filho da vizinha, que insistia em pentelhar, Jorge se atracou com o moleque puxando cabelos e dando socos espalmados. Daí veio o castigo.<br />
<br />
   No quarto, com o bico do tamanho de uma tromba, ficou deitado de bruços sobre a cama, deixando a cabeça pender para fora enquanto olhava o chão. Só um podia sobreviver, repetia seu argumento em silêncio. <br />
<br />
   Nesse momento, um pontinho preto, um pouco amarronzado, cruzava o chão de piso branco do quarto. Jorge olhou atento. O pontinho se aproximava, e quando chegou perto, podia ver se tratar de uma formiga. Com suas mãos fofas e dedos roliços de infante, olhos em faísca pela descoberta, o menino atirou-se ao piso para cercar o pequeno inseto. Agora você é minha, bradou animado, esquecendo do castigo que cumpria.<br />
<br />
   Voltou a ser um homem ilhado, preso em uma ilha calorenta de palmeiras e praias, com a diferença de que tinha encontrado um outro sobrevivente do acidente aéreo, um cachorro. Mas faltava um nome ao animal, dilema que Jorge resolveu chamando-o, cheio de companherismo, de Bidu. <br />
<br />
   A formiga estava cercada, não podia escapar para lugar algum; as mãos de Jorge a impediam, e como se rebatesse nelas, ficava indo de um lado ao outro no pequeno espaço que o cerco deixara. O homem agora cruzava a ilha ao lado de seu animal, explorava cavernas nunca antes pisadas, procurava por água que não fosse do mar e frutos maduros que pudesse comer. <br />
<br />
   Mas para tanta exploração, tinha que se movimentar. Jorge não queria deixar a formiga escapar, mas também não podia deixa-la ir embora. Fazia parte da história. As mãos que até então cercavam o pequeno inseto, agora tentavam apanha-lo. Jorge percebeu que era grande demais para pega-la. Pensou em uma pinça, mas também não daria certo. Dispondo só de sua engenhosidade de criança, esticou bem o indicador e tentou fazer com que a formiga subisse nele.<br />
<br />
   Para onde aquelas perninhas minúsculas corressem, Jorge antecipava seu dedo na frente do caminho, mas a formiga não cedia. Ao encontrar com o dedo, mudava a direção. O dedo acompanhava cada guinada dada pelo inseto. Na ilha Bidu fugira, e o sobrevivente do acidente aéreo corria a ilha toda em sua busca. <br />
<br />
   Por um instante, as tentativas de fazer com que a formiga subisse em seu dedo fez Jorge divertir-se mais com elas do que com a brincadeira que corria solta em sua imaginação. Dava aquelas risadas curtas e espontâneas, se animava cada vez que acreditava ter tido exito; o inseto não subia, evitava aquele indicador que o perseguia, mas Jorge se ria. <br />
<br />
   Tanta foi a animação que seu dedo ao invés de deslizar pelo chão no encalço da formiga, agora parecia digitar um teclado de uma tecla só. Dava pequenos tapas com o dedo, tão rápidos quanto conseguia, totalmente concentrado na perseguição. Sua exaltação foi tanta que fugiu do controle, e ainda tinha um sorriso divertido no rosto quando notou que seu indicador pousara violentamente sobre o inseto.<br />
<br />
   O rosto ficou cinza e os lábios murcharam. Temeroso, ergueu o dedo e pode ver que a formiga, em sua delicada natureza, estava morta. Mais do que isso, tinha esfarelado, desprendendo patas do corpo, e o próprio corpo se fez em duas pequenas partículas sem vida alguma. Pedaços inertes como o olhar surpreso de Jorge. Não teve reação. <br />
<br />
   O sobrevivente não encontrou mais Bidu. Sentiu brotar a tristeza e uma solidão implacável. Com a ilha toda só para ele, teria que procurar por agua, cocos e outros frutos sem nada nem ninguém para lhe ajudar. Teria sido bom se mais alguém tivesse sobrevivido, concluiu cabisbaixo, sentado debaixo de uma palmeira enquanto contemplava o infinito azul do mar fundir-se no infinito azul do céu.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[O Coração das Trevas - Joseph Conrad]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4308</link>
			<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 10:44:51 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4308</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">Sinopse</span><br />
Neste livro o grande escritor Joseph Conrad narra a viagem do capitão Marlow em busca do agente Kurtz, um estranho homem que fundou nos confins do Congo uma micro-sociedade baseada no horror e no medo. Refletindo sobre o caráter violento da alma humana, o romance está entre as mais importantes obras literárias de todos os tempos, e inspirou o clássico do cinema Apocalypse Now.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Minha Opinião</span><br />
Excelente livro, Conrad foi marinheiro boa parte de sua vida, por isso escreve com autoridade sobre os exóticos lugares onde se passam os seus livros. Esse é o mais conhecido de seus livros, devido a famosa adaptação cinematográfica com o Marlon Brando. Quem gostar de histórias originais, muito bem escritas e detalhadas(muiiito detalhadas), que se passam em locais exóticos, podem ler esse livro que não vão se arrepender.<br />
<br />
Não sei como está no resto do país. Mas aqui em Fortaleza tá um calor dos infernos. Além de quente, está muito abafado. Nesses momentos, quase sinto à aflição, de percorrer a selva africana, do personagem principal do livro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">Sinopse</span><br />
Neste livro o grande escritor Joseph Conrad narra a viagem do capitão Marlow em busca do agente Kurtz, um estranho homem que fundou nos confins do Congo uma micro-sociedade baseada no horror e no medo. Refletindo sobre o caráter violento da alma humana, o romance está entre as mais importantes obras literárias de todos os tempos, e inspirou o clássico do cinema Apocalypse Now.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Minha Opinião</span><br />
Excelente livro, Conrad foi marinheiro boa parte de sua vida, por isso escreve com autoridade sobre os exóticos lugares onde se passam os seus livros. Esse é o mais conhecido de seus livros, devido a famosa adaptação cinematográfica com o Marlon Brando. Quem gostar de histórias originais, muito bem escritas e detalhadas(muiiito detalhadas), que se passam em locais exóticos, podem ler esse livro que não vão se arrepender.<br />
<br />
Não sei como está no resto do país. Mas aqui em Fortaleza tá um calor dos infernos. Além de quente, está muito abafado. Nesses momentos, quase sinto à aflição, de percorrer a selva africana, do personagem principal do livro.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[O Processo  - Franz Kafka]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4307</link>
			<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 10:39:19 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4307</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">Sinopse</span><br />
O Processo (1925), publicado postumamente, conta a história do bancário Joseph K., que, por razões que nunca chega a descobrir, é preso, julgado e condenado por um misterioso tribunal. Nesse romance, a ambigüidade onírica do peculiar universo kafkiano e as situações do absurdo existencial chegam a limites suspeitados. A Ação desenvolve-se num clima de sonhos e pesadelos misturados a fotos corriqueiros, que compõem uma trama em que a irrealidade beira a loucura.<br />
<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Minha opinião</span><br />
<br />
É um livro um pouco confuso, pois Kafka nunca terminou de escrevê-lo. Além disso, ele não nomeava os capítulos que já estavam prontos, tendo feito isso seu amigo Max Brod. Por isso, alguns capítulos do livro dão a impressão de não estarem na ordem correta, confundido um pouco o leitor. O livro contra a história de Joseph K., um funcionário de um banco indiciado, sem que ele saiba o motivo, em um processo que ele desconhece e que está predestinado a nunca acabar. Apesar de confuso, é um bom livro.<br />
<br />
Adoro, particularmente, a passagem que ele explica o funcionamento do tribunal e a parte em que o padre conta a história do porteiro do tribunal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">Sinopse</span><br />
O Processo (1925), publicado postumamente, conta a história do bancário Joseph K., que, por razões que nunca chega a descobrir, é preso, julgado e condenado por um misterioso tribunal. Nesse romance, a ambigüidade onírica do peculiar universo kafkiano e as situações do absurdo existencial chegam a limites suspeitados. A Ação desenvolve-se num clima de sonhos e pesadelos misturados a fotos corriqueiros, que compõem uma trama em que a irrealidade beira a loucura.<br />
<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Minha opinião</span><br />
<br />
É um livro um pouco confuso, pois Kafka nunca terminou de escrevê-lo. Além disso, ele não nomeava os capítulos que já estavam prontos, tendo feito isso seu amigo Max Brod. Por isso, alguns capítulos do livro dão a impressão de não estarem na ordem correta, confundido um pouco o leitor. O livro contra a história de Joseph K., um funcionário de um banco indiciado, sem que ele saiba o motivo, em um processo que ele desconhece e que está predestinado a nunca acabar. Apesar de confuso, é um bom livro.<br />
<br />
Adoro, particularmente, a passagem que ele explica o funcionamento do tribunal e a parte em que o padre conta a história do porteiro do tribunal.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4306</link>
			<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 10:18:52 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4306</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">Sinopse</span><br />
Publicado em 1866, Crime e Castigo é a obra mais célebre de Fiódor Dostoiévski. Neste livro, Raskólnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, perambula pelas ruas de São Petesburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria: grandes homens, como César e Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de personagens que lutam para perservar sua dignidade contra as várias formas da tirania.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Informações adicionais sobre o livro(<span style="font-size: large;">CUIDADO!! Algumas partes contêm revelações do enredo. Leia por sua conta e risco :&#93;</span>)</span> <br />
<span style="font-weight: bold;">1.  A Rússia no século XIX</span><br />
<br />
Em 1865 a Rússia encontrava-se em um estado de completo atraso em relação aos demais países da Europa. Enquanto o resto da Europa estava em plena revolução industrial o então império russo ainda se encontrava na idade media, o país ainda era divido em feudos e a maioria da população era rural, para se ter uma ideia, enquanto o resto da Europa já havia praticamente abolido o absolutismo e o constitucionalismo já começava a dar seus primeiros passos, inclusive com o surgimento dos direitos e garantias fundamentais de 1ª geração, na Rússia até o ano de 1861 existiu o sistema de servidão que forçava os Mujiques(camponeses) a permanecerem nas terras sem que tivessem o direito de possuí-las, os senhores feudais podiam vender as terras juntamente com os servos que nela trabalhavam. Além disso, tinham o direito de tratar os camponeses da forma que eles quisessem, desde que não os matassem.<br />
<br />
Além disso, o império russo era formado por mais de 100 etnias diferentes não existindo assim um forte sentimento nacionalista como em outros países europeus da época, e devido a isso a Rússia da época passava por um forte processo de europeização, podemos notar que há várias correntes teóricas no livro.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">2. O Autor</span><br />
<br />
Fiódor Mikhailovich Dostoiévski, Moscou, 11 de Novembro de 1821 — São Petersburgo, 9 de Fevereiro de 1881. Fiódor foi o segundo dos sete filhos nascidos do casamento entre Mikhail Dostoyevski e Maria Fedorovna. Mikhail era um pai autoritário, então médico no Hospital de pobres Mariinski, em Moscou, e a mãe era vista pelos filhos como um paraíso de amor e de proteção do ambiente familiar.<br />
<br />
Seu pai tornou-se um nobre em 1828. Até 1833, Fiódor foi educado em casa, mas com a morte precoce da mãe por tuberculose em 1837, e a decorrente depressão e alcoolismo do pai, foi conduzido, com o irmão Fiódor Mikhail, à Escola Militar de Engenharia de São Petersburgo, onde começou a demonstrar interesse pela Literatura.<br />
<br />
Em 1839, quando tinha dezoito anos, recebeu a notícia de que seu pai havia morrido. É aceito hoje, porém sem provas concretas, que o doutor Mikhail Dostoiévski, seu pai, foi assassinado pelos próprios servos de sua propriedade rural em Daravói, indignados com os maus tratos sofridos.Tal fato exerceu enorme influência sobre o futuro do jovem Fiódor, que desejou impetuosamente a morte de seu progenitor e em contrapartida se culpou por isso, fato que motivou Freud a escrever o polêmico artigo Dostoiévski e o Parricídio.<br />
<br />
Dostoiévski sofria de epilepsia e seu primeiro ataque ocorreu quando tinha nove anos. Suas experiências epiléticas serviram-lhe de base para a descrição de alguns de seus personagens, como o príncipe Myshkin no romance O idiota, e de Smerdyakov na obra Os Irmãos Karamazov.<br />
<br />
Dostoiévski foi detido e preso em 23 de abril de 1849 por participar de um grupo intelectual liberal chamado Círculo Petrashevski, sob acusação de conspirar contra o Nicolau I da Rússia. Depois das revoluções de 1848, na Europa, Nicolau mostrou-se relutante a qualquer organização clandestina que poderia pôr em risco sua autocracia.<br />
<br />
Em 23 de abril de 1849, ele e os outros membros do Círculo Petrashevski foram presos. Dostoiévski passou oito meses na prisão até que, em 22 de dezembro, a sentença de morte por fuzilamento foi anunciada. Dostoiévski teve de situar-se em frente ao pelotão de fuzilamento com uma venda e até mesmo ouvir os seus disparos. No último momento, as armas foram abaixadas e um mensageiro trouxe a informação de que czar havia decidido poupar a vida do escritor. Sua pena foi comutada para cinco anos de árduo trabalho em Omsk, na Sibéria<br />
<br />
A influência de Dostoiévski é imensa, de Hermann Hesse a Marcel Proust, William Faulkner, Albert Camus, Franz Kafka, Yukio Mishima, Roberto Arlt, Ernesto Sábato e Gabriel García Márquez, para citar alguns autores. Na verdade, nenhum dos grandes escritores do século XX foram alheios ao seu trabalho (com algumas raras exceções, tais como Vladimir Nabokov, Henry James ou D.H. Lawrence). O romancista americano Ernest Hemingway também citou Dostoiévski em uma de suas últimas entrevistas como uma das suas principais influências.<br />
<br />
Nietzsche referiu-se a Dostoiévski como "o único psicólogo com que tenho algo a aprender: ele pertence às inesperadas felicidades da minha vida, até mesmo a descoberta Stendhal." Certa vez disse, referindo a Notas do Subsolo: "chorei verdade a partir do sangue". Nietzsche refere-se constantemente a Dostoiévski em suas notas e rascunhos no internato entre 1886 e 1887, além de escrever diversos resumos das obras de Dostoiévski. "Um grande catalisador: Nietzsche e neo-idealismo russo", disse Mihajlo Mihajlov.<br />
<br />
Com a publicação de Crime e Castigo em 1866, Fiódor se tornou um dos mais proeminentes autores da Rússia no século XIX, tido como um dos fundadores do movimento filosófico conhecido como existencialismo. Em particular, Memórias do Subsolo, publicado pela primeira vez em 1864, tem sido descrito como o trabalho fundador do existencialismo. Para Dostoiévski, a guerra é a revolta do povo contra a idéia de que a razão orienta tudo.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">3. O Espaço</span><br />
<br />
O livro se passa em São Petersburgo, então capital do império russo. São Petersburgo foi construída sobre um pântano e por isso exalava mau cheiro, excepcionalmente em sua parte pobre. Raskolnikov morava em um pequeno quarto na parte mais miserável da cidade. Os locais onde que ele costumava freqüentar são geralmente claustrofóbicos e degradantes, como o mercado do feno, freqüentado pela escoria da sociedade como bêbados e prostitutas, é nesse ambiente que a ação se desenvolve.<br />
<br />
Toda essa miséria e degradação acabam por interferir nos personagens que se dividem em dois grandes grupos: o primeiro e composto por aqueles que se deixaram levar pela miséria e acabam por sofrer um processo de degradação interna, transformando-se em seres amorais. O segundo grupo e composto por aqueles que não se conformam com a situação de miséria a que são submetidos e tentam reagir de alguma forma.<br />
<br />
Há também, durante todo o livro, uma imensidão de personagens com ideologias diferentes. Existem os niilistas, os socialistas, os religiosos, os existencialistas etc. Durante todo o romance esses personagens travam uma verdadeira “guerra” filosófica entre suas ideologias, especialmente entre o espiritualismo e o niilismo.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">4. O Personagem</span><br />
<br />
No livro somos apresentados a Raskolnikov. Raskolnikov, nome que em russo significa "ruptura" ou "divisão" , é um jovem pobre e estudante de direito que mora em uma pensão miserável na então capital do império russo: São Petersburgo. Ele é do interior, e sobrevive na cidade graças ao pouco dinheiro que é enviado pela sua mãe e irmã. Certo dia ele resolve abandonar a universidade e passa meses trancados em seu pequeno quarto desenvolvendo uma teoria e planejando pôr ela em pratica<br />
<br />
Ele era um homem solitário, sem amigos e que evitava a companhia das pessoas sempre que possível.  Era, também, um homem muito orgulhoso e que se achava melhor que as outras pessoas. O seu estado de extrema pobreza o incomodava e o oprimia. Além disso, com o passar do tempo em conseqüência dessa pobreza ele acaba desenvolvendo uma doença que quase o mata.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">5. A Teoria<br />
</span><br />
No mundo, segundo ele, existem duas subdivisões de pessoas: as ordinárias e as extraordinárias. Segundo o próprio personagem, “à primeira, pertencem , em geral, os conservadores, os homens de ordem, que vivem na obediência e têm por ela um culto. (...) As pessoas desse grupo não acrescenta nada ao mundo.<br />
<br />
No segundo grupo se encontram as pessoas que vieram ao mundo para modificá-lo, essas pessoas estão acima da lei e podem, inclusive, em defesa de suas ideias, cometer qualquer crime.<br />
<br />
O primeiro grupo é composto pelos senhores do presente, já o segundo grupo é composto pelos senhores do futuro.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">6. O Crime</span><br />
<br />
Cansado e desiludido com sua vida, Raskolnikov resolve abandonar a universidade e as aulas que costumava lecionar para complementar a sua renda e entregá-se a miséria absoluta, passando a viver com o pouco dinheiro que é enviando por sua família, dinheiro este que logo revela-se insuficiente. Sem alternativa, ele acaba tendo que penhorar seus poucos bens para uma velha usuraria.<br />
<br />
Esta velha é descrita como uma criatura má e caprichosa, que se aproveitava da desgraça alheia. Emprestava, ela, por um objeto um quarto do seu valor de mercador e apesar de ser pequena e franzina, frequentemente batia em sua irmã mais nova, a quem tratava como uma empregada.<br />
<br />
Devido a isso ele a considera como um “piolho” social. Um ser que não é útil a ninguém; pelo contrário, é prejudicial a todos e por isso ele decide matá-la e roubar o dinheiro que ela havia ganho explorando a desgraça alheia e, com isso, esperava iniciar uma nova vida. Depois de planejar por cerca de um mês, ele decide por seu plano em prática e em uma noite, completamente febril e quase delirando devido uma doença, dirige-se a casa da velha, que se encontrava sozinha em casa, com a desculpa de penhora um objeto e a mata com golpes de machados, mas inesperadamente a irmã da usuraria chega ao apartamento ele acaba a matando também, após o duplo assassinato ele foge, sem ser visto, com alguns objetos da vitima.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">7. O Castigo</span><br />
<br />
Após cometer o duplo homicídio, Raskolnikov evadiu-se do local e passou a perambular pela cidade em um estado paranóico. Completamente histérico, ele livra-se de todas as provas que possam ligá-lo ao crime e volta para casa onde é encontrado quase morto devido a sua doença por um amigo.<br />
<br />
Alguns dias depois, já restabelecido de sua doença, ele começa a ter a exata noção do crime que cometeu e passa a andar pela cidade refletindo sobre seus atos. Frise-se que o seu crime foi quase perfeito, pois não havia testemunhas e nem suspeitas sobre sua pessoa e, além disso, outra pessoa assumiu a autoria do crime. Durante esse tempo Raskolnikov sofre uma imensa tortura psicológica, sentindo-se culpado pelo crime que cometeu, especialmente em relação à morte não planejada da irmã da usuraria, passando a repensar a sua vida e suas atitudes.<br />
<br />
Depois de muito pensar e de sofrer uma imensa tortura psicológica, ele resolve entregar-se, unicamente por não mais agüentar o castigo moral que ele mesmo se impôs. Após entregar-se, é julgado, tendo sua pena atenuada por ter apresentado-se espontaneamente a polícia, e é enviado para a Sibéria. Lá e presenteado com uma bíblia e finalmente encontra sua redenção, ao arcar com seus atos perante não só aos homens como a Deus. (Dostoiévski e sua maldita mania de exaltar o cristianismo.)<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">8. Conclusão</span><br />
<br />
Talvez, na cabeça de Raskolnikov, não houvesse crime em nenhum momento. O que o atormentava nem chegava a ser a velha, mas a possibilidade de ser pego. Assim, o crime em si não pareceu afetá-lo diretamente, mas pensar que não era um ser extraordinário, nem tão sangue frio como imaginava.<br />
<br />
Isso mostra que Raskolnikov foi leal, até ao fim, ao seu delírio de arrancar uma erva daninha do solo e devolver a ele várias mudas de árvores. E, como sua ideia não transcorre do modo como imaginara, resolveu pagar pelo crime em troca de um pouco de paz. Bem verdade, que podemos alegar que ele se compadeceu dos inocentes presos e também da memória das duas vítimas. Qual das possibilidades é a mais correta? Nunca saberemos.Tais perguntas são impossíveis de serem respondidas. Cada novo leitor interpretará a obra a sua própria maneira.<br />
<br />
Ps: Perdão pelos erros de ortográfia e concordância que houverem no texto, estou sem tempo de revisá-lo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">Sinopse</span><br />
Publicado em 1866, Crime e Castigo é a obra mais célebre de Fiódor Dostoiévski. Neste livro, Raskólnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, perambula pelas ruas de São Petesburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria: grandes homens, como César e Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de personagens que lutam para perservar sua dignidade contra as várias formas da tirania.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Informações adicionais sobre o livro(<span style="font-size: large;">CUIDADO!! Algumas partes contêm revelações do enredo. Leia por sua conta e risco :]</span>)</span> <br />
<span style="font-weight: bold;">1.  A Rússia no século XIX</span><br />
<br />
Em 1865 a Rússia encontrava-se em um estado de completo atraso em relação aos demais países da Europa. Enquanto o resto da Europa estava em plena revolução industrial o então império russo ainda se encontrava na idade media, o país ainda era divido em feudos e a maioria da população era rural, para se ter uma ideia, enquanto o resto da Europa já havia praticamente abolido o absolutismo e o constitucionalismo já começava a dar seus primeiros passos, inclusive com o surgimento dos direitos e garantias fundamentais de 1ª geração, na Rússia até o ano de 1861 existiu o sistema de servidão que forçava os Mujiques(camponeses) a permanecerem nas terras sem que tivessem o direito de possuí-las, os senhores feudais podiam vender as terras juntamente com os servos que nela trabalhavam. Além disso, tinham o direito de tratar os camponeses da forma que eles quisessem, desde que não os matassem.<br />
<br />
Além disso, o império russo era formado por mais de 100 etnias diferentes não existindo assim um forte sentimento nacionalista como em outros países europeus da época, e devido a isso a Rússia da época passava por um forte processo de europeização, podemos notar que há várias correntes teóricas no livro.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">2. O Autor</span><br />
<br />
Fiódor Mikhailovich Dostoiévski, Moscou, 11 de Novembro de 1821 — São Petersburgo, 9 de Fevereiro de 1881. Fiódor foi o segundo dos sete filhos nascidos do casamento entre Mikhail Dostoyevski e Maria Fedorovna. Mikhail era um pai autoritário, então médico no Hospital de pobres Mariinski, em Moscou, e a mãe era vista pelos filhos como um paraíso de amor e de proteção do ambiente familiar.<br />
<br />
Seu pai tornou-se um nobre em 1828. Até 1833, Fiódor foi educado em casa, mas com a morte precoce da mãe por tuberculose em 1837, e a decorrente depressão e alcoolismo do pai, foi conduzido, com o irmão Fiódor Mikhail, à Escola Militar de Engenharia de São Petersburgo, onde começou a demonstrar interesse pela Literatura.<br />
<br />
Em 1839, quando tinha dezoito anos, recebeu a notícia de que seu pai havia morrido. É aceito hoje, porém sem provas concretas, que o doutor Mikhail Dostoiévski, seu pai, foi assassinado pelos próprios servos de sua propriedade rural em Daravói, indignados com os maus tratos sofridos.Tal fato exerceu enorme influência sobre o futuro do jovem Fiódor, que desejou impetuosamente a morte de seu progenitor e em contrapartida se culpou por isso, fato que motivou Freud a escrever o polêmico artigo Dostoiévski e o Parricídio.<br />
<br />
Dostoiévski sofria de epilepsia e seu primeiro ataque ocorreu quando tinha nove anos. Suas experiências epiléticas serviram-lhe de base para a descrição de alguns de seus personagens, como o príncipe Myshkin no romance O idiota, e de Smerdyakov na obra Os Irmãos Karamazov.<br />
<br />
Dostoiévski foi detido e preso em 23 de abril de 1849 por participar de um grupo intelectual liberal chamado Círculo Petrashevski, sob acusação de conspirar contra o Nicolau I da Rússia. Depois das revoluções de 1848, na Europa, Nicolau mostrou-se relutante a qualquer organização clandestina que poderia pôr em risco sua autocracia.<br />
<br />
Em 23 de abril de 1849, ele e os outros membros do Círculo Petrashevski foram presos. Dostoiévski passou oito meses na prisão até que, em 22 de dezembro, a sentença de morte por fuzilamento foi anunciada. Dostoiévski teve de situar-se em frente ao pelotão de fuzilamento com uma venda e até mesmo ouvir os seus disparos. No último momento, as armas foram abaixadas e um mensageiro trouxe a informação de que czar havia decidido poupar a vida do escritor. Sua pena foi comutada para cinco anos de árduo trabalho em Omsk, na Sibéria<br />
<br />
A influência de Dostoiévski é imensa, de Hermann Hesse a Marcel Proust, William Faulkner, Albert Camus, Franz Kafka, Yukio Mishima, Roberto Arlt, Ernesto Sábato e Gabriel García Márquez, para citar alguns autores. Na verdade, nenhum dos grandes escritores do século XX foram alheios ao seu trabalho (com algumas raras exceções, tais como Vladimir Nabokov, Henry James ou D.H. Lawrence). O romancista americano Ernest Hemingway também citou Dostoiévski em uma de suas últimas entrevistas como uma das suas principais influências.<br />
<br />
Nietzsche referiu-se a Dostoiévski como "o único psicólogo com que tenho algo a aprender: ele pertence às inesperadas felicidades da minha vida, até mesmo a descoberta Stendhal." Certa vez disse, referindo a Notas do Subsolo: "chorei verdade a partir do sangue". Nietzsche refere-se constantemente a Dostoiévski em suas notas e rascunhos no internato entre 1886 e 1887, além de escrever diversos resumos das obras de Dostoiévski. "Um grande catalisador: Nietzsche e neo-idealismo russo", disse Mihajlo Mihajlov.<br />
<br />
Com a publicação de Crime e Castigo em 1866, Fiódor se tornou um dos mais proeminentes autores da Rússia no século XIX, tido como um dos fundadores do movimento filosófico conhecido como existencialismo. Em particular, Memórias do Subsolo, publicado pela primeira vez em 1864, tem sido descrito como o trabalho fundador do existencialismo. Para Dostoiévski, a guerra é a revolta do povo contra a idéia de que a razão orienta tudo.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">3. O Espaço</span><br />
<br />
O livro se passa em São Petersburgo, então capital do império russo. São Petersburgo foi construída sobre um pântano e por isso exalava mau cheiro, excepcionalmente em sua parte pobre. Raskolnikov morava em um pequeno quarto na parte mais miserável da cidade. Os locais onde que ele costumava freqüentar são geralmente claustrofóbicos e degradantes, como o mercado do feno, freqüentado pela escoria da sociedade como bêbados e prostitutas, é nesse ambiente que a ação se desenvolve.<br />
<br />
Toda essa miséria e degradação acabam por interferir nos personagens que se dividem em dois grandes grupos: o primeiro e composto por aqueles que se deixaram levar pela miséria e acabam por sofrer um processo de degradação interna, transformando-se em seres amorais. O segundo grupo e composto por aqueles que não se conformam com a situação de miséria a que são submetidos e tentam reagir de alguma forma.<br />
<br />
Há também, durante todo o livro, uma imensidão de personagens com ideologias diferentes. Existem os niilistas, os socialistas, os religiosos, os existencialistas etc. Durante todo o romance esses personagens travam uma verdadeira “guerra” filosófica entre suas ideologias, especialmente entre o espiritualismo e o niilismo.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">4. O Personagem</span><br />
<br />
No livro somos apresentados a Raskolnikov. Raskolnikov, nome que em russo significa "ruptura" ou "divisão" , é um jovem pobre e estudante de direito que mora em uma pensão miserável na então capital do império russo: São Petersburgo. Ele é do interior, e sobrevive na cidade graças ao pouco dinheiro que é enviado pela sua mãe e irmã. Certo dia ele resolve abandonar a universidade e passa meses trancados em seu pequeno quarto desenvolvendo uma teoria e planejando pôr ela em pratica<br />
<br />
Ele era um homem solitário, sem amigos e que evitava a companhia das pessoas sempre que possível.  Era, também, um homem muito orgulhoso e que se achava melhor que as outras pessoas. O seu estado de extrema pobreza o incomodava e o oprimia. Além disso, com o passar do tempo em conseqüência dessa pobreza ele acaba desenvolvendo uma doença que quase o mata.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">5. A Teoria<br />
</span><br />
No mundo, segundo ele, existem duas subdivisões de pessoas: as ordinárias e as extraordinárias. Segundo o próprio personagem, “à primeira, pertencem , em geral, os conservadores, os homens de ordem, que vivem na obediência e têm por ela um culto. (...) As pessoas desse grupo não acrescenta nada ao mundo.<br />
<br />
No segundo grupo se encontram as pessoas que vieram ao mundo para modificá-lo, essas pessoas estão acima da lei e podem, inclusive, em defesa de suas ideias, cometer qualquer crime.<br />
<br />
O primeiro grupo é composto pelos senhores do presente, já o segundo grupo é composto pelos senhores do futuro.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">6. O Crime</span><br />
<br />
Cansado e desiludido com sua vida, Raskolnikov resolve abandonar a universidade e as aulas que costumava lecionar para complementar a sua renda e entregá-se a miséria absoluta, passando a viver com o pouco dinheiro que é enviando por sua família, dinheiro este que logo revela-se insuficiente. Sem alternativa, ele acaba tendo que penhorar seus poucos bens para uma velha usuraria.<br />
<br />
Esta velha é descrita como uma criatura má e caprichosa, que se aproveitava da desgraça alheia. Emprestava, ela, por um objeto um quarto do seu valor de mercador e apesar de ser pequena e franzina, frequentemente batia em sua irmã mais nova, a quem tratava como uma empregada.<br />
<br />
Devido a isso ele a considera como um “piolho” social. Um ser que não é útil a ninguém; pelo contrário, é prejudicial a todos e por isso ele decide matá-la e roubar o dinheiro que ela havia ganho explorando a desgraça alheia e, com isso, esperava iniciar uma nova vida. Depois de planejar por cerca de um mês, ele decide por seu plano em prática e em uma noite, completamente febril e quase delirando devido uma doença, dirige-se a casa da velha, que se encontrava sozinha em casa, com a desculpa de penhora um objeto e a mata com golpes de machados, mas inesperadamente a irmã da usuraria chega ao apartamento ele acaba a matando também, após o duplo assassinato ele foge, sem ser visto, com alguns objetos da vitima.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">7. O Castigo</span><br />
<br />
Após cometer o duplo homicídio, Raskolnikov evadiu-se do local e passou a perambular pela cidade em um estado paranóico. Completamente histérico, ele livra-se de todas as provas que possam ligá-lo ao crime e volta para casa onde é encontrado quase morto devido a sua doença por um amigo.<br />
<br />
Alguns dias depois, já restabelecido de sua doença, ele começa a ter a exata noção do crime que cometeu e passa a andar pela cidade refletindo sobre seus atos. Frise-se que o seu crime foi quase perfeito, pois não havia testemunhas e nem suspeitas sobre sua pessoa e, além disso, outra pessoa assumiu a autoria do crime. Durante esse tempo Raskolnikov sofre uma imensa tortura psicológica, sentindo-se culpado pelo crime que cometeu, especialmente em relação à morte não planejada da irmã da usuraria, passando a repensar a sua vida e suas atitudes.<br />
<br />
Depois de muito pensar e de sofrer uma imensa tortura psicológica, ele resolve entregar-se, unicamente por não mais agüentar o castigo moral que ele mesmo se impôs. Após entregar-se, é julgado, tendo sua pena atenuada por ter apresentado-se espontaneamente a polícia, e é enviado para a Sibéria. Lá e presenteado com uma bíblia e finalmente encontra sua redenção, ao arcar com seus atos perante não só aos homens como a Deus. (Dostoiévski e sua maldita mania de exaltar o cristianismo.)<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">8. Conclusão</span><br />
<br />
Talvez, na cabeça de Raskolnikov, não houvesse crime em nenhum momento. O que o atormentava nem chegava a ser a velha, mas a possibilidade de ser pego. Assim, o crime em si não pareceu afetá-lo diretamente, mas pensar que não era um ser extraordinário, nem tão sangue frio como imaginava.<br />
<br />
Isso mostra que Raskolnikov foi leal, até ao fim, ao seu delírio de arrancar uma erva daninha do solo e devolver a ele várias mudas de árvores. E, como sua ideia não transcorre do modo como imaginara, resolveu pagar pelo crime em troca de um pouco de paz. Bem verdade, que podemos alegar que ele se compadeceu dos inocentes presos e também da memória das duas vítimas. Qual das possibilidades é a mais correta? Nunca saberemos.Tais perguntas são impossíveis de serem respondidas. Cada novo leitor interpretará a obra a sua própria maneira.<br />
<br />
Ps: Perdão pelos erros de ortográfia e concordância que houverem no texto, estou sem tempo de revisá-lo.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4305</link>
			<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 10:02:13 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4305</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">Sinopse</span><br />
Escrito em 1932, este livro é uma antevisão de um futuro no qual o domínio quase integral das técnicas e do saber científico produz uma sociedade totalitária e desumanizada. Esta ficção científica surpreende pela clareza do texto, pela lucidez do autor e pela atualidade das questões levantadas.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;"> Minha Opinião</span><br />
Gostei do livro. É o autor da distopia mais limpa e agradável. Gostaria de viver num mundo desses - se eu fosse das castas mais alta - é claro.<br />
<br />
Recriei o tópico, devido aos problemas do servidor.<br />
<br />
Quem quiser continuar aquela "discussãozinha", muito boa por sinal, sobre os selvages X moradores da cidade, estamos apostos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">Sinopse</span><br />
Escrito em 1932, este livro é uma antevisão de um futuro no qual o domínio quase integral das técnicas e do saber científico produz uma sociedade totalitária e desumanizada. Esta ficção científica surpreende pela clareza do texto, pela lucidez do autor e pela atualidade das questões levantadas.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;"> Minha Opinião</span><br />
Gostei do livro. É o autor da distopia mais limpa e agradável. Gostaria de viver num mundo desses - se eu fosse das castas mais alta - é claro.<br />
<br />
Recriei o tópico, devido aos problemas do servidor.<br />
<br />
Quem quiser continuar aquela "discussãozinha", muito boa por sinal, sobre os selvages X moradores da cidade, estamos apostos.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Romantismo]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4304</link>
			<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 09:59:11 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4304</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-size: medium;"><div style="text-align: center;"><span style="font-weight: bold;">Romantismo</span></div></span><br />
<br />
<div style="text-align: justify;">Olá, percebi que vários membros do fórum comentam sobre escolas literárias mas parecem não se sentir a vontade em taxar as obras literárias como pertencentes ao Romantismo ou Realismo ou qualquer outro movimento literário. De cara digo que essas afirmações vazias de sentido como compreender uma obra como sendo "romântica e pronto" também me incomodam muito. Quero propôr uma discussão mais solta, desregrada, que procure explorar os sentidos do Romantismo e suas obras, mas sempre conhecendo que pertencer a essa ou aquela escola literária não dá conta de abarcar toda a riqueza de uma obra literária. E aí, o que você sabem sobre Romantismo, autores românticos, características do movimento, contexto histórico...</div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-size: medium;"><div style="text-align: center;"><span style="font-weight: bold;">Romantismo</span></div></span><br />
<br />
<div style="text-align: justify;">Olá, percebi que vários membros do fórum comentam sobre escolas literárias mas parecem não se sentir a vontade em taxar as obras literárias como pertencentes ao Romantismo ou Realismo ou qualquer outro movimento literário. De cara digo que essas afirmações vazias de sentido como compreender uma obra como sendo "romântica e pronto" também me incomodam muito. Quero propôr uma discussão mais solta, desregrada, que procure explorar os sentidos do Romantismo e suas obras, mas sempre conhecendo que pertencer a essa ou aquela escola literária não dá conta de abarcar toda a riqueza de uma obra literária. E aí, o que você sabem sobre Romantismo, autores românticos, características do movimento, contexto histórico...</div>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Anno Dracula, de Kim Newman]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4303</link>
			<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 23:18:26 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4303</guid>
			<description><![CDATA[Anno Dracula: Summa Vampirológica<br />
<a href="http://universofantastico.wordpress.com/2009/12/09/anno-dracula-summa-vampirologica/" target="_blank">http://universofantastico.wordpress.com/...irologica/</a><br />
ou da fonte original:<br />
<a href="http://epistemonikephantasia.wordpress.com/2009/11/30/summa-vampirologica/#more-246" target="_blank">http://epistemonikephantasia.wordpress.c.../#more-246</a><br />
* * *<br />
<br />
<br />
“Um pequeno detalhe”, diz Benjamin Franklin numa frase que o dr. Seward cita em algum ponto de Anno Dracula, romance de 1992 de Kim Newman recém-publicado no Brasil pela Aleph, “pode mudar o curso da história.” É desses pequenos – e às vezes não tão pequenos – detalhes que vivem tanto a história alternativa quanto a ficção alternativa, dois subgêneros da ficção especulativa que têm muita coisa em comum.<br />
<br />
A diferença é que, enquanto a primeira se ocupa de eventos que poderiam mudar o curso da história, a segunda se concentra em pontos de divergência que alteram o enredo de uma obra de ficção. O que aconteceria se o Eixo tivesse ganhado a II Guerra Mundial? Se o Sul derrotasse o Norte durante a Guerra da Secessão? Se o Brasil tivesse perdido a Guerra do Paraguai? Responder a essas perguntas é fazer história alternativa. E se os Elder Ones de Lovecraft dominassem a Londres de Sherlock Holmes? Ou se o Phileas Fogg de Júlio Verne fosse um agente secreto alienígena? Nesse caso, trata-se de ficção alternativa.<br />
<br />
Anno Dracula pertence a ambos os subgênereos ao mesmo tempo. Nele, Kim Newman muda o desfecho do romance de Bram Stoker e, com isso, também modifica irremediavelmente a história da Inglaterra e do mundo.<br />
<br />
(CONTINUA no Universo Fantástico: <a href="http://universofantastico.wordpress.com/2009/12/09/anno-dracula-summa-vampirologica/)" target="_blank">http://universofantastico.wordpress.com/...rologica/)</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Anno Dracula: Summa Vampirológica<br />
<a href="http://universofantastico.wordpress.com/2009/12/09/anno-dracula-summa-vampirologica/" target="_blank">http://universofantastico.wordpress.com/...irologica/</a><br />
ou da fonte original:<br />
<a href="http://epistemonikephantasia.wordpress.com/2009/11/30/summa-vampirologica/#more-246" target="_blank">http://epistemonikephantasia.wordpress.c.../#more-246</a><br />
* * *<br />
<br />
<br />
“Um pequeno detalhe”, diz Benjamin Franklin numa frase que o dr. Seward cita em algum ponto de Anno Dracula, romance de 1992 de Kim Newman recém-publicado no Brasil pela Aleph, “pode mudar o curso da história.” É desses pequenos – e às vezes não tão pequenos – detalhes que vivem tanto a história alternativa quanto a ficção alternativa, dois subgêneros da ficção especulativa que têm muita coisa em comum.<br />
<br />
A diferença é que, enquanto a primeira se ocupa de eventos que poderiam mudar o curso da história, a segunda se concentra em pontos de divergência que alteram o enredo de uma obra de ficção. O que aconteceria se o Eixo tivesse ganhado a II Guerra Mundial? Se o Sul derrotasse o Norte durante a Guerra da Secessão? Se o Brasil tivesse perdido a Guerra do Paraguai? Responder a essas perguntas é fazer história alternativa. E se os Elder Ones de Lovecraft dominassem a Londres de Sherlock Holmes? Ou se o Phileas Fogg de Júlio Verne fosse um agente secreto alienígena? Nesse caso, trata-se de ficção alternativa.<br />
<br />
Anno Dracula pertence a ambos os subgênereos ao mesmo tempo. Nele, Kim Newman muda o desfecho do romance de Bram Stoker e, com isso, também modifica irremediavelmente a história da Inglaterra e do mundo.<br />
<br />
(CONTINUA no Universo Fantástico: <a href="http://universofantastico.wordpress.com/2009/12/09/anno-dracula-summa-vampirologica/)" target="_blank">http://universofantastico.wordpress.com/...rologica/)</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Veredicto em Canudos, de Sándor Márai]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4302</link>
			<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 22:16:06 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4302</guid>
			<description><![CDATA[Entre 1896 e 1897 a jovem República dos Estados Unidos do Brasil enfrentou -de forma quase que anacrônica- os seguidores de Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido com Antônio Conselheiro. Na comunidade de Canudos, o conselheiro liderou centenas de homens e mulheres que buscavam a salvação de sua alma, e foram vistos pelo novo governo como uma ameaça a sua soberania. O resultado foi a Guerra de Canudos, que durou praticamente um ano e que, estima-se, matou cerca de 25 mil pessoas.<br />
<br />
Enviado como correspondente do jornal ‘O Estado de São Paulo’, Euclides da Cunha acabou por fazer muito mais do que apenas escrever o que a obrigação profissional lhe impunha. Escreveu três monstruosos volumes ‘A terra’, ‘O homem’ e ‘A luta’, conjuntamente entitulados de ‘Os Sertões’, uma das maiores obras da literatura brasileira- seja em tamanho seja em importância.<br />
<br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2010/02/18/veredicto-em-canudos-de-sandor-marai" target="_blank">LEIA O RESTO DO POST NO BLOG DO MEIA-PALAVRA</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Entre 1896 e 1897 a jovem República dos Estados Unidos do Brasil enfrentou -de forma quase que anacrônica- os seguidores de Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido com Antônio Conselheiro. Na comunidade de Canudos, o conselheiro liderou centenas de homens e mulheres que buscavam a salvação de sua alma, e foram vistos pelo novo governo como uma ameaça a sua soberania. O resultado foi a Guerra de Canudos, que durou praticamente um ano e que, estima-se, matou cerca de 25 mil pessoas.<br />
<br />
Enviado como correspondente do jornal ‘O Estado de São Paulo’, Euclides da Cunha acabou por fazer muito mais do que apenas escrever o que a obrigação profissional lhe impunha. Escreveu três monstruosos volumes ‘A terra’, ‘O homem’ e ‘A luta’, conjuntamente entitulados de ‘Os Sertões’, uma das maiores obras da literatura brasileira- seja em tamanho seja em importância.<br />
<br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2010/02/18/veredicto-em-canudos-de-sandor-marai" target="_blank">LEIA O RESTO DO POST NO BLOG DO MEIA-PALAVRA</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA['O Último Amigo' e 'As Brasas']]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4301</link>
			<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 21:59:50 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4301</guid>
			<description><![CDATA[Uma amizade extremamente profunda nascida na infância e entre dois homens extremamente diferentes é, repentinamente e sem explicação alguma, rompida. O lado que tomou a iniciativa da ruptura pode até ter seus motivos, mas são obscuros demais para que o outro os aceite, os entenda- e que deixe a amizade simplesmente morrer.<br />
Esse enredo que soa como alguma auto-ajuda bonitinha, na verdade, serve para dois livros bastante pesados e amargos: ‘O último amigo’, de Tahar Ben Jelloun; e ‘As Brasas’, de Sándor Márai.<br />
<br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2010/02/16/o-ultimo-amigo-e-as-brasas/" target="_blank">LEIA O RESTO DO POST NO BLOG DO MEIA-PALAVRA</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Uma amizade extremamente profunda nascida na infância e entre dois homens extremamente diferentes é, repentinamente e sem explicação alguma, rompida. O lado que tomou a iniciativa da ruptura pode até ter seus motivos, mas são obscuros demais para que o outro os aceite, os entenda- e que deixe a amizade simplesmente morrer.<br />
Esse enredo que soa como alguma auto-ajuda bonitinha, na verdade, serve para dois livros bastante pesados e amargos: ‘O último amigo’, de Tahar Ben Jelloun; e ‘As Brasas’, de Sándor Márai.<br />
<br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2010/02/16/o-ultimo-amigo-e-as-brasas/" target="_blank">LEIA O RESTO DO POST NO BLOG DO MEIA-PALAVRA</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Sereia]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4300</link>
			<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 21:57:24 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4300</guid>
			<description><![CDATA[Vagalhões de ondas visíveis. Vagava na beira da praia. Lembranças vagabundas perdidas em sua memória. Vagas. Marco indecifrável. Adorava o mar. Cheiro da maresia. O som do marulho. Maravilha? Ele achava mesmo que. Vaivém que nos leva para longe da terra. Som que nos arrebata, feito canção. Ele as ouve. Você não? Você deve fugir da sua canção. Ou as evita e não as ouve, ou ouve e se entrega. Se as ouve submergirá, ou se arrepende. Se entregar-se é arrastado para o fundo do mar, mas para isso é preciso coragem. Fundo do mar. Amar. Atirar-se da beira do abismo. Queda livre na água ou morte. Mas ouvido o seu canto não se pode fugir. Nunca mais será esquecido. Seu chamado é doce. Doce tormento. Lamento vagante do som do marulho. Arrasta-nos e arrebata. <br />
<br />
Caminhava esmagando a areia da praia, cheio de certezas, cheio de estrelas, preso em sua concha. Então a ouviu pela primeira vez. Ouviu o som de sua voz ferindo o ar. Atingido. Um baque. Ribombar. Estouro de bomba. Belo o som dos beijos perdidos em sua voz. O chamavam. Beijos bélicos que feriam suas certezas. Vociferantes feriram seu coração. Como garras de fera. Então ele a viu. Olhos cinza-chumbo-verde-azulados. E líquidos. Iam e vinham feito um chamado. Orlados de espuma branca. Arrebentaram suas defesas. Ondas na arrebentação. Sua alma começou a vibrar em resposta. Diapasão. Diáfano aflar o sopro da voz. Como Sirene. Belo. O mesmo que todos ouvem, mas de diferentes maneiras. Intempestivo. Atemporal. Plantou a tempestade em sua alma. Arrebentou em seu peito. Longos cabelos cinza-pérola que podiam o envolver por completo. Envolvido no som da sua voz que vagava mais alto e forte que o do marulho arrebentando na beira da praia. Alma arrebatada.<br />
<br />
Ele ainda tentou lutar, fugir do desejo em seus ouvidos. A certeza que o consumia. Evitar o chamado dos olhos. Mas não tinha cera para tapar seus ouvidos. E ele tinha coragem para ouvir e não resistir. As promessas eram tão belas no canto. Encantado de corpo e alma. E ele não tinha nada a perder, a não ser a certeza monótona dos covardes. Como era corajoso se entregou. Por completo, como deve ser. Sucumbiu ao encanto e foi tragado para dentro dos seus olhos, de sua alma, seu corpo. Seu sorriso, que aflorava feito arrecife. Envolvido pelo redemoinho dos belos cabelos quando ela saltou do precipício. Mar. Amar. Precipitar-se. Caminho desconhecido. Feliz? Infeliz? Não se sabe. Mas uma coisa é sabida. Se estiver vivo não se arrependeu. Vaga para sempre no som da canção]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Vagalhões de ondas visíveis. Vagava na beira da praia. Lembranças vagabundas perdidas em sua memória. Vagas. Marco indecifrável. Adorava o mar. Cheiro da maresia. O som do marulho. Maravilha? Ele achava mesmo que. Vaivém que nos leva para longe da terra. Som que nos arrebata, feito canção. Ele as ouve. Você não? Você deve fugir da sua canção. Ou as evita e não as ouve, ou ouve e se entrega. Se as ouve submergirá, ou se arrepende. Se entregar-se é arrastado para o fundo do mar, mas para isso é preciso coragem. Fundo do mar. Amar. Atirar-se da beira do abismo. Queda livre na água ou morte. Mas ouvido o seu canto não se pode fugir. Nunca mais será esquecido. Seu chamado é doce. Doce tormento. Lamento vagante do som do marulho. Arrasta-nos e arrebata. <br />
<br />
Caminhava esmagando a areia da praia, cheio de certezas, cheio de estrelas, preso em sua concha. Então a ouviu pela primeira vez. Ouviu o som de sua voz ferindo o ar. Atingido. Um baque. Ribombar. Estouro de bomba. Belo o som dos beijos perdidos em sua voz. O chamavam. Beijos bélicos que feriam suas certezas. Vociferantes feriram seu coração. Como garras de fera. Então ele a viu. Olhos cinza-chumbo-verde-azulados. E líquidos. Iam e vinham feito um chamado. Orlados de espuma branca. Arrebentaram suas defesas. Ondas na arrebentação. Sua alma começou a vibrar em resposta. Diapasão. Diáfano aflar o sopro da voz. Como Sirene. Belo. O mesmo que todos ouvem, mas de diferentes maneiras. Intempestivo. Atemporal. Plantou a tempestade em sua alma. Arrebentou em seu peito. Longos cabelos cinza-pérola que podiam o envolver por completo. Envolvido no som da sua voz que vagava mais alto e forte que o do marulho arrebentando na beira da praia. Alma arrebatada.<br />
<br />
Ele ainda tentou lutar, fugir do desejo em seus ouvidos. A certeza que o consumia. Evitar o chamado dos olhos. Mas não tinha cera para tapar seus ouvidos. E ele tinha coragem para ouvir e não resistir. As promessas eram tão belas no canto. Encantado de corpo e alma. E ele não tinha nada a perder, a não ser a certeza monótona dos covardes. Como era corajoso se entregou. Por completo, como deve ser. Sucumbiu ao encanto e foi tragado para dentro dos seus olhos, de sua alma, seu corpo. Seu sorriso, que aflorava feito arrecife. Envolvido pelo redemoinho dos belos cabelos quando ela saltou do precipício. Mar. Amar. Precipitar-se. Caminho desconhecido. Feliz? Infeliz? Não se sabe. Mas uma coisa é sabida. Se estiver vivo não se arrependeu. Vaga para sempre no som da canção]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[O REI DO INVERNO (Bernard Cornwell)]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4299</link>
			<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 21:48:41 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4299</guid>
			<description><![CDATA[Está aí um livro que estou retirando da lista de atraso. O Rei do Inverno foi originalmente publicado em 1995, mas só ganhou tradução aqui no Brasil em 2001. Eu o ignorei solenemente desde os primeiros comentários, tinha cá minha birrinha pessoal contra bestsellers. Mas já vão aí quase 10 anos da publicação e as pessoas continuavam falando do livro, de como era legal, de como passava uma visão diferente das lendas sobre o Rei Artur e então ok, chegou o momento de deixar o preconceito de lado e peguei emprestado com meu tio para conferir.<br />
<br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2010/02/13/o-rei-do-inver…rnard-cornwell/" target="_blank">LEIA O RESTO DO POST NO BLOG DO MEIA PALAVRA</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Está aí um livro que estou retirando da lista de atraso. O Rei do Inverno foi originalmente publicado em 1995, mas só ganhou tradução aqui no Brasil em 2001. Eu o ignorei solenemente desde os primeiros comentários, tinha cá minha birrinha pessoal contra bestsellers. Mas já vão aí quase 10 anos da publicação e as pessoas continuavam falando do livro, de como era legal, de como passava uma visão diferente das lendas sobre o Rei Artur e então ok, chegou o momento de deixar o preconceito de lado e peguei emprestado com meu tio para conferir.<br />
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<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2010/02/13/o-rei-do-inver…rnard-cornwell/" target="_blank">LEIA O RESTO DO POST NO BLOG DO MEIA PALAVRA</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[O Mestre e Margarida (Mikhail Bulgákov)]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4298</link>
			<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 19:57:18 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4298</guid>
			<description><![CDATA[<blockquote><cite>Citar:</cite>O Mestre e Margarida é um romance revolucionário. Nele, Bulgakóv narra a fantástica chegada do diabo em plena Moscou dos anos 1930. E satanás não está sozinho; em sua comitiva, há uma feiticeira nua, de "ardentes olhos fosforecentes", um homem de roupas apertadas e monóculo rachado, um grato preto de "proporções espantosas".<br />
<br />
Mas a brilhante narrativa de Bulgakov vai muito além de seus aspectos fantásticos e comicos. É um livro com estilo absolutamente original, sobre a liberdade da escrita e a força do amor em tempos adversos. É uma sátira devastadora da vida sob o regime soviético, da censura e da repressão. É também um romance que traça de forma genial os múltiplos personagens de Moscou e seu cotidiano - com apartamentos divididos por inúmeras famílias, pessoas que desaparecem misteriosamente, burocratas obtusos. É, enfim, um dos livros mais importantes e cultuados do século XX.</blockquote>
<br />
Essa é a sinopse presente na edição atual do livro. Apesar de não ter finalizado ainda, posso afirmar que a obra decididamente vem me impressionando. <br />
<br />
Todos os acontecimentos fatídicos ou mesmo tragicômicos que se entreleçam com a chegada de satanás (que atende pelo nome de Woland) e seu séquito são simplesmente fascinantes. Não só isso, os personagens tão tipicamente russos acabam fornecendo uma nítida visão do que era o país no período comunista e, justamente por isso, que a obra só foi publicada 26 anos após seu término e a morte do Bulgákov. Espero acabar em breve para esboçar comentários mais precisos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><cite>Citar:</cite>O Mestre e Margarida é um romance revolucionário. Nele, Bulgakóv narra a fantástica chegada do diabo em plena Moscou dos anos 1930. E satanás não está sozinho; em sua comitiva, há uma feiticeira nua, de "ardentes olhos fosforecentes", um homem de roupas apertadas e monóculo rachado, um grato preto de "proporções espantosas".<br />
<br />
Mas a brilhante narrativa de Bulgakov vai muito além de seus aspectos fantásticos e comicos. É um livro com estilo absolutamente original, sobre a liberdade da escrita e a força do amor em tempos adversos. É uma sátira devastadora da vida sob o regime soviético, da censura e da repressão. É também um romance que traça de forma genial os múltiplos personagens de Moscou e seu cotidiano - com apartamentos divididos por inúmeras famílias, pessoas que desaparecem misteriosamente, burocratas obtusos. É, enfim, um dos livros mais importantes e cultuados do século XX.</blockquote>
<br />
Essa é a sinopse presente na edição atual do livro. Apesar de não ter finalizado ainda, posso afirmar que a obra decididamente vem me impressionando. <br />
<br />
Todos os acontecimentos fatídicos ou mesmo tragicômicos que se entreleçam com a chegada de satanás (que atende pelo nome de Woland) e seu séquito são simplesmente fascinantes. Não só isso, os personagens tão tipicamente russos acabam fornecendo uma nítida visão do que era o país no período comunista e, justamente por isso, que a obra só foi publicada 26 anos após seu término e a morte do Bulgákov. Espero acabar em breve para esboçar comentários mais precisos.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Dia da Mulher (para ambos os sexos) - "Seja Forte!"]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4297</link>
			<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 19:49:52 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4297</guid>
			<description><![CDATA[Uma poesia para confortar os amigos homens (não estão sós!) no dia das mulheres e mostrar as mulheres que a gente entende elas sim (às vezes) e mesmo não entendendo se esforça haha.<br />
<br />
Grande Abraço<br />
e Feliz dia da Mulher,<br />
Gonzo<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Seja Forte!</span><br />
<br />
Na roda da vida<br />
Na hora da lida<br />
Na hora da cama<br />
Mulher dama é jogo<br />
A jogadora comanda<br />
Manda<br />
e desmanda<br />
Desobedece quem pode<br />
pai, amigo, irmão, homem ou cão<br />
da fúria do salto não se salva<br />
nem se tenta a salvação<br />
Quebra, explode<br />
um Tapa<br />
uma Palavra<br />
um Minuto <br />
que gira sem eixo<br />
implode<br />
na boca, nos olhos, no corpo e na mente<br />
palavra, lágrima, calafrio e penitência pungente<br />
Aquele dia que se toma nota ignorando<br />
e a noite perdoando<br />
Afinal já se sabia,<br />
que mesmo de quando em quando<br />
uns dias certos<br />
outros nem tanto<br />
fazia parte do pacote...<br />
Seja Homem!<br />
Seja Forte!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Uma poesia para confortar os amigos homens (não estão sós!) no dia das mulheres e mostrar as mulheres que a gente entende elas sim (às vezes) e mesmo não entendendo se esforça haha.<br />
<br />
Grande Abraço<br />
e Feliz dia da Mulher,<br />
Gonzo<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Seja Forte!</span><br />
<br />
Na roda da vida<br />
Na hora da lida<br />
Na hora da cama<br />
Mulher dama é jogo<br />
A jogadora comanda<br />
Manda<br />
e desmanda<br />
Desobedece quem pode<br />
pai, amigo, irmão, homem ou cão<br />
da fúria do salto não se salva<br />
nem se tenta a salvação<br />
Quebra, explode<br />
um Tapa<br />
uma Palavra<br />
um Minuto <br />
que gira sem eixo<br />
implode<br />
na boca, nos olhos, no corpo e na mente<br />
palavra, lágrima, calafrio e penitência pungente<br />
Aquele dia que se toma nota ignorando<br />
e a noite perdoando<br />
Afinal já se sabia,<br />
que mesmo de quando em quando<br />
uns dias certos<br />
outros nem tanto<br />
fazia parte do pacote...<br />
Seja Homem!<br />
Seja Forte!]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[A Boa Terra (Pearl S. Buck)]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4296</link>
			<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 16:36:00 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4296</guid>
			<description><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="font-style: italic;">Foi seguindo seu caminho pela trilha dos campos. Não muito longe, erguia-se o muro cinzento da cidade. Do outro lado da porta no muro por onde ele entraria ficava a casa grande onde a mulher era escrava desde criança, a Casa de Hwang. Havia aqueles que diziam: "É melhor viver só do que casar com uma mulher que foi escrava numa casa grande." Mas quando ele perguntara ao pai: "Nunca vou ter uma mulher?", o pai respondeu:<br />
  - Com os casamentos custando o que custam nesta época ruim e com as mulheres querendo anéis de ouro e roupas de seda antes de tomar um homem, os pobres só podem ter escravas.<br />
    Seu pai então agira e fora à casa de Hwang perguntar se havia uma escrava disponível.<br />
  - Que não seja muito jovem, nem, sobretudo, bonita - dissera.</span><br />
(<span style="font-weight: bold;">A Boa Terra</span>, Pearl S. Buck, trad. Adalgisa Campos da Silva)<br />
<br />
Assim é no princípio do livro, quando Wang Lung ainda é um camponês pobre da província de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anhui" target="_blank">Anhui</a>. A partir daí acompanharemos sua vida, com anos ruins, de miséria e fome, e anos melhores, que o permitirão aos poucos ascender socialmente, em torno de sua boa terra, que para ele será sempre a única fonte de estabilidade e riqueza. <br />
<br />
Existe, então, esse aspecto romântico, do homem que consegue subir na vida e que se esforça por se manter fiel às tradições e à sua origem. No entanto, à medida que suas circunstâncias vão se alterando, algumas mudanças de mentalidade vão se impondo sobre Wang Lung e os demais personagens, em uma evolução psicológica feita com muita sensiblidade.<br />
<br />
<span style="font-style: italic;">A princípio, não disse uma palavra na casa de chá, mas comprou calado seu chá, bebeu-o e olhou em volta admirado. Era um grande salão de teto dourado e paredes de onde pendiam painéis de seda branca pintados com figuras de mulheres. Wang Lung olhava para essas mulheres secretamente com atenção, e parecia-lhe que eram mulheres de sonho, pois nunca havia visto nada parecido na terra. E, no primeiro dia, olhou-as, bebeu seu chá depressa e saiu.</span><br />
(<span style="font-weight: bold;">A Boa Terra</span>, Pearl S. Buck, trad. Adalgisa Campos da Silva)<br />
<br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pearl_S._Buck" target="_blank">Pearl S. Buck</a> nasceu nos Estados Unidos em 1892, mas viveu grande parte da vida na China e maioria dos seus livros tomam esse país como cenário. Publicou "A Boa Terra" em 1931. Em 1938 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, sobre o qual se pronunciou a Academia nas seguintes palavras: "por suas descrições ricas e verdadeiramente épicas da vida camponesa na China e por usas obras-primas biográficas". <br />
<br />
O livro foi também adaptado para o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Good_Earth" target="_blank">cinema</a> em 1937, tendo sido indicado ao Oscar em 5 categorias, incluindo a de "Melhor Filme".<br />
<br />
No Brasil, a última edição de "A Boa Terra" saiu em 2007 pela editora Alfaguara. A parte inicial do livro está disponível para visualização no <a href="http://books.google.com.br/books?id=u4dEdEMc0CgC&amp;dq=boa+terra&amp;source=gbs_navlinks_s" target="_blank">Google Livros</a>.<br />
<br />
Como possui uma linguagem simples, sem estruturas mirabolantes, ele se tornou para mim também uma ótima opção para presentes. Comprei-o para minha mãe, que não tem o hábito da leitura, e ela terminou-o em apenas três dias... <img src="http://www.meiapalavra.com.br/images/smilies/icon_mrgreen.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Mr Green" title="Mr Green" /></div>
<br />
[attachment=1945&#93;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="font-style: italic;">Foi seguindo seu caminho pela trilha dos campos. Não muito longe, erguia-se o muro cinzento da cidade. Do outro lado da porta no muro por onde ele entraria ficava a casa grande onde a mulher era escrava desde criança, a Casa de Hwang. Havia aqueles que diziam: "É melhor viver só do que casar com uma mulher que foi escrava numa casa grande." Mas quando ele perguntara ao pai: "Nunca vou ter uma mulher?", o pai respondeu:<br />
  - Com os casamentos custando o que custam nesta época ruim e com as mulheres querendo anéis de ouro e roupas de seda antes de tomar um homem, os pobres só podem ter escravas.<br />
    Seu pai então agira e fora à casa de Hwang perguntar se havia uma escrava disponível.<br />
  - Que não seja muito jovem, nem, sobretudo, bonita - dissera.</span><br />
(<span style="font-weight: bold;">A Boa Terra</span>, Pearl S. Buck, trad. Adalgisa Campos da Silva)<br />
<br />
Assim é no princípio do livro, quando Wang Lung ainda é um camponês pobre da província de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anhui" target="_blank">Anhui</a>. A partir daí acompanharemos sua vida, com anos ruins, de miséria e fome, e anos melhores, que o permitirão aos poucos ascender socialmente, em torno de sua boa terra, que para ele será sempre a única fonte de estabilidade e riqueza. <br />
<br />
Existe, então, esse aspecto romântico, do homem que consegue subir na vida e que se esforça por se manter fiel às tradições e à sua origem. No entanto, à medida que suas circunstâncias vão se alterando, algumas mudanças de mentalidade vão se impondo sobre Wang Lung e os demais personagens, em uma evolução psicológica feita com muita sensiblidade.<br />
<br />
<span style="font-style: italic;">A princípio, não disse uma palavra na casa de chá, mas comprou calado seu chá, bebeu-o e olhou em volta admirado. Era um grande salão de teto dourado e paredes de onde pendiam painéis de seda branca pintados com figuras de mulheres. Wang Lung olhava para essas mulheres secretamente com atenção, e parecia-lhe que eram mulheres de sonho, pois nunca havia visto nada parecido na terra. E, no primeiro dia, olhou-as, bebeu seu chá depressa e saiu.</span><br />
(<span style="font-weight: bold;">A Boa Terra</span>, Pearl S. Buck, trad. Adalgisa Campos da Silva)<br />
<br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pearl_S._Buck" target="_blank">Pearl S. Buck</a> nasceu nos Estados Unidos em 1892, mas viveu grande parte da vida na China e maioria dos seus livros tomam esse país como cenário. Publicou "A Boa Terra" em 1931. Em 1938 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, sobre o qual se pronunciou a Academia nas seguintes palavras: "por suas descrições ricas e verdadeiramente épicas da vida camponesa na China e por usas obras-primas biográficas". <br />
<br />
O livro foi também adaptado para o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Good_Earth" target="_blank">cinema</a> em 1937, tendo sido indicado ao Oscar em 5 categorias, incluindo a de "Melhor Filme".<br />
<br />
No Brasil, a última edição de "A Boa Terra" saiu em 2007 pela editora Alfaguara. A parte inicial do livro está disponível para visualização no <a href="http://books.google.com.br/books?id=u4dEdEMc0CgC&amp;dq=boa+terra&amp;source=gbs_navlinks_s" target="_blank">Google Livros</a>.<br />
<br />
Como possui uma linguagem simples, sem estruturas mirabolantes, ele se tornou para mim também uma ótima opção para presentes. Comprei-o para minha mãe, que não tem o hábito da leitura, e ela terminou-o em apenas três dias... <img src="http://www.meiapalavra.com.br/images/smilies/icon_mrgreen.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Mr Green" title="Mr Green" /></div>
<br />
[attachment=1945]]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Coleção mortos de fama]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4295</link>
			<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 10:31:45 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4295</guid>
			<description><![CDATA[Um dia desses "vagando" por um sebo aqui em Campinas, encontrei alguns livros da coleção Mortos de fama da editora Cia. das letras. São biografias de grandes personagens da história mundial, contadas de forma descontraida e divertida.<br />
Como estavam baratos resolvi levar dois:<br />
<br />
- Al Capone e sua gangue<br />
- Newton e sua maçã <br />
Obviamente que não se pode esperar de um livro infanto-juvenil carater histórico e cientifico impecável. Porém gostei bastante!  <br />
<br />
<blockquote><cite>Citar:</cite><span style="font-weight: bold;">Al Capone</span>: Todo mundo deve ter ouvido falar do Al Capone. Para quem o conheceu em filmes de gângster, ele foi um homem mau, feio, rico, corrupto, muito poderoso e desumano, que andava com seus capangas, sempre de charuto, metralhadora debaixo do braço, em suspeitíssimos carrões pretos. Mas esse é o Al Capone de verdade ou apenas uma lenda?<br />
Dizem que o Al era um facínora, mas ninguém sabe que ele morou com a mãe a vida inteira. O apelido dele é conhecido: Scarface, cicatriz. Mas ninguém lembra que ele usava uns ternos coloridíssimos e inventou a moda gângster. Mafioso que se preza leva a arma escondida numa caixa de violino - mas o Al geralmente não andava armado (um dos capangas dele é que levava a arma num saco de golfe).<br />
Al Capone era o próprio Poderoso Chefão. Na verdade, ele foi bem mais poderoso do que as pessoas imaginam, ao ponto de muita gente achar que era um herói. Tudo isso é revelado em Al Capone e sua gangue, que traz o diário secreto do Al, informações sobre o universo de malfeitores de Chicago (como armas, olheiros e bebidas clandestinas), páginas do Chicago Urgente cheias de sangue, brigas, morticínios, enterros de gângsteres e - exclusivo! - os arquivos do implacável investigador Lefty Lane.<br />
<br />
<img src="http://images.jacotei.com.br/grd/238601.jpg" border="0" alt="[Imagem: 238601.jpg&#93;" /><br />
<br />
 <span style="font-weight: bold;">Isaac Newton:</span> viveu há trezentos anos e vai ser famoso de morrer até o fim dos tempos. Mas por quê? Todos sabem que um dia ele se sentou à sombra de uma macieira e levou uma maçãzada na cabeça, o que o levou a descobrir a lei da gravidade. Só que a história é mais comprida e muito, mas muito mais interessante. Poucos sabem, por exemplo, que Isaac foi o último da classe.<br />
Logo nas primeiras páginas, o autor relaciona algumas coisas que contará sobre o grande sábio: "Por que ele enfiava coisas embaixo do globo ocular e quase ficou cego; como ele conseguiu decompor a luz; como ele inventou todo um novo sistema matemático; por que ele sempre queria guardar para si suas brilhantes descobertas; por que ele queria tocar fogo na mãe (dele); por que a Igreja o odiava; por que os falsários o odiavam; por que, na verdade, quase todo mundo o odiava; por que newtons demais matariam você; por que ele quase foi parar na forca; de quem era o nariz que ele esfregou na parede de uma igreja, e como ele conseguiu, acima de tudo, ser tão inteligente".<br />
<img src="http://www.skoob.com.br/img/livros_new/1/3413/ISAAC_NEWTON_E_SUA_MACA_1231366797P.jpg" border="0" alt="[Imagem: ISAAC_NEWTON_E_SUA_MACA_1231366797P.jpg&#93;" /></blockquote>
<br />
Outros títulos:<br />
Albert Einstein e seu universo inflável - Dr. Mike Goldsmith<br />
Alexandre o grande e sua sede de fama - Phil Robins<br />
Os cientistas e seus experimentos de arromba - Dr. Mike Goldsmith<br />
Cleópatra e sua víbora - Margaret Simpson<br />
Elvis e sua pélvis - Michael Cox <br />
Espártaco e seus gloriosos gladiadores - Toby Brown <br />
Leonardo da Vinci e seu supercérebro - Michael Cox<br />
William Shakespeare e seus atos dramáticos - Andrew Donkin]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Um dia desses "vagando" por um sebo aqui em Campinas, encontrei alguns livros da coleção Mortos de fama da editora Cia. das letras. São biografias de grandes personagens da história mundial, contadas de forma descontraida e divertida.<br />
Como estavam baratos resolvi levar dois:<br />
<br />
- Al Capone e sua gangue<br />
- Newton e sua maçã <br />
Obviamente que não se pode esperar de um livro infanto-juvenil carater histórico e cientifico impecável. Porém gostei bastante!  <br />
<br />
<blockquote><cite>Citar:</cite><span style="font-weight: bold;">Al Capone</span>: Todo mundo deve ter ouvido falar do Al Capone. Para quem o conheceu em filmes de gângster, ele foi um homem mau, feio, rico, corrupto, muito poderoso e desumano, que andava com seus capangas, sempre de charuto, metralhadora debaixo do braço, em suspeitíssimos carrões pretos. Mas esse é o Al Capone de verdade ou apenas uma lenda?<br />
Dizem que o Al era um facínora, mas ninguém sabe que ele morou com a mãe a vida inteira. O apelido dele é conhecido: Scarface, cicatriz. Mas ninguém lembra que ele usava uns ternos coloridíssimos e inventou a moda gângster. Mafioso que se preza leva a arma escondida numa caixa de violino - mas o Al geralmente não andava armado (um dos capangas dele é que levava a arma num saco de golfe).<br />
Al Capone era o próprio Poderoso Chefão. Na verdade, ele foi bem mais poderoso do que as pessoas imaginam, ao ponto de muita gente achar que era um herói. Tudo isso é revelado em Al Capone e sua gangue, que traz o diário secreto do Al, informações sobre o universo de malfeitores de Chicago (como armas, olheiros e bebidas clandestinas), páginas do Chicago Urgente cheias de sangue, brigas, morticínios, enterros de gângsteres e - exclusivo! - os arquivos do implacável investigador Lefty Lane.<br />
<br />
<img src="http://images.jacotei.com.br/grd/238601.jpg" border="0" alt="[Imagem: 238601.jpg]" /><br />
<br />
 <span style="font-weight: bold;">Isaac Newton:</span> viveu há trezentos anos e vai ser famoso de morrer até o fim dos tempos. Mas por quê? Todos sabem que um dia ele se sentou à sombra de uma macieira e levou uma maçãzada na cabeça, o que o levou a descobrir a lei da gravidade. Só que a história é mais comprida e muito, mas muito mais interessante. Poucos sabem, por exemplo, que Isaac foi o último da classe.<br />
Logo nas primeiras páginas, o autor relaciona algumas coisas que contará sobre o grande sábio: "Por que ele enfiava coisas embaixo do globo ocular e quase ficou cego; como ele conseguiu decompor a luz; como ele inventou todo um novo sistema matemático; por que ele sempre queria guardar para si suas brilhantes descobertas; por que ele queria tocar fogo na mãe (dele); por que a Igreja o odiava; por que os falsários o odiavam; por que, na verdade, quase todo mundo o odiava; por que newtons demais matariam você; por que ele quase foi parar na forca; de quem era o nariz que ele esfregou na parede de uma igreja, e como ele conseguiu, acima de tudo, ser tão inteligente".<br />
<img src="http://www.skoob.com.br/img/livros_new/1/3413/ISAAC_NEWTON_E_SUA_MACA_1231366797P.jpg" border="0" alt="[Imagem: ISAAC_NEWTON_E_SUA_MACA_1231366797P.jpg]" /></blockquote>
<br />
Outros títulos:<br />
Albert Einstein e seu universo inflável - Dr. Mike Goldsmith<br />
Alexandre o grande e sua sede de fama - Phil Robins<br />
Os cientistas e seus experimentos de arromba - Dr. Mike Goldsmith<br />
Cleópatra e sua víbora - Margaret Simpson<br />
Elvis e sua pélvis - Michael Cox <br />
Espártaco e seus gloriosos gladiadores - Toby Brown <br />
Leonardo da Vinci e seu supercérebro - Michael Cox<br />
William Shakespeare e seus atos dramáticos - Andrew Donkin]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Coleção Vaga-Lume]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4293</link>
			<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 08:47:46 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4293</guid>
			<description><![CDATA[Esse tópico é pra matar a saudade mesmo. Quem nunca leu pelo menos um título da célebre Coleção Vaga-Lume? Para cada um fazer sua listinha de lidos e não-lidos, aí vai a relação de títulos publicados:<br />
<br />
A Charada do Sol e da Chuva<br />
A chave do corsário<br />
A Grande Fuga<br />
A Grande Virada<br />
A Guerra do Lanche<br />
A Magia da Árvore Luminosa<br />
A Maldição do Tesouro do Faraó<br />
A Noite dos Quatro Furacões<br />
A Primeira Reportagem<br />
A Turma da Rua Quinze<br />
A Vida Secreta de Jonas<br />
Açúcar Amargo<br />
Agitação à Beira-Mar<br />
Aventura no Império do Sol<br />
Aventuras de Xisto<br />
Cabra das Rocas<br />
Confusões &amp; Calafrios<br />
Correndo Contra o Destino<br />
Corrida Infernal<br />
Crescer é uma Aventura<br />
Deu a Louca no Tempo<br />
Deus me Livre!<br />
Em Busca do Diamante<br />
Éramos Seis<br />
Garra de Campeão<br />
Gincana da Morte<br />
Jogo Sujo<br />
Manobra Radical<br />
Menino de Asas<br />
Meninos Sem Pátria<br />
Missão no Oriente<br />
Morte no Colégio<br />
Na Barreira do Inferno<br />
Na Ilha do Dragão<br />
Na Mira do Vampiro<br />
Nas Ondas do Surfe<br />
O Brinquedo Misterioso<br />
O Caso da Borboleta Atíria<br />
O Desafio do Pantanal<br />
O Escaravelho do Diabo<br />
O Fabricante de Terremotos<br />
O Feijão e o Sonho<br />
O Grito do Hip Hop<br />
O Jogo do Camaleão<br />
O mestre dos games<br />
O Mistério da Cidade-Fantasma<br />
O Mistério dos Morros Dourados<br />
O Ninho dos Gaviões<br />
O Ouro do Fantasma<br />
O Outro Lado da Ilha<br />
O Preço da Coragem<br />
O Primeiro Amor e Outros Perigos<br />
O Robô que Virou Gente<br />
O Segredo dos Índios<br />
O Senhor da Água<br />
O Super Tênis<br />
Office-Boy em Apuros<br />
Operação Nova York<br />
Os Barcos de Papel<br />
Os Passageiros do Futuro<br />
Os Pequenos Jangadeiros<br />
Pega Ladrão<br />
Perigos no Mar<br />
Quem Manda já Morreu<br />
Salvando a pele<br />
SOS Ararinha-Azul<br />
Spharion<br />
Tem Lagartixa no Computador<br />
Terror na Festa<br />
Tonico<br />
Tonico e Carniça<br />
Tráfico de Anjos<br />
Um Cadáver Ouve Rádio<br />
Um Inimigo em Cada Esquina<br />
Um Rosto no Computador<br />
Vencer ou Vencer<br />
Xisto e o Pássaro Cósmico<br />
Xisto no Espaço<br />
Zezinho, o Dono da Porquinha Preta<br />
<br />
Fonte: <a href="http://www.atica.com.br/catalogo/colecoes.aspx?i=8508044453&amp;c=32" target="_blank">http://www.atica.com.br/catalogo/colecoe...44453&#x26;c=32</a><br />
<br />
E aí, quais você leu?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Esse tópico é pra matar a saudade mesmo. Quem nunca leu pelo menos um título da célebre Coleção Vaga-Lume? Para cada um fazer sua listinha de lidos e não-lidos, aí vai a relação de títulos publicados:<br />
<br />
A Charada do Sol e da Chuva<br />
A chave do corsário<br />
A Grande Fuga<br />
A Grande Virada<br />
A Guerra do Lanche<br />
A Magia da Árvore Luminosa<br />
A Maldição do Tesouro do Faraó<br />
A Noite dos Quatro Furacões<br />
A Primeira Reportagem<br />
A Turma da Rua Quinze<br />
A Vida Secreta de Jonas<br />
Açúcar Amargo<br />
Agitação à Beira-Mar<br />
Aventura no Império do Sol<br />
Aventuras de Xisto<br />
Cabra das Rocas<br />
Confusões &amp; Calafrios<br />
Correndo Contra o Destino<br />
Corrida Infernal<br />
Crescer é uma Aventura<br />
Deu a Louca no Tempo<br />
Deus me Livre!<br />
Em Busca do Diamante<br />
Éramos Seis<br />
Garra de Campeão<br />
Gincana da Morte<br />
Jogo Sujo<br />
Manobra Radical<br />
Menino de Asas<br />
Meninos Sem Pátria<br />
Missão no Oriente<br />
Morte no Colégio<br />
Na Barreira do Inferno<br />
Na Ilha do Dragão<br />
Na Mira do Vampiro<br />
Nas Ondas do Surfe<br />
O Brinquedo Misterioso<br />
O Caso da Borboleta Atíria<br />
O Desafio do Pantanal<br />
O Escaravelho do Diabo<br />
O Fabricante de Terremotos<br />
O Feijão e o Sonho<br />
O Grito do Hip Hop<br />
O Jogo do Camaleão<br />
O mestre dos games<br />
O Mistério da Cidade-Fantasma<br />
O Mistério dos Morros Dourados<br />
O Ninho dos Gaviões<br />
O Ouro do Fantasma<br />
O Outro Lado da Ilha<br />
O Preço da Coragem<br />
O Primeiro Amor e Outros Perigos<br />
O Robô que Virou Gente<br />
O Segredo dos Índios<br />
O Senhor da Água<br />
O Super Tênis<br />
Office-Boy em Apuros<br />
Operação Nova York<br />
Os Barcos de Papel<br />
Os Passageiros do Futuro<br />
Os Pequenos Jangadeiros<br />
Pega Ladrão<br />
Perigos no Mar<br />
Quem Manda já Morreu<br />
Salvando a pele<br />
SOS Ararinha-Azul<br />
Spharion<br />
Tem Lagartixa no Computador<br />
Terror na Festa<br />
Tonico<br />
Tonico e Carniça<br />
Tráfico de Anjos<br />
Um Cadáver Ouve Rádio<br />
Um Inimigo em Cada Esquina<br />
Um Rosto no Computador<br />
Vencer ou Vencer<br />
Xisto e o Pássaro Cósmico<br />
Xisto no Espaço<br />
Zezinho, o Dono da Porquinha Preta<br />
<br />
Fonte: <a href="http://www.atica.com.br/catalogo/colecoes.aspx?i=8508044453&amp;c=32" target="_blank">http://www.atica.com.br/catalogo/colecoe...44453&c=32</a><br />
<br />
E aí, quais você leu?]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Feijão e arroz]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4292</link>
			<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 21:35:03 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4292</guid>
			<description><![CDATA[As memórias da infância invadiam a mente, um fluxo confuso e incessante. Aquele era o momento propício pra isso, acho. A maior parte delas não passava de borrões, distorcidos pelo espectro do tempo. Outras, a mínima parte, eram lembranças propriamente ditas: robustas, vívidas, banhadas de significado. E é remontando esses esparsos fatos ocorridos uns vinte anos atrás que acabo esboçando um sorrisinho irônico, para espanto de minha mãe sentada defronte meu leito.<br />
	<br />
Naquela época (dos meus nove ou dez anos), meus pais passavam por uma crise conjugal. Ou melhor, “a” crise conjugal. Aquela intransponível, que pôs um derradeiro ponto naquela convivência forçada pelos laços do matrimônio (como papai costumava dizer posteriormente). As ausências de meu pai eram cada vez mais rotineiras, ele se jogou no trabalho e nunca mais conseguiu emergir completamente. <br />
	<br />
A falta de uma figura paterna nunca chegou a me afetar, pelo menos não conscientemente. Mas a falta de uma figura marital afetava mamãe, e muito. Para o meu profundo terror, ela passou a canalizar as ausências de papai num cuidado excessivo comigo. Sem exagero algum. Aliás, “cuidado excessivo” já soa eufemístico perto do comportamento dela. Aquilo era uma obsessão, ela me tinha como um pequeno e frágil ídolo de ouro, que ela mesma lapidara com esmero e, com esse mesmo esmero, perseguia cada passo de minha vida. Era sufocante.<br />
	<br />
Das diversas situações capazes de figurar essa sociopatia de mamãe. Uma paira insistentemente e é a fonte de meu riso: nossos almoços. Foram nessas refeições que eu, no auge de minha perspicácia infantil, consegui perceber que havia algo errado com meus pais. Sentávamos um em frente ao outro e, entre nós, travessas de feijão, arroz e um silêncio significativo. Digo significativo por dois motivos. O primeiro deles era o fato de papai ter deixado de almoçar conosco, ele sempre almoçava em casa, na ponta da mesa. O segundo, e não menos relevante, era observável em minha mãe: ela tinha essa habilidade irritante de verter uma incontável torrente de palavras a qualquer tempo e sobre qualquer coisa, nenhuma banalidade escapava de seus monólogos. Mas ela se calara, não falava mais nada. Apenas comia, mecanicamente, aquilo depositado em seu prato. O silêncio dela não me incomodava, pelo contrário, sem o som de sua voz eu era capaz de concentrar atenções no meu próprio mundo. Pensando naquela época, chego a conclusão de que eu era provavelmente uma criança bem desagradável. Era insensível, não gostava de falar nem de qualquer outro tipo de interação social.<br />
	<br />
Só depois de ter saciado sua fome era que mamãe me olhava. Não com aquele olhar disperso, opaco. Me olhava como uma mãe olha pra um filho, e via não só o filho como seu prato ainda cheio. Era aí que o tormento iniciava. <br />
	<br />
“Alberto, você não sai dessa mesa enquanto não terminar o prato, e eu vou ficar aqui para assegurar isso!”, era sempre essa mesma ladainha. Eu resmungava qualquer coisa e continuava brincando com o garfo. Acho que já ficou evidente que eu não gostava de comer (encontrava-me magro como um graveto). Era uma tarefa enfadonha e ditada por convencionalismos baratos. Só que mamãe não compartilhava da mesma opinião.<br />
	<br />
Seu aviso dava início a nossa pequena contenda. Passávamos minutos trocando olhares repletos de eloquência, os de mamãe representando um misto de autoridade e raiva e eu, bem, eu não fazia a mínima questão de olhar nos seus olhos, mas quando assim o fazia, tentava esboçar a mais pura provocação de rebeldia. No fim, tudo aquilo se resumia a um teste de paciência e, na maioria das vezes, eu saia vitorioso. Mamão se empertigava depois de ficar uns vinte minutos olhando para minha completa inércia, esbravejava alguma imprecaução, tomava o garfo de minha mão e passava a forçar a comida na minha goela.<br />
	<br />
A partir daí, eu comia. Já tinha provado meu ponto mesmo: a superioridade de um garoto de dez anos perante uma mulher já feita, de seus trinta e poucos anos. Pois é, aquilo era um sadismo terrível de minha parte. Não consigo muito bem distinguir o porquê disso, nem mesmo hoje. Mas vê-la perder o controle daquele jeito era um tanto prazeroso.<br />
	<br />
E nossa rotina assim seguia. Uma mulher desnorteada pelos contratempos da vida, cujo único ponto cardinal era seu filho e, o garoto por sua vez, uma criança introspectiva e insatisfeita (contra todos os paradigmas da idade), talvez uma alma envelhecida num sustentáculo lépido.<br />
	<br />
Um desses almoços, porém, permanece latente nas veredas de minha memória. Papai e mamãe já deviam encarar o divórcio como iminente. O clima lá em casa estava bem pesado. No dia em questão, cheguei da escola num ímpeto de revelia ainda maior. Não tinha acontecido nada de peculiar, só estava com vontade de chatear mesmo. Pois bem, ela fez meu prato, sentou defronte a mim e começou a mastigar sua refeição. Eu não toquei no prato. <br />
	<br />
“Alberto, meu filho, pelo menos hoje coma seu almoço sem que eu precise gritar ou tomar qualquer outro tipo de atitude.”, havia quase um tom de súplica na voz dela. Aquilo era atípico, um presságio dum descontrole maior que os ordinários. Não preciso nem mencionar que isso despertou ainda mais a maldade destilada da manhã na escola. Nada respondi, apenas encarei sua triste face.<br />
	<br />
Não precisei esperar muito para constatar qualquer reação da parte dela. Começou num soluço seco depois, com as duas mãos no rosto, transformou-se numa torrente de pesadas lágrimas. Aquilo era inédito, nunca tinha visto minha mãe chorar. Mamãe não chorava, não podia chorar. Aquilo me despertou para algo novo. Pela primeira vez na vida senti algo como compaixão pelo meu próximo. Um sentimento de humanidade. Não sei o que deu em mim, mas ver mamãe daquele jeito, indefesa e carente me fez sentir triste. Senti um frio nas entranhas e um pesado nó na garganta. Antes que percebesse, caia também de meus olhos umas gotinhas salinas de lágrimas. Numa espécie de reflexo involuntário comecei a comer a mistura depositada no prato, nem chegava a mastigar. Acho que ainda vivia em meu ser algum tipo de inocência (nisso eu não me diferenciava das outras crianças) e vi na comida, no ato de comer uma espécie de catarse para os sofrimentos de mamãe.<br />
	<br />
Ela percebeu que eu estava comendo e, tentando controlar os sentimentos que eclipsavam sua alma, sorriu para mim. Um sorriso doce, um dos mais lindos que já vi na vida. A partir dali, comecei a comer.<br />
	<br />
E a ironia de tudo? É simples: vinte anos depois e com cento e quarenta quilos a mais, me preparo para uma cirurgia de redução estomacal. Mamãe olha com estranheza o sorriso em meu rosto, mas não fala nada. Apenas olha em meus olhos e, com a mesma intensidade, retribuo o olhar.<br />
	<br />
L.B.M.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[As memórias da infância invadiam a mente, um fluxo confuso e incessante. Aquele era o momento propício pra isso, acho. A maior parte delas não passava de borrões, distorcidos pelo espectro do tempo. Outras, a mínima parte, eram lembranças propriamente ditas: robustas, vívidas, banhadas de significado. E é remontando esses esparsos fatos ocorridos uns vinte anos atrás que acabo esboçando um sorrisinho irônico, para espanto de minha mãe sentada defronte meu leito.<br />
	<br />
Naquela época (dos meus nove ou dez anos), meus pais passavam por uma crise conjugal. Ou melhor, “a” crise conjugal. Aquela intransponível, que pôs um derradeiro ponto naquela convivência forçada pelos laços do matrimônio (como papai costumava dizer posteriormente). As ausências de meu pai eram cada vez mais rotineiras, ele se jogou no trabalho e nunca mais conseguiu emergir completamente. <br />
	<br />
A falta de uma figura paterna nunca chegou a me afetar, pelo menos não conscientemente. Mas a falta de uma figura marital afetava mamãe, e muito. Para o meu profundo terror, ela passou a canalizar as ausências de papai num cuidado excessivo comigo. Sem exagero algum. Aliás, “cuidado excessivo” já soa eufemístico perto do comportamento dela. Aquilo era uma obsessão, ela me tinha como um pequeno e frágil ídolo de ouro, que ela mesma lapidara com esmero e, com esse mesmo esmero, perseguia cada passo de minha vida. Era sufocante.<br />
	<br />
Das diversas situações capazes de figurar essa sociopatia de mamãe. Uma paira insistentemente e é a fonte de meu riso: nossos almoços. Foram nessas refeições que eu, no auge de minha perspicácia infantil, consegui perceber que havia algo errado com meus pais. Sentávamos um em frente ao outro e, entre nós, travessas de feijão, arroz e um silêncio significativo. Digo significativo por dois motivos. O primeiro deles era o fato de papai ter deixado de almoçar conosco, ele sempre almoçava em casa, na ponta da mesa. O segundo, e não menos relevante, era observável em minha mãe: ela tinha essa habilidade irritante de verter uma incontável torrente de palavras a qualquer tempo e sobre qualquer coisa, nenhuma banalidade escapava de seus monólogos. Mas ela se calara, não falava mais nada. Apenas comia, mecanicamente, aquilo depositado em seu prato. O silêncio dela não me incomodava, pelo contrário, sem o som de sua voz eu era capaz de concentrar atenções no meu próprio mundo. Pensando naquela época, chego a conclusão de que eu era provavelmente uma criança bem desagradável. Era insensível, não gostava de falar nem de qualquer outro tipo de interação social.<br />
	<br />
Só depois de ter saciado sua fome era que mamãe me olhava. Não com aquele olhar disperso, opaco. Me olhava como uma mãe olha pra um filho, e via não só o filho como seu prato ainda cheio. Era aí que o tormento iniciava. <br />
	<br />
“Alberto, você não sai dessa mesa enquanto não terminar o prato, e eu vou ficar aqui para assegurar isso!”, era sempre essa mesma ladainha. Eu resmungava qualquer coisa e continuava brincando com o garfo. Acho que já ficou evidente que eu não gostava de comer (encontrava-me magro como um graveto). Era uma tarefa enfadonha e ditada por convencionalismos baratos. Só que mamãe não compartilhava da mesma opinião.<br />
	<br />
Seu aviso dava início a nossa pequena contenda. Passávamos minutos trocando olhares repletos de eloquência, os de mamãe representando um misto de autoridade e raiva e eu, bem, eu não fazia a mínima questão de olhar nos seus olhos, mas quando assim o fazia, tentava esboçar a mais pura provocação de rebeldia. No fim, tudo aquilo se resumia a um teste de paciência e, na maioria das vezes, eu saia vitorioso. Mamão se empertigava depois de ficar uns vinte minutos olhando para minha completa inércia, esbravejava alguma imprecaução, tomava o garfo de minha mão e passava a forçar a comida na minha goela.<br />
	<br />
A partir daí, eu comia. Já tinha provado meu ponto mesmo: a superioridade de um garoto de dez anos perante uma mulher já feita, de seus trinta e poucos anos. Pois é, aquilo era um sadismo terrível de minha parte. Não consigo muito bem distinguir o porquê disso, nem mesmo hoje. Mas vê-la perder o controle daquele jeito era um tanto prazeroso.<br />
	<br />
E nossa rotina assim seguia. Uma mulher desnorteada pelos contratempos da vida, cujo único ponto cardinal era seu filho e, o garoto por sua vez, uma criança introspectiva e insatisfeita (contra todos os paradigmas da idade), talvez uma alma envelhecida num sustentáculo lépido.<br />
	<br />
Um desses almoços, porém, permanece latente nas veredas de minha memória. Papai e mamãe já deviam encarar o divórcio como iminente. O clima lá em casa estava bem pesado. No dia em questão, cheguei da escola num ímpeto de revelia ainda maior. Não tinha acontecido nada de peculiar, só estava com vontade de chatear mesmo. Pois bem, ela fez meu prato, sentou defronte a mim e começou a mastigar sua refeição. Eu não toquei no prato. <br />
	<br />
“Alberto, meu filho, pelo menos hoje coma seu almoço sem que eu precise gritar ou tomar qualquer outro tipo de atitude.”, havia quase um tom de súplica na voz dela. Aquilo era atípico, um presságio dum descontrole maior que os ordinários. Não preciso nem mencionar que isso despertou ainda mais a maldade destilada da manhã na escola. Nada respondi, apenas encarei sua triste face.<br />
	<br />
Não precisei esperar muito para constatar qualquer reação da parte dela. Começou num soluço seco depois, com as duas mãos no rosto, transformou-se numa torrente de pesadas lágrimas. Aquilo era inédito, nunca tinha visto minha mãe chorar. Mamãe não chorava, não podia chorar. Aquilo me despertou para algo novo. Pela primeira vez na vida senti algo como compaixão pelo meu próximo. Um sentimento de humanidade. Não sei o que deu em mim, mas ver mamãe daquele jeito, indefesa e carente me fez sentir triste. Senti um frio nas entranhas e um pesado nó na garganta. Antes que percebesse, caia também de meus olhos umas gotinhas salinas de lágrimas. Numa espécie de reflexo involuntário comecei a comer a mistura depositada no prato, nem chegava a mastigar. Acho que ainda vivia em meu ser algum tipo de inocência (nisso eu não me diferenciava das outras crianças) e vi na comida, no ato de comer uma espécie de catarse para os sofrimentos de mamãe.<br />
	<br />
Ela percebeu que eu estava comendo e, tentando controlar os sentimentos que eclipsavam sua alma, sorriu para mim. Um sorriso doce, um dos mais lindos que já vi na vida. A partir dali, comecei a comer.<br />
	<br />
E a ironia de tudo? É simples: vinte anos depois e com cento e quarenta quilos a mais, me preparo para uma cirurgia de redução estomacal. Mamãe olha com estranheza o sorriso em meu rosto, mas não fala nada. Apenas olha em meus olhos e, com a mesma intensidade, retribuo o olhar.<br />
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L.B.M.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Stanley Kubrick]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4291</link>
			<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 19:12:29 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4291</guid>
			<description><![CDATA[Um dos grandes da história do cinema.<br />
Dos filmes que vi dele gostei muito de todos.Considero <span style="font-style: italic;">"Laranja Mecânica"</span> e <span style="font-style: italic;">"2001-Uma Odisseia no Espaço"</span> obras-primas absolutas.<br />
<br />
Mais alguém por aqui admira o trabalho do Kubrick?<br />
<br />
<br />
<br />
<img src="http://www.meiapalavra.com.br/attachment.php?aid=1942" border="0" alt="[Imagem: attachment.php?aid=1942&#93;" /><br />
<blockquote><cite>Citar:</cite><blockquote><cite>Citar:</cite><span style="font-weight: bold;">STANLEY KUBRICK (1928-1999)</span><br />
<br />
<span style="font-style: italic;">Muita gente acha que Stanley Kubrick é inglês, por dois fortes motivos: algumas de suas obras mais famosas foram produzidas na Inglaterra e toda a sua filmografia foge - às vezes se choca - com a estética de Hollywood. Mas Kubrick é americano. Aos 17 anos, graças aos ensinamentos de seu pai, já trabalhava como fotógrafo da revista Look. Certamente este início profissional influenciou seus filmes, que dependem bastante do visual para que a história seja contada. <br />
<br />
Aos 22, passou para o cinema fazendo curtas. Demonstrou talento e seus trabalhos foram adquiridos pela RKO. Em seu primeiro longa, "Fear and desire", atuou como produtor, diretor, montador e operador de câmara. Seu primeiro sucesso foi "Glória Feita de Sangue", extraordinário filme de guerra, em que analisa profundamente os limites entre o patriotismo e a insanidade bélica. A ação se passa na França, o que ocasionou, por vários anos, a proibição da exibição do filme naquele país. Kubrick, contudo, nunca se dobrou às exigências de quem quer que fosse.<br />
<br />
Sem conseguir tocar novos projetos, acabou substituindo Anthony Mann na direção de "Spartacus", filme que não o agrada muito, mas que contém cenas de batalha impressionantes. Antes de se exilar na Inglaterra, ainda faz "Lolita", baseado em Nabokov, mais uma vez gerando escândalo e atraindo a fama de cineasta perigosamente radical (ou imoral). Seguiram-se "Doutor Fantástico", farsa muito bem humorada sobre a bomba e o fim do mundo, em que Peter Sellers demonstra sua versatilidade e seu gênio humorístico, e "2001- Uma Odisséia no Espaço", o maior clássico do cinema de FC de todos os tempos.<br />
<br />
Sua trilogia de clássicos é coroada por "Laranja Mecânica", que esteve proibido no Brasil e depois foi liberado com as famosas "bolinhas pretas", que perseguiam as "partes pudentas" dos atores enquanto eles se movimentavam na tela. Quem viu nunca esquecerá. "Laranja Mecânica" é um estudo sobre a amoralidade do ser humano, que não consegue administrar seus instintos frente a uma civilização igualmente incapaz de administrar suas contradições sociais. O filme é muito violento e tem uma das melhores trilhas sonoras da história do cinema. Aliás, Kubrick sempre demonstrou uma ousadia imensa na confecção do som de seus filmes, jamais se permitindo a solução fácil da música incidental que automaticamente sublinha o contexto dramático de cada cena. Kubrick, assim como brinca com a imagem, brinca com o som.<br />
<br />
Já "O Iluminado" é mais um triunfo da técnica e da ousadia de Kubrick. É um filme de terror que usa os truques do gênero, mas reserva muitas surpresas para o espectador. Usando e abusando do "steady-cam", equipamento que permite longos movimentos de câmara sem trepidação, Kubrick sabe como ninguém criar um clima absolutamente verossímil.<br />
<br />
O mesmo clima tenso e clautrofóbico está presente em "Nascido Para Matar". Mais uma vez, Kubrick brinca com a estrutura do roteiro, partindo em dois a história. A primeira parte, que se passa num campo de treinamento dos fuzileiros navais é de uma crueldade sem limites, arrasando os conceitos mais importantes da vida militar: disciplina e hierarquia. Mas, afinal das contas, quem era Kubrick, que nos deixou concluído "Eyes wide shut", filme sobre casal de psiquiatras que se envolve em jogos sexuais?<br />
<br />
O Kubrick de "Glória Feita de Sangue", "Doutor Fantástico" e "Nascido Para Matar" era um anarquista clássico e muito feroz, empenhado em destruir conceitos basilares da sociedade ocidental, reservando um ódio todo especial aos militares. O Kubrick de "2001" e "Laranja Mecânica" era um pensador, quase um filósofo, à procura de explicações para a origem e para a finalidade da civilização humana. O Kubrick de "O Iluminado" e "Barry Lyndon" era um esteta, um grande virtuose, brincando com gêneros e com o próprio ato de fazer cinema.<br />
<br />
Kubrick era, enfim, um rebelde. Fazia o filme que queria, do jeito que queria. Preferia não filmar a filmar o que não lhe agradava, Preferia ser chamado de imoral a ser chamado de omisso. Kubrick nunca fez um filme que não dissesse alguma coisa. Kubrick era um discurso, que às vezes até podia soar ambíguo, mas era sempre coerente. Sua morte é uma perda irreparável para o cinema mundial. </span></blockquote>
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<span style="font-weight: bold;">ANÁLISE DA OBRA</span><br />
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<div><div class="quote_header">Spoiler <a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1&#93;.style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1&#93;.style.display='none';this.innerHTML='(Clique para ler)';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1&#93;.style.display='block';this.innerHTML='(Clique para esconder)';}">(Clique para ler)</a></div><div class="quote_body" style="display: none;">
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<blockquote><cite>Citar:</cite><span style="font-weight: bold;">Stanley Kubrick, o cineasta das obras-primas</span><br />
<br />
Uma filmografia em que o nível de qualidade raramente cai<br />
<br />
<span style="font-style: italic;">Quando Stanley Kubrick morreu, em 1999, um jornalista escreveu que agora não mais poderia viver à espera do próximo filme do cineasta, e que com isso sua vida se empobrecera - e muito. De fato, Kubrick, nascido em 26 de julho de 1928, em Nova York, é um dos poucos cineastas (eu diria mais, um dos poucos artistas) contemporâneos capazes de causar esse tipo de impressão, de que seu desaparecimento implica uma limitação às nossas expectativas estéticas e mesmo em nossa compreensão do mundo. E que outra coisa dizer de um diretor que legou peças de antologia como 2001: Uma odisséia no espaço, Lolita, Laranja mecânica, Doutor Fantástico, O iluminado, entre outros filmes?<br />
  <br />
Podemos fazer jus a Kubrick analisando sua carreira filme a filme, ou tomando-a em seu conjunto. Vendo-se cada peça de maneira isolada se constata uma grande concentração de obras-primas em uma única filmografia. A análise geral manda dizer que o nível de qualidade raramente cai, porque, provavelmente, o cineasta tinha, como poucos em seu métier, amplo domínio sobre as diferentes etapas do fazer cinematográfico. E não por acaso. Em um dos seus primeiros filmes, o curta-metragem Fear and desire (1953), história de quatro soldados perdidos entre as linhas inimigas, Kubrick foi produtor, diretor, roteirista, fotógrafo e montador. Foi um fracasso comercial, mas muito instrutivo do ponto de vista técnico.<br />
   <br />
Já seu magnífico noir O grande golpe (1956), história de um assalto em um hipódromo, tornou-se grande sucesso de público, e também de crítica. Bastante influenciado por Robert Aldrich e Max Ophuls, Kubrick trabalha visualmente com longos planos-seqüência nesse caso de um assalto fracasso estrelado por Sterling Hayden (que curiosamente está em O segredo das jóias, de John Huston, sobre tema semelhante). Esse filme tem sido exibido na TV a cabo ultimamente e revê-lo sempre serve para comprovar como Kubrick foi eclético. Dominando a forma, pôde se exercitar com igual competência em gêneros diferentes. E, por isso mesmo, suas obras-primas estão divididas em uma série de gêneros distintos - noir, ficção científica, filme de época, guerra, romance, thriller etc. Conclusão: quando se trata de um grande artista, no fundo não é o gênero que conta. O gênero apenas se presta para o exercício de um ponto de vista, uma visão de mundo e um estilo pessoal.<br />
   <br />
Será assim no antimilitarista Glória feita de sangue (1957) e também no filme-histórico em que retorna à Roma Antiga, Spartacus (1960). No primeiro, aborda um episódio vergonhoso da Primeira Guerra Mundial, que fez o filme ficar proibido na França durante muito tempo. Usa uma fotografia notável, que torna o conjunto das imagens parecido a uma obra de fato rodada na época em que os fatos acontecem. E que fatos! Uma missão inútil, que termina em massacre e ainda custa o fuzilamento dos que se recusam à carnificina. É uma denúncia do absurdo da guerra que tem de ser citada ao lado de clássicos como A grande ilusão, de Jean Renoir. A cena final, com a moça alemã cantando num cabaré de franceses, é de cortar o coração.<br />
  <br />
Spartacus, cujo roteiro se deve a dois "vermelhos" da época do macarthismo, Howard Fast e Dalton Trumbo, fala da revolta dos escravos contra os senhores de Roma, numa clara alusão política. Além disso, o filme tem um tratamento cru, nada convencional, e destoante da maneira como a Roma antiga era retratada então, em melodramas cristãos moralizantes. <br />
   <br />
Um marco na carreira de Kubrick será Lolita (1962), adaptado da obra polêmica de Vladimir Nabokov. Como se sabe, o cineasta teve de enfrentar resistências da indústria para adaptar essa obra que mexe em tema tabu - a pedofilia. No romance, Lolita é uma menina mesmo. No filme, aparece mais próxima da idade adulta, na figura da adolescente vivida por Sue Lyon. Mesmo assim, a Lolita de Kubrick não deixou de provocar reações. E, mais uma vez, essas se devem tanto ao tema como à maneira como Kubrick coloca a câmera e arma o plano. Por exemplo, a primeira vez que o personagem de Humbert -Humbert (James Mason) vê a sua Lolita é de uma sensualidade inesquecível, qualquer que seja a idade da garota em questão.<br />
   <br />
Em Doutor Fantástico (1964), Kubrick voltará ao tema da guerra, já abordado em Glória feita de sangue e ao qual retornará mais adiante em Nascido para matar (1987). Mas, no contexto da guerra fria, usará de uma fina ironia para melhor discutir o absurdo da situação em que a política parece refém de militares alucinados. Com Peter Sellers fazendo diversos papéis (inclusive o dr. Strangelove, do título original), Kubrick irá examinar como o militarismo e a luta entre as então duas superpotências, estava à beira de mandar o mundo à breca, o que de fato quase aconteceu durante a chamada "crise dos mísseis" em Cuba, tendo como antagonistas o presidente John Kennedy e o premiê soviético Nikita Krushev.<br />
   <br />
Já 2001: Uma odisséia no espaço (1968) não se preocupa tanto com a corrida espacial, outra face da guerra fria entre as superpotências, mas explora outros pontos inerentes ao desenvolvimento tecnológico acelerado: a relação entre homem e máquina (o caso do computador Hal), ainda incipiente, e a eterna busca humana pelas origens. O que faz dessa adaptação da obra de Arthur C. Clarke uma ficção científica em tom metafísico e um dos filmes de visual mais impactante da história do cinema.<br />
   <br />
Em seu filme seguinte, Laranja Mecânica (1971), Kubrick trata de outra das distopias possíveis, associada ao futuro, desta vez não se referindo a máquinas que saem do controle, mas aos próprios seres humanos, incapazes de dominar seus instintos. Agora é a violência sem controle, tal como conhecemos hoje nas grandes cidades e, por paradoxo, as formas de combatê-la, por um tipo de "tratamento psicológico" radical, conhecido nos laboratórios como condicionamento aversivo. Mas é também a plasticidade e a força das imagens que impressionam aqui, com sua aceleração e desaceleração de cenas de tortura e de estupro. O filme foi proibido no Brasil durante a ditadura militar.<br />
   <br />
Barry Lindon (1975) talvez seja o Kubrick menos amado - e há razões para isso. Seu retrato de um escocês que usava a hipocrisia britânica como arma social foi chamado pela crítica Pauline Kael de "bloco de gelo". Uma narrativa em off antecipatória e a longa descrição em imagens dos ambientes tornam monótona essa adaptação de W. M. Thacheray para a maior parte dos espectadores. Nesse sentido, parece ser um filme que se limita à descrição do grand monde europeu, sem entrar no campo analítico.<br />
   <br />
Com O iluminado (1980), adaptado da obra de Stephen King, Kubrick faz um clássico do suspense. Antológica é a interpretação de Jack Nicholson como o escritor perturbado pela solidão do Hotel Overlook, isolado no inverno pela neve, e que passa a ameaçar a própria família. Nesse filme, o steadycam, dispositivo que permite produzir o efeito de câmera na mão, mas sem oscilações, é usado de maneira intensiva. Permite algumas filmagens de arrepiar através dos imensos corredores do hotel, quando algumas figuras do passado parecem sempre prestes a surgir de cada canto oculto. <br />
   <br />
Em Nascido para matar (1987), Kubrick, depois de Coppola, Cimino e Oliver Stone, volta-se para o Vietnã, essa ferida narcísica norte-americana. Essa adaptação do romance enxuto de Gustav Hasford, The short-timers, contém cenas que talvez tenham servido de inspiração para José Padilha em Tropa de elite, com o treinamento sadomasoquista dos militares. É, ainda uma vez, o retorno de Kubrick ao absurdo da guerra, mas enfraquecido em sua segunda parte, que se utiliza de imagens clássicas e pouco surpreendentes, fato inusitado em cineasta do nível de Kubrick. A originalidade está em mostrar o exército não como fábrica de máquinas de matar, mas "máquinas de deixar-se matar", colocando a ênfase no lado sacrificial da atividade militar.<br />
   <br />
De olhos bem fechados (1999) é o título da adaptação de Pequeno romance de sonho, de Arthur Schnitzler. É a despedida de Kubrick, que morreu depois de ter feito a primeira versão da montagem. Interpretado pelo então casal na vida real Tom Cruise e Nicole Kidman, mostra como a simples confissão de um devaneio, uma insinuação fantasiosa de adultério, pode levar o marido a uma espécie de descentramento mental. Kubrick capta bem o espírito do romance deste contemporâneo de Freud e lhe dá a estrutura de um sonho - aspecto que não foi bem compreendido por parte da crítica, muito comprometida com a estética naturalista dominante. O ponto de vista é o da fantasia do personagem de Cruise e esta não necessariamente tem a ver com a realidade objetiva. Talvez seja, dos filmes de Kubrick, o menos compreendido, o que é uma pena.<br />
   <br />
Sua obra, relativamente sintética, marcou profundamente a cultura cinematográfica moderna, dos anos 50 em diante. Sem trabalhar, como outros autores, na ruptura mais radical da linguagem cinematográfica, Kubrick foi um cultor da forma, sempre longamente pensada em função do tema a tratar. Talvez por esse motivo, haja sempre nele um impulso em limitar a extensão da emoção, como se temesse o melodrama dominante em Hollywood. Por isso, não raro, seus filmes apresentam recorte um tanto cerebral, o que não chega a ser um defeito. Pelo menos para quem não considera o cérebro um órgão inferior ao coração.</span><br />
  <br />
<a href="http://revistacult.uol.com.br/website/news.asp?edtCode=4E2DCE56-DBF2-4A95-AB9F-66D3C8AFFB2B&amp;nwsCode=8292E33D-A7ED-4ACB-9FC2-441614C35E4B" target="_blank">Luiz Zanin Oricchio é jornalista, crítico de cinema de O Estado de S. Paulo</a></blockquote></blockquote></div></div>
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<img src="http://www.meiapalavra.com.br/attachment.php?aid=1943" border="0" alt="[Imagem: attachment.php?aid=1943&#93;" /><br />
<blockquote><cite>Citar:</cite><span style="color: #0000CD;"><span style="font-size: large;"><span style="font-weight: bold;">FILMOGRAFIA</span></span></span><br />
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*Fear and Desire (1953)<br />
*A Morte Passou Por Perto(Killer's Kiss) (1955)<br />
*O Grande Golpe(The Killing) (1956)<br />
*Glória Feita de Sangue(Paths of Glory) (1957)<br />
*Spartacus(Spartacus) (1960)<br />
*Lolita(Lolita) (1962)<br />
*Doutor Fantástico(Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb) (1964)<br />
*2001 : Uma Odisseia no Espaço(2001:A Space Odyssey) (1968)<br />
*Laranja Mecânica(A Clockwork Orange) (1971)<br />
*Barry Lyndon(Barry Lyndon) (1975)<br />
*O Iluminado(The Shining) (1980)<br />
*Nascido Para Matar(Full Metal Jacket) (1987)<br />
*De Olhos Bem Fechados(Eyes Wide Shut) (1999)</blockquote>
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Alguns aperitivos da obra do diretor:<br />
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<div><div class="quote_header">Spoiler <a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1&#93;.style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1&#93;.style.display='none';this.innerHTML='(Clique para ler)';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1&#93;.style.display='block';this.innerHTML='(Clique para esconder)';}">(Clique para ler)</a></div><div class="quote_body" style="display: none;">
<blockquote><cite>Citar:</cite><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/p6RzJFwDE_8"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/p6RzJFwDE_8" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object><br />
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<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uU4TQ1NTo50"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/uU4TQ1NTo50" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object><br />
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<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/G7fO3bzPeBQ"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/G7fO3bzPeBQ" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object><br />
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<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5Cb3ik6zP2I"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5Cb3ik6zP2I" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object></blockquote></div></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Um dos grandes da história do cinema.<br />
Dos filmes que vi dele gostei muito de todos.Considero <span style="font-style: italic;">"Laranja Mecânica"</span> e <span style="font-style: italic;">"2001-Uma Odisseia no Espaço"</span> obras-primas absolutas.<br />
<br />
Mais alguém por aqui admira o trabalho do Kubrick?<br />
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<img src="http://www.meiapalavra.com.br/attachment.php?aid=1942" border="0" alt="[Imagem: attachment.php?aid=1942]" /><br />
<blockquote><cite>Citar:</cite><blockquote><cite>Citar:</cite><span style="font-weight: bold;">STANLEY KUBRICK (1928-1999)</span><br />
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<span style="font-style: italic;">Muita gente acha que Stanley Kubrick é inglês, por dois fortes motivos: algumas de suas obras mais famosas foram produzidas na Inglaterra e toda a sua filmografia foge - às vezes se choca - com a estética de Hollywood. Mas Kubrick é americano. Aos 17 anos, graças aos ensinamentos de seu pai, já trabalhava como fotógrafo da revista Look. Certamente este início profissional influenciou seus filmes, que dependem bastante do visual para que a história seja contada. <br />
<br />
Aos 22, passou para o cinema fazendo curtas. Demonstrou talento e seus trabalhos foram adquiridos pela RKO. Em seu primeiro longa, "Fear and desire", atuou como produtor, diretor, montador e operador de câmara. Seu primeiro sucesso foi "Glória Feita de Sangue", extraordinário filme de guerra, em que analisa profundamente os limites entre o patriotismo e a insanidade bélica. A ação se passa na França, o que ocasionou, por vários anos, a proibição da exibição do filme naquele país. Kubrick, contudo, nunca se dobrou às exigências de quem quer que fosse.<br />
<br />
Sem conseguir tocar novos projetos, acabou substituindo Anthony Mann na direção de "Spartacus", filme que não o agrada muito, mas que contém cenas de batalha impressionantes. Antes de se exilar na Inglaterra, ainda faz "Lolita", baseado em Nabokov, mais uma vez gerando escândalo e atraindo a fama de cineasta perigosamente radical (ou imoral). Seguiram-se "Doutor Fantástico", farsa muito bem humorada sobre a bomba e o fim do mundo, em que Peter Sellers demonstra sua versatilidade e seu gênio humorístico, e "2001- Uma Odisséia no Espaço", o maior clássico do cinema de FC de todos os tempos.<br />
<br />
Sua trilogia de clássicos é coroada por "Laranja Mecânica", que esteve proibido no Brasil e depois foi liberado com as famosas "bolinhas pretas", que perseguiam as "partes pudentas" dos atores enquanto eles se movimentavam na tela. Quem viu nunca esquecerá. "Laranja Mecânica" é um estudo sobre a amoralidade do ser humano, que não consegue administrar seus instintos frente a uma civilização igualmente incapaz de administrar suas contradições sociais. O filme é muito violento e tem uma das melhores trilhas sonoras da história do cinema. Aliás, Kubrick sempre demonstrou uma ousadia imensa na confecção do som de seus filmes, jamais se permitindo a solução fácil da música incidental que automaticamente sublinha o contexto dramático de cada cena. Kubrick, assim como brinca com a imagem, brinca com o som.<br />
<br />
Já "O Iluminado" é mais um triunfo da técnica e da ousadia de Kubrick. É um filme de terror que usa os truques do gênero, mas reserva muitas surpresas para o espectador. Usando e abusando do "steady-cam", equipamento que permite longos movimentos de câmara sem trepidação, Kubrick sabe como ninguém criar um clima absolutamente verossímil.<br />
<br />
O mesmo clima tenso e clautrofóbico está presente em "Nascido Para Matar". Mais uma vez, Kubrick brinca com a estrutura do roteiro, partindo em dois a história. A primeira parte, que se passa num campo de treinamento dos fuzileiros navais é de uma crueldade sem limites, arrasando os conceitos mais importantes da vida militar: disciplina e hierarquia. Mas, afinal das contas, quem era Kubrick, que nos deixou concluído "Eyes wide shut", filme sobre casal de psiquiatras que se envolve em jogos sexuais?<br />
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O Kubrick de "Glória Feita de Sangue", "Doutor Fantástico" e "Nascido Para Matar" era um anarquista clássico e muito feroz, empenhado em destruir conceitos basilares da sociedade ocidental, reservando um ódio todo especial aos militares. O Kubrick de "2001" e "Laranja Mecânica" era um pensador, quase um filósofo, à procura de explicações para a origem e para a finalidade da civilização humana. O Kubrick de "O Iluminado" e "Barry Lyndon" era um esteta, um grande virtuose, brincando com gêneros e com o próprio ato de fazer cinema.<br />
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Kubrick era, enfim, um rebelde. Fazia o filme que queria, do jeito que queria. Preferia não filmar a filmar o que não lhe agradava, Preferia ser chamado de imoral a ser chamado de omisso. Kubrick nunca fez um filme que não dissesse alguma coisa. Kubrick era um discurso, que às vezes até podia soar ambíguo, mas era sempre coerente. Sua morte é uma perda irreparável para o cinema mundial. </span></blockquote>
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<span style="font-weight: bold;">ANÁLISE DA OBRA</span><br />
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<div><div class="quote_header">Spoiler <a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='(Clique para ler)';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='(Clique para esconder)';}">(Clique para ler)</a></div><div class="quote_body" style="display: none;">
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<blockquote><cite>Citar:</cite><span style="font-weight: bold;">Stanley Kubrick, o cineasta das obras-primas</span><br />
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Uma filmografia em que o nível de qualidade raramente cai<br />
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<span style="font-style: italic;">Quando Stanley Kubrick morreu, em 1999, um jornalista escreveu que agora não mais poderia viver à espera do próximo filme do cineasta, e que com isso sua vida se empobrecera - e muito. De fato, Kubrick, nascido em 26 de julho de 1928, em Nova York, é um dos poucos cineastas (eu diria mais, um dos poucos artistas) contemporâneos capazes de causar esse tipo de impressão, de que seu desaparecimento implica uma limitação às nossas expectativas estéticas e mesmo em nossa compreensão do mundo. E que outra coisa dizer de um diretor que legou peças de antologia como 2001: Uma odisséia no espaço, Lolita, Laranja mecânica, Doutor Fantástico, O iluminado, entre outros filmes?<br />
  <br />
Podemos fazer jus a Kubrick analisando sua carreira filme a filme, ou tomando-a em seu conjunto. Vendo-se cada peça de maneira isolada se constata uma grande concentração de obras-primas em uma única filmografia. A análise geral manda dizer que o nível de qualidade raramente cai, porque, provavelmente, o cineasta tinha, como poucos em seu métier, amplo domínio sobre as diferentes etapas do fazer cinematográfico. E não por acaso. Em um dos seus primeiros filmes, o curta-metragem Fear and desire (1953), história de quatro soldados perdidos entre as linhas inimigas, Kubrick foi produtor, diretor, roteirista, fotógrafo e montador. Foi um fracasso comercial, mas muito instrutivo do ponto de vista técnico.<br />
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Já seu magnífico noir O grande golpe (1956), história de um assalto em um hipódromo, tornou-se grande sucesso de público, e também de crítica. Bastante influenciado por Robert Aldrich e Max Ophuls, Kubrick trabalha visualmente com longos planos-seqüência nesse caso de um assalto fracasso estrelado por Sterling Hayden (que curiosamente está em O segredo das jóias, de John Huston, sobre tema semelhante). Esse filme tem sido exibido na TV a cabo ultimamente e revê-lo sempre serve para comprovar como Kubrick foi eclético. Dominando a forma, pôde se exercitar com igual competência em gêneros diferentes. E, por isso mesmo, suas obras-primas estão divididas em uma série de gêneros distintos - noir, ficção científica, filme de época, guerra, romance, thriller etc. Conclusão: quando se trata de um grande artista, no fundo não é o gênero que conta. O gênero apenas se presta para o exercício de um ponto de vista, uma visão de mundo e um estilo pessoal.<br />
   <br />
Será assim no antimilitarista Glória feita de sangue (1957) e também no filme-histórico em que retorna à Roma Antiga, Spartacus (1960). No primeiro, aborda um episódio vergonhoso da Primeira Guerra Mundial, que fez o filme ficar proibido na França durante muito tempo. Usa uma fotografia notável, que torna o conjunto das imagens parecido a uma obra de fato rodada na época em que os fatos acontecem. E que fatos! Uma missão inútil, que termina em massacre e ainda custa o fuzilamento dos que se recusam à carnificina. É uma denúncia do absurdo da guerra que tem de ser citada ao lado de clássicos como A grande ilusão, de Jean Renoir. A cena final, com a moça alemã cantando num cabaré de franceses, é de cortar o coração.<br />
  <br />
Spartacus, cujo roteiro se deve a dois "vermelhos" da época do macarthismo, Howard Fast e Dalton Trumbo, fala da revolta dos escravos contra os senhores de Roma, numa clara alusão política. Além disso, o filme tem um tratamento cru, nada convencional, e destoante da maneira como a Roma antiga era retratada então, em melodramas cristãos moralizantes. <br />
   <br />
Um marco na carreira de Kubrick será Lolita (1962), adaptado da obra polêmica de Vladimir Nabokov. Como se sabe, o cineasta teve de enfrentar resistências da indústria para adaptar essa obra que mexe em tema tabu - a pedofilia. No romance, Lolita é uma menina mesmo. No filme, aparece mais próxima da idade adulta, na figura da adolescente vivida por Sue Lyon. Mesmo assim, a Lolita de Kubrick não deixou de provocar reações. E, mais uma vez, essas se devem tanto ao tema como à maneira como Kubrick coloca a câmera e arma o plano. Por exemplo, a primeira vez que o personagem de Humbert -Humbert (James Mason) vê a sua Lolita é de uma sensualidade inesquecível, qualquer que seja a idade da garota em questão.<br />
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Em Doutor Fantástico (1964), Kubrick voltará ao tema da guerra, já abordado em Glória feita de sangue e ao qual retornará mais adiante em Nascido para matar (1987). Mas, no contexto da guerra fria, usará de uma fina ironia para melhor discutir o absurdo da situação em que a política parece refém de militares alucinados. Com Peter Sellers fazendo diversos papéis (inclusive o dr. Strangelove, do título original), Kubrick irá examinar como o militarismo e a luta entre as então duas superpotências, estava à beira de mandar o mundo à breca, o que de fato quase aconteceu durante a chamada "crise dos mísseis" em Cuba, tendo como antagonistas o presidente John Kennedy e o premiê soviético Nikita Krushev.<br />
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Já 2001: Uma odisséia no espaço (1968) não se preocupa tanto com a corrida espacial, outra face da guerra fria entre as superpotências, mas explora outros pontos inerentes ao desenvolvimento tecnológico acelerado: a relação entre homem e máquina (o caso do computador Hal), ainda incipiente, e a eterna busca humana pelas origens. O que faz dessa adaptação da obra de Arthur C. Clarke uma ficção científica em tom metafísico e um dos filmes de visual mais impactante da história do cinema.<br />
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Em seu filme seguinte, Laranja Mecânica (1971), Kubrick trata de outra das distopias possíveis, associada ao futuro, desta vez não se referindo a máquinas que saem do controle, mas aos próprios seres humanos, incapazes de dominar seus instintos. Agora é a violência sem controle, tal como conhecemos hoje nas grandes cidades e, por paradoxo, as formas de combatê-la, por um tipo de "tratamento psicológico" radical, conhecido nos laboratórios como condicionamento aversivo. Mas é também a plasticidade e a força das imagens que impressionam aqui, com sua aceleração e desaceleração de cenas de tortura e de estupro. O filme foi proibido no Brasil durante a ditadura militar.<br />
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Barry Lindon (1975) talvez seja o Kubrick menos amado - e há razões para isso. Seu retrato de um escocês que usava a hipocrisia britânica como arma social foi chamado pela crítica Pauline Kael de "bloco de gelo". Uma narrativa em off antecipatória e a longa descrição em imagens dos ambientes tornam monótona essa adaptação de W. M. Thacheray para a maior parte dos espectadores. Nesse sentido, parece ser um filme que se limita à descrição do grand monde europeu, sem entrar no campo analítico.<br />
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Com O iluminado (1980), adaptado da obra de Stephen King, Kubrick faz um clássico do suspense. Antológica é a interpretação de Jack Nicholson como o escritor perturbado pela solidão do Hotel Overlook, isolado no inverno pela neve, e que passa a ameaçar a própria família. Nesse filme, o steadycam, dispositivo que permite produzir o efeito de câmera na mão, mas sem oscilações, é usado de maneira intensiva. Permite algumas filmagens de arrepiar através dos imensos corredores do hotel, quando algumas figuras do passado parecem sempre prestes a surgir de cada canto oculto. <br />
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Em Nascido para matar (1987), Kubrick, depois de Coppola, Cimino e Oliver Stone, volta-se para o Vietnã, essa ferida narcísica norte-americana. Essa adaptação do romance enxuto de Gustav Hasford, The short-timers, contém cenas que talvez tenham servido de inspiração para José Padilha em Tropa de elite, com o treinamento sadomasoquista dos militares. É, ainda uma vez, o retorno de Kubrick ao absurdo da guerra, mas enfraquecido em sua segunda parte, que se utiliza de imagens clássicas e pouco surpreendentes, fato inusitado em cineasta do nível de Kubrick. A originalidade está em mostrar o exército não como fábrica de máquinas de matar, mas "máquinas de deixar-se matar", colocando a ênfase no lado sacrificial da atividade militar.<br />
   <br />
De olhos bem fechados (1999) é o título da adaptação de Pequeno romance de sonho, de Arthur Schnitzler. É a despedida de Kubrick, que morreu depois de ter feito a primeira versão da montagem. Interpretado pelo então casal na vida real Tom Cruise e Nicole Kidman, mostra como a simples confissão de um devaneio, uma insinuação fantasiosa de adultério, pode levar o marido a uma espécie de descentramento mental. Kubrick capta bem o espírito do romance deste contemporâneo de Freud e lhe dá a estrutura de um sonho - aspecto que não foi bem compreendido por parte da crítica, muito comprometida com a estética naturalista dominante. O ponto de vista é o da fantasia do personagem de Cruise e esta não necessariamente tem a ver com a realidade objetiva. Talvez seja, dos filmes de Kubrick, o menos compreendido, o que é uma pena.<br />
   <br />
Sua obra, relativamente sintética, marcou profundamente a cultura cinematográfica moderna, dos anos 50 em diante. Sem trabalhar, como outros autores, na ruptura mais radical da linguagem cinematográfica, Kubrick foi um cultor da forma, sempre longamente pensada em função do tema a tratar. Talvez por esse motivo, haja sempre nele um impulso em limitar a extensão da emoção, como se temesse o melodrama dominante em Hollywood. Por isso, não raro, seus filmes apresentam recorte um tanto cerebral, o que não chega a ser um defeito. Pelo menos para quem não considera o cérebro um órgão inferior ao coração.</span><br />
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<a href="http://revistacult.uol.com.br/website/news.asp?edtCode=4E2DCE56-DBF2-4A95-AB9F-66D3C8AFFB2B&amp;nwsCode=8292E33D-A7ED-4ACB-9FC2-441614C35E4B" target="_blank">Luiz Zanin Oricchio é jornalista, crítico de cinema de O Estado de S. Paulo</a></blockquote></blockquote></div></div>
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<img src="http://www.meiapalavra.com.br/attachment.php?aid=1943" border="0" alt="[Imagem: attachment.php?aid=1943]" /><br />
<blockquote><cite>Citar:</cite><span style="color: #0000CD;"><span style="font-size: large;"><span style="font-weight: bold;">FILMOGRAFIA</span></span></span><br />
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*Fear and Desire (1953)<br />
*A Morte Passou Por Perto(Killer's Kiss) (1955)<br />
*O Grande Golpe(The Killing) (1956)<br />
*Glória Feita de Sangue(Paths of Glory) (1957)<br />
*Spartacus(Spartacus) (1960)<br />
*Lolita(Lolita) (1962)<br />
*Doutor Fantástico(Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb) (1964)<br />
*2001 : Uma Odisseia no Espaço(2001:A Space Odyssey) (1968)<br />
*Laranja Mecânica(A Clockwork Orange) (1971)<br />
*Barry Lyndon(Barry Lyndon) (1975)<br />
*O Iluminado(The Shining) (1980)<br />
*Nascido Para Matar(Full Metal Jacket) (1987)<br />
*De Olhos Bem Fechados(Eyes Wide Shut) (1999)</blockquote>
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Alguns aperitivos da obra do diretor:<br />
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<div><div class="quote_header">Spoiler <a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='(Clique para ler)';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='(Clique para esconder)';}">(Clique para ler)</a></div><div class="quote_body" style="display: none;">
<blockquote><cite>Citar:</cite><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/p6RzJFwDE_8"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/p6RzJFwDE_8" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object><br />
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<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uU4TQ1NTo50"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/uU4TQ1NTo50" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object><br />
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<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/G7fO3bzPeBQ"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/G7fO3bzPeBQ" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object><br />
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<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5Cb3ik6zP2I"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5Cb3ik6zP2I" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object></blockquote></div></div>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Pintura / Escultura / Fotografia]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4290</link>
			<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 17:46:15 -0300</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4290</guid>
			<description><![CDATA[Tópico para trocarmos conhecimento sobre estas artes.<br />
<br />
Qual seu conhecimento nessa área? Qual seus favoritos?<br />
<br />
<br />
<br />
Bem, eu não sei muito, apenas gosto de apreciar.<br />
<br />
Vou procurar colocar quando achar algo muito interessante aqui. No momento fica essa:<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.bestpriceart.com/vault/cgfa_oost1.jpg" border="0" alt="[Imagem: cgfa_oost1.jpg&#93;" /><br />
<span style="font-weight: bold;">St. Macaire of Ghent Tending the Plague-Stricken - Jacob van Oost the Elder</span></div>
<br />
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<br />
<br />
<br />
E vocês? <br />
<img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/wave.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Tchauzim" title="Tchauzim" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Tópico para trocarmos conhecimento sobre estas artes.<br />
<br />
Qual seu conhecimento nessa área? Qual seus favoritos?<br />
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<br />
Bem, eu não sei muito, apenas gosto de apreciar.<br />
<br />
Vou procurar colocar quando achar algo muito interessante aqui. No momento fica essa:<br />
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<div style="text-align: center;"><img src="http://www.bestpriceart.com/vault/cgfa_oost1.jpg" border="0" alt="[Imagem: cgfa_oost1.jpg]" /><br />
<span style="font-weight: bold;">St. Macaire of Ghent Tending the Plague-Stricken - Jacob van Oost the Elder</span></div>
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E vocês? <br />
<img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/wave.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Tchauzim" title="Tchauzim" />]]></content:encoded>
		</item>
	</channel>
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