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		<title><![CDATA[Meia Palavra - Todos os Fóruns]]></title>
		<link>http://www.meiapalavra.com.br/</link>
		<description><![CDATA[Meia Palavra - http://www.meiapalavra.com.br]]></description>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 13:21:18 -0200</pubDate>
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		<item>
			<title><![CDATA[Opa!!!]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1538</link>
			<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 11:33:25 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Babth</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1538</guid>
			<description><![CDATA[Bom recebi um email e como gosto muito de ler, resolvi entrar!!<br />
<br />
Então oi para vcs!! <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/wave.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Tchauzim" title="Tchauzim" /><br />
<br />
<img src="http://www.meiapalavra.com.br/images/smilies/buch.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Lendo" title="Lendo" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Bom recebi um email e como gosto muito de ler, resolvi entrar!!<br />
<br />
Então oi para vcs!! <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/wave.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Tchauzim" title="Tchauzim" /><br />
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<img src="http://www.meiapalavra.com.br/images/smilies/buch.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Lendo" title="Lendo" />]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Record vai adaptar seis contos de Machado de Assis]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1537</link>
			<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 08:09:51 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Anica</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1537</guid>
			<description><![CDATA[A Record aproveita o centenário da morte do escritor Machado de Assis para inaugurar sua produção de minisséries.<br />
<br />
Em projeto intitulado 200 Anos de História, a emissora anunciou ontem à imprensa seu especial de fim de ano, Os Óculos de Pedro Antão. Essa é a primeira adaptação literária de um total de seis minisséries baseadas em contos de Machado, que podem até se transformar em filmes.<br />
<br />
São elas: Uns Braços, Umas Férias, A Causa Secreta, Um Esqueleto Idéias de Canário. "Queremos mostrar o Machado dos contos, diferente do romancista", afirma Adolfo Rosenthal, diretor da Contém Conteúdo, produtora parceira da Record na empreitada.<br />
<br />
Os demais contos serão produzidos no início de 2009. Com elenco de apenas sete atores, entre eles Luiza Tomé e Roberto Pirillo, Os Óculos de Pedro Antão é um thriller de mistério.<br />
<br />
A produção da Record irá ao ar no dia 29 de dezembro, no mesmo mês em que a Globo estréia Capitu, também baseada na obra machadiana. A Record nega a coincidência e afirma que no centenário de morte do escritor todas as emissoras têm direito de homenageá-lo. <br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Fonte</span>: <a href="http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=829954&amp;tit=Record-vai-adaptar-seis-contos-de-Machado-de-Assis" target="_blank">Caderno G</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[A Record aproveita o centenário da morte do escritor Machado de Assis para inaugurar sua produção de minisséries.<br />
<br />
Em projeto intitulado 200 Anos de História, a emissora anunciou ontem à imprensa seu especial de fim de ano, Os Óculos de Pedro Antão. Essa é a primeira adaptação literária de um total de seis minisséries baseadas em contos de Machado, que podem até se transformar em filmes.<br />
<br />
São elas: Uns Braços, Umas Férias, A Causa Secreta, Um Esqueleto Idéias de Canário. "Queremos mostrar o Machado dos contos, diferente do romancista", afirma Adolfo Rosenthal, diretor da Contém Conteúdo, produtora parceira da Record na empreitada.<br />
<br />
Os demais contos serão produzidos no início de 2009. Com elenco de apenas sete atores, entre eles Luiza Tomé e Roberto Pirillo, Os Óculos de Pedro Antão é um thriller de mistério.<br />
<br />
A produção da Record irá ao ar no dia 29 de dezembro, no mesmo mês em que a Globo estréia Capitu, também baseada na obra machadiana. A Record nega a coincidência e afirma que no centenário de morte do escritor todas as emissoras têm direito de homenageá-lo. <br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Fonte</span>: <a href="http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=829954&amp;tit=Record-vai-adaptar-seis-contos-de-Machado-de-Assis" target="_blank">Caderno G</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[apresentação]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1535</link>
			<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 14:02:12 -0200</pubDate>
			<dc:creator>lua</dc:creator>
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			<description><![CDATA[oi para todos!!!!!!!!!!!!!!!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[oi para todos!!!!!!!!!!!!!!!!!]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[~Konnichiwa!! Emigração Japonesa~]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1534</link>
			<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 10:48:16 -0200</pubDate>
			<dc:creator>**Maniaca do Miojo**</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1534</guid>
			<description><![CDATA[Eu estava estudando sobre a emigração japonesa e, achei uma matéria super legal sobe o assunto.Então, resolvi compartilhar com vocês <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/lily.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Lily" title="Lily" /><br />
<br />
<span style="color: #FF0000;"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">O início</span></span></span><br />
<br />
Revista Cultura Japonesa<br />
<br />
   <img src="http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/geografia/imagens/brasil_imigr_japonesa14.jpg" border="0" alt="[Imagem: brasil_imigr_japonesa14.jpg&#93;" /><br />
<br />
A imigração japonesa no Brasil começou no ínicio do século XX, como um acordo entre o governo japonês e o brasileiro, pois o Japão vivia desde o final do século XIX uma crise demográfica enquanto que o Brasil necessitava de mão-de-obra para a lavoura do café.<br />
<br />
A população japonesa do Brasil está estimada em um milhão e quinhentas mil pessoas, sendo a maior população nipônica fora do Japão.<br />
<br />
O começo<br />
<br />
O primeiro navio a aportar no Brasil com imigrantes japoneses foi o Kasato Maru, em 18 de Junho de 1908, no Porto de Santos. Trazia 165 famílias, que vinham trabalhar nos cafezais do oeste paulista.<br />
<br />
Diário de bordo relata os 52 dias de viagem no Kasato Maru<br />
<br />
continua em...http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/geografia/geografia_do_brasil/populacao_imigracao_japonesa/brasil_imig_japonesa_1_inicio<br />
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~<br />
<br />
Eu achei bem linda essas duas histórias, confesso que deu vontade até de chorar ^^''<br />
<br />
<span style="color: #FF0000;"><span style="font-weight: bold;">Vidas paralelas</span></span><br />
<br />
<img src="http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/geografia/imagens/brasil_imigr_japonesa7.jpg" border="0" alt="[Imagem: brasil_imigr_japonesa7.jpg&#93;" /><br />
<br />
"Meu pai herdou muitas terras do meu avô, mas herdou as dívidas também. Eu era criança e me lembro de que ia sempre gente em casa fazer cobrança – meu pai abaixava a cabeça, triste. Um dia, um amigo dele foi visitá-lo e ele ficou contente. O amigo o convidou para vir para o Brasil. Disse que ele iria juntar bastante dinheiro e conseguiria pagar as dívidas. Meu pai ficou animado, mas meu avô, não. Ele não queria que meu pai vendesse as terras. E minha avó tinha medo de que o filho morresse no navio e jogassem o corpo dele no mar. Ficou aquela discussão: vai, não vai. Até que minha mãe se cansou e falou para o meu pai: ‘Nós temos seis crianças aqui. Você pega as três maiores, leva com você para trabalhar no Brasil e junta o dinheiro para pagar nossas dívidas. Enquanto isso, eu fico aqui, cuidando dos três pequenos e das terras’. "Nós fomos. Saímos do porto de Kobe e viajamos muitos dias. Tudo era novidade. Em Los Angeles, ficamos dois dias parados. Um grupo de negros foi lá para olhar a gente. Nós nunca tínhamos visto negros de verdade. Eles ficavam olhando espantados para nós e nós olhando espantados para eles. Foram 52 dias de viagem antes de chegar ao Porto de Santos. De lá, fomos para uma fazenda em Araçatuba, para colher café. O trabalho era duro. Toda noite, falávamos para o nosso pai: ‘Quando vamos voltar? Quando vamos ver a mamãe?’. A última vez que vi minha mãe foi na despedida, no porto de Kobe. Quando meu pai conseguiu juntar dinheiro para voltar, estourou a guerra. Os aviões não saíam do Brasil e as cartas pararam de chegar. Ficamos muitos anos sem notícias do Japão. Quando a guerra acabou, minhas duas irmãs já haviam se casado aqui no Brasil. Meu pai, então, disse: ‘Você volta comigo. Eu trouxe três filhas para o Brasil, tenho de devolver pelo menos uma para a sua mãe’. Só que, uma semana antes de o avião partir, um parente falou que eu não iria conseguir casar no Japão: tinha sido criada de forma diferente no Brasil e já tinha 18 anos. Era melhor me deixar aqui. Meu pai perguntou se eu queria ir ou ficar. Escolhi ficar porque já gostava do Mário (nome brasileiro adotado por seu marido, o também imigrante Atsushi Kamimura). "Casamos em 1955. Quando nasceram os dois filhos, deixamos o sítio e fomos para a cidade, para eles poderem estudar. Eu não queria que eles fossem como nós. Meu marido comprava verdura na cidade e ia de bicicleta vender nos sítios que só plantavam café. Com o tempo, conseguimos montar uma mercearia. Eu agradeço muito aos nossos fregueses, eles foram muito bons para nós. Graças a eles, pudemos juntar dinheiro para pagar o estudo dos filhos. O mais velho passou na faculdade de engenharia e o mais novo na de arquitetura. As duas eram em São Paulo e a de engenharia era particular. Então, tinha de mandar bastante dinheiro para eles, e só a mercearia não dava. Por isso, meu marido comprou uma Kombi e começou a vender verdura de porta em porta. Ele ia às 3 da manhã fazer compras na Ceasa. Deixava uma parte na quitanda para eu vender e levava o resto na Kombi. Trabalhava até as 10 da noite – sábado, domingo, feriado e Natal, não tinha descanso. Nossa maior vontade era formar os nossos filhos. E conseguimos. Eles terminaram a faculdade, casaram, tiveram filhos. Há três anos, o mais novo foi nos buscar em Araçatuba e comprou este apartamento para nós em São Paulo. Eu sou muito feliz. Agradeço a Deus por ter vindo para cá. No Japão, quando a gente é pequeno, os pais combinam com quem nós vamos casar. E estava combinado que eu iria casar com o meu primo, que morreu muito cedo. Então, hoje eu já seria viúva! Em vez disso, casei com o Mário e tive essa família. Deus foi muito bom para mim."<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">JAPÃO</span><br />
<br />
...Sakurai Yanai, que tinha 7 anos quando Kinko partiu. Sakurai permaneceu com a mãe no Japão, onde mora até hoje. Aqui, as irmãs contam suas vidas – de um lado e de outro do mundo<br />
<br />
<img src="http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/geografia/imagens/brasil_imigr_japonesa8.jpg" border="0" alt="[Imagem: brasil_imigr_japonesa8.jpg&#93;" /><br />
<br />
<br />
    <br />
"Eu era muito pequena quando meu pai foi embora com minhas irmãs para o Brasil. Por isso, não fui me despedir deles no porto de Kobe. A única coisa de que me lembro é que, quando minha mãe voltou do porto, me trouxe uma mochila de presente. Era uma mochila de ir à escola. Acho que era para eu não ficar triste. Morávamos com os meus avós, pais do meu pai. Quando ele foi para o Brasil, os meus avós ficaram doentes. Então, minha mãe, que trabalhava no campo, plantando arroz, tinha de cuidar da plantação, dos filhos e dos meus avós. Naquele tempo, não existia máquina, era tudo na mão. E o único homem forte que havia na casa tinha ido embora. Ela era obrigada a dar conta de tudo sozinha. Sofreu muito. Meu pai disse que voltaria depois de um ano. Só que veio a guerra, atrapalhou tudo, e ele demorou nove anos para vir para casa. Durante a guerra, não pôde mandar cartas para nós. Minha mãe ficava muito amargurada, porque não sabia o que estava acontecendo com ele e com as outras filhas. Eu me lembro que, daqui de casa, dava para ver a fumaça das bombas que caíam em Koriyama. Comida não tinha muita. O arroz que nós plantávamos, o governo confiscava. Ia tudo para os militares. O que sobrava era batata, abóbora. Quando não tinha arroz, o militar levava também as batatas e as abóboras. Aí, minha mãe pegava umas raízes na mata e fazia sopa para nós. "Só depois de a guerra terminar é que começaram a chegar cartas do Brasil de novo. Como faltava tudo aqui, às vezes meu pai mandava também sapatos e balas para nós. No dia em que ele voltou, nós estávamos esperando em casa com festa. Eu me lembro que estava na cozinha, ajudando a preparar a comida, quando ele apareceu na porta. Tomei um susto. Como só via meu pai nas fotos, pensava que ele era muito grande. Mas quando ele entrou, com uma porção de malas em volta, parecia tão pequeno!<br />
<br />
"Eu me casei logo depois que ele voltou. Naquele tempo, não tinha namoro, os pais é que resolviam com quem nós iríamos casar. Meu pai viu meu futuro marido e gostou dele. Achou que era uma pessoa de bom coração e eu me casei. Durante o dia, meu marido trabalhava com leite e eu ficava em casa cuidando dos filhos. No fim da tarde, quando ele voltava do trabalho com o leite, íamos juntos para o campo: plantávamos trigo, cevada, milho. Tivemos três filhos. Meu marido não queria que eles trabalhassem no campo. Muitas famílias naquele tempo não deixavam o primeiro filho estudar, porque pensavam que ele tinha de continuar o trabalho dos pais na lavoura, mas meu marido achava diferente. Ele falou que agricultura não tinha futuro e que todos os filhos tinham de ganhar educação. Hoje, uma filha trabalha no banco, outra é contadora e o mais velho trabalha numa empresa em Koriyama.<br />
<br />
"Como não tem ninguém mais para cuidar das terras, elas estão largadas. Arroz não tem mais. Eu planto muitas verduras: batatinha, cebolinha, cenoura, cebola, milho, pepino. Gosto muito de plantar, a vida inteira fiz isso! Planto para mim e o que sobra dou para os vizinhos e parentes. Os vizinhos me ajudam a arar a terra. O resto – semear, cuidar, colher – faço sozinha. Meu filho mais velho não quer saber do campo. Ele é um pouco mais novo do que o Sérgio, o caçula da minha irmã Kinko. O Sérgio veio estudar no Japão e ficou um tempo conosco. Trouxe muitas fotos de toda a família e do Brasil. Acho que o Brasil é um país muito grande. E também muito plano. Penso que deve ser parecido com Hokkaido (ilha no norte do arquipélago, com muitas florestas, rios e baixa densidade populacional). Quando penso na minha irmã, Kinko, eu me lembro de nós duas colhendo caqui. Éramos bem pequenas. Eu ficava com o nosso irmão menor no colo, ela balançava a árvore e o caqui caía. Nós sentávamos no chão e comíamos caqui juntas. Era um tempo bom aquele."<br />
    <br />
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~<br />
<br />
Achei interessante este artigo também, só vou colocar a parte que me chamou mais atenção:<br />
<br />
<span style="font-style: italic;">Dos 300.000 brasileiros e descendentes que moram no Japão, quase 15% foram para lá em 1990. Naquele ano, a fila para obtenção de visto japonês começava a se formar em frente ao prédio do Consulado de São Paulo às 3 da manhã e, às 10, dava voltas no quarteirão. Estimulando essa saída em massa, estava, do lado do Japão, a nova lei de imigração que estendia a permissão de trabalho naquele país para filhos e netos de cidadãos japoneses. Enquanto isso, o Brasil vivia o Plano Collor, que, ao tungar poupanças e fazer ruir negócios, teve, para muitos nipo-brasileiros, o efeito de um pontapé. Assim, solicitado de um lado e empurrado de outro, um punhado de descendentes de japoneses se mandou para o outro lado do mundo. De 1989 para 1990, o número de brasileiros no Japão aumentou 288%.</span><br />
<br />
Daí, fiquei pensando, a ilha não vai suportar tanta gente!<br />
Só que estamos falando de japoneses, a raça inteligente <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/icon_xd.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="XD" title="XD" /><br />
Então...<br />
<br />
<span style="font-style: italic;">Hoje, é certo que esse ciclo se aproxima do fim. O motivo principal é que, em breve, não haverá mais no Brasil descendentes de japoneses aptos a trabalhar como operários no Japão. Boa parte dos nisseis e sanseis – filhos e netos de japoneses – não é mais tão jovem assim para decidir recomeçar a vida tão longe. <span style="font-weight: bold;">Já os yonseis, descendentes de quarta geração, estão legalmente impedidos de substituir os atuais dekasseguis (que também vão envelhecer e se aposentar), porque a lei japonesa concede visto de trabalho apenas a descendentes de japoneses até a terceira geração. Por causa disso, embora a população de brasileiros no Japão continue aumentando, em breve ela atingirá o seu teto e se estabilizará. </span>Uma parte ficará, então, definitivamente no arquipélago. Lá, produzirá descendentes que chamarão o Japão de terra natal – e, para eles, o Brasil será aquele país distante, onde tudo começou.</span><br />
<br />
Legal o fim do artigo.<br />
Eles podem vir só como turista mesmo, pois, acho difícil quererem vir pra cá, ao passo que tem uma vida estável e bacana lá. <br />
^^<br />
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~<br />
<br />
Eu só fui uma vez pra Maringá no Paraná e já me assustei com a contia de japonês nas ruas, imagina só nessas outras cidades...<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;"><span style="color: #FF0000;">Paraná: o lado oriental do sul do Brasil<br />
Jornal O Estado de São Paulo</span></span><br />
<br />
O norte do Paraná tem algumas características marcantes: altas temperaturas no verão, uma terra fértil e densa que tinge as roupas brancas de vermelho e a forte marca da cultura japonesa, estabelecida a partir dos anos 1930, quando os imigrantes começaram a chegar ao Estado. São várias as cidades da região que exibem olhos rasgados em grande quantidade, mas Assaí, a 49 quilômetros de Londrina, é especial. Surgiu unicamente em função dos imigrantes e, ao lado de Bastos (SP), é o município com maior proporção de japoneses, porcentual que chega a 15% da população.<br />
A ampliação da colônia no Paraná está diretamente relacionada às restrições do plantio do café no Estado de São Paulo. Embora desde 1913 a região de Cambará já contasse com uma Vila Japonesa, foi somente após a queda da Bolsa de Nova York, em 1929, que as companhias de imigração começaram a olhar para fora do território paulista.<br />
<br />
Com o incidente financeiro internacional, o governo paulista proibiu o plantio de pés de café e os grandes capitalistas japoneses que investiam em atividades agrícolas começaram a comprar terras no Paraná e a revender aos imigrantes. Assim, em 1932, surge Assaí, inicialmente batizada como núcleo Três Barras. A opção pelo novo nome não poderia ser mais apropriada: Assaí quer dizer sol nascente.<br />
<br />
Assim como encontraram dificuldades ao chegar a São Paulo, os imigrantes do norte do Paraná também tiveram de exercitar a alma de desbravadores. Logo de início, o caminhão que a Companhia de Imigração Bratac utilizava para transportar pessoas, ferramentas e mantimentos foi solicitado pelo governo paulista, por conta da Revolução de 1932. A única saída era usar carroças e carros de boi, que tornavam tudo mais lento e cansativo.<br />
<br />
Entre os anos de 1932 e 1939, chegaram 365 famílias de imigrantes a Assaí, mas não eram pessoas vindas diretamente do Japão. A grande maioria já conhecia o modo de vida brasileiro e tinha um histórico de trabalho em fazendas de São Paulo.<br />
<br />
Esse é o caso, por exemplo, dos Koguishis, que desembarcaram no Brasil em 1930, ficaram cinco anos trabalhando nas fazendas de Cafelândia (SP) e depois foram para Assaí, precisamente para a comunidade rural do Palmital. "Meus pais nasceram em Mie-Ken, mas eu nasci aqui. Todos os meus sete irmãos e eu. No começo a vida era difícil, tinha de caminhar 10 quilômetros até o comércio mais próximo. E na mata tinha onça", recorda Cairo Koguishi, de 65 anos. "Meu avô guardava a espinha de peixe para cozinhar com o arroz, pois só tinha carne seca para comer." <br />
<br />
continua em ...http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/geografia/geografia_do_brasil/populacao_imigracao_japonesa/brasil_imig_japonesa_5_parana<br />
<br />
Curitiba também tem bastante, nunca me esqueço quando quis comprar um pastel no centro e a mulher que vendia era descendente de japonês, misturava português-japonês, e eu, um pouco surda, não entendi nada <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/icon_xd.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="XD" title="XD" /><br />
Mas, consegui comprar \o/<br />
Façanha maior foi quando eu e a minha mãe queríamos comer sopa em um domingo à noite..(!)encontramos um lugar, era especializado em comida tailandesa, os donos tailandeses <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/icon_xd.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="XD" title="XD" /> só falavam em tailandês <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/icon_xd.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="XD" title="XD" />² ...até q eles nos deram o cardápio, porém, as comidas estavam todas com nomes típicos em tailandês, só vinha em português os ingredientes dos pratos, na seção sopas, pedimos uma..porém, eu esperta, falei o nome, ao invés de mostrar qual a sopa que queríamos que era de frango,e eles confundiram e a que veio era de polvo..gente, sopa ruim, comemos para não fazer desfeita =S<br />
só, mais tarde, chegou a mulher do caixa que conversava com os clientes, e perguntou se nós queríamos alguma coisa e que era para desculpar que ela tinha ido ao banheiro x)<br />
Daí, só pedimos um suco de laranja para disfarçar o gosto <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/icon_xd.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="XD" title="XD" /><br />
Mas, eles foram bem simpáticos =D~ <br />
<br />
Baibai <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/wave.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Tchauzim" title="Tchauzim" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Eu estava estudando sobre a emigração japonesa e, achei uma matéria super legal sobe o assunto.Então, resolvi compartilhar com vocês <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/lily.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Lily" title="Lily" /><br />
<br />
<span style="color: #FF0000;"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">O início</span></span></span><br />
<br />
Revista Cultura Japonesa<br />
<br />
   <img src="http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/geografia/imagens/brasil_imigr_japonesa14.jpg" border="0" alt="[Imagem: brasil_imigr_japonesa14.jpg]" /><br />
<br />
A imigração japonesa no Brasil começou no ínicio do século XX, como um acordo entre o governo japonês e o brasileiro, pois o Japão vivia desde o final do século XIX uma crise demográfica enquanto que o Brasil necessitava de mão-de-obra para a lavoura do café.<br />
<br />
A população japonesa do Brasil está estimada em um milhão e quinhentas mil pessoas, sendo a maior população nipônica fora do Japão.<br />
<br />
O começo<br />
<br />
O primeiro navio a aportar no Brasil com imigrantes japoneses foi o Kasato Maru, em 18 de Junho de 1908, no Porto de Santos. Trazia 165 famílias, que vinham trabalhar nos cafezais do oeste paulista.<br />
<br />
Diário de bordo relata os 52 dias de viagem no Kasato Maru<br />
<br />
continua em...http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/geografia/geografia_do_brasil/populacao_imigracao_japonesa/brasil_imig_japonesa_1_inicio<br />
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Eu achei bem linda essas duas histórias, confesso que deu vontade até de chorar ^^''<br />
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<span style="color: #FF0000;"><span style="font-weight: bold;">Vidas paralelas</span></span><br />
<br />
<img src="http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/geografia/imagens/brasil_imigr_japonesa7.jpg" border="0" alt="[Imagem: brasil_imigr_japonesa7.jpg]" /><br />
<br />
"Meu pai herdou muitas terras do meu avô, mas herdou as dívidas também. Eu era criança e me lembro de que ia sempre gente em casa fazer cobrança – meu pai abaixava a cabeça, triste. Um dia, um amigo dele foi visitá-lo e ele ficou contente. O amigo o convidou para vir para o Brasil. Disse que ele iria juntar bastante dinheiro e conseguiria pagar as dívidas. Meu pai ficou animado, mas meu avô, não. Ele não queria que meu pai vendesse as terras. E minha avó tinha medo de que o filho morresse no navio e jogassem o corpo dele no mar. Ficou aquela discussão: vai, não vai. Até que minha mãe se cansou e falou para o meu pai: ‘Nós temos seis crianças aqui. Você pega as três maiores, leva com você para trabalhar no Brasil e junta o dinheiro para pagar nossas dívidas. Enquanto isso, eu fico aqui, cuidando dos três pequenos e das terras’. "Nós fomos. Saímos do porto de Kobe e viajamos muitos dias. Tudo era novidade. Em Los Angeles, ficamos dois dias parados. Um grupo de negros foi lá para olhar a gente. Nós nunca tínhamos visto negros de verdade. Eles ficavam olhando espantados para nós e nós olhando espantados para eles. Foram 52 dias de viagem antes de chegar ao Porto de Santos. De lá, fomos para uma fazenda em Araçatuba, para colher café. O trabalho era duro. Toda noite, falávamos para o nosso pai: ‘Quando vamos voltar? Quando vamos ver a mamãe?’. A última vez que vi minha mãe foi na despedida, no porto de Kobe. Quando meu pai conseguiu juntar dinheiro para voltar, estourou a guerra. Os aviões não saíam do Brasil e as cartas pararam de chegar. Ficamos muitos anos sem notícias do Japão. Quando a guerra acabou, minhas duas irmãs já haviam se casado aqui no Brasil. Meu pai, então, disse: ‘Você volta comigo. Eu trouxe três filhas para o Brasil, tenho de devolver pelo menos uma para a sua mãe’. Só que, uma semana antes de o avião partir, um parente falou que eu não iria conseguir casar no Japão: tinha sido criada de forma diferente no Brasil e já tinha 18 anos. Era melhor me deixar aqui. Meu pai perguntou se eu queria ir ou ficar. Escolhi ficar porque já gostava do Mário (nome brasileiro adotado por seu marido, o também imigrante Atsushi Kamimura). "Casamos em 1955. Quando nasceram os dois filhos, deixamos o sítio e fomos para a cidade, para eles poderem estudar. Eu não queria que eles fossem como nós. Meu marido comprava verdura na cidade e ia de bicicleta vender nos sítios que só plantavam café. Com o tempo, conseguimos montar uma mercearia. Eu agradeço muito aos nossos fregueses, eles foram muito bons para nós. Graças a eles, pudemos juntar dinheiro para pagar o estudo dos filhos. O mais velho passou na faculdade de engenharia e o mais novo na de arquitetura. As duas eram em São Paulo e a de engenharia era particular. Então, tinha de mandar bastante dinheiro para eles, e só a mercearia não dava. Por isso, meu marido comprou uma Kombi e começou a vender verdura de porta em porta. Ele ia às 3 da manhã fazer compras na Ceasa. Deixava uma parte na quitanda para eu vender e levava o resto na Kombi. Trabalhava até as 10 da noite – sábado, domingo, feriado e Natal, não tinha descanso. Nossa maior vontade era formar os nossos filhos. E conseguimos. Eles terminaram a faculdade, casaram, tiveram filhos. Há três anos, o mais novo foi nos buscar em Araçatuba e comprou este apartamento para nós em São Paulo. Eu sou muito feliz. Agradeço a Deus por ter vindo para cá. No Japão, quando a gente é pequeno, os pais combinam com quem nós vamos casar. E estava combinado que eu iria casar com o meu primo, que morreu muito cedo. Então, hoje eu já seria viúva! Em vez disso, casei com o Mário e tive essa família. Deus foi muito bom para mim."<br />
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<span style="font-weight: bold;">JAPÃO</span><br />
<br />
...Sakurai Yanai, que tinha 7 anos quando Kinko partiu. Sakurai permaneceu com a mãe no Japão, onde mora até hoje. Aqui, as irmãs contam suas vidas – de um lado e de outro do mundo<br />
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<img src="http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/geografia/imagens/brasil_imigr_japonesa8.jpg" border="0" alt="[Imagem: brasil_imigr_japonesa8.jpg]" /><br />
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    <br />
"Eu era muito pequena quando meu pai foi embora com minhas irmãs para o Brasil. Por isso, não fui me despedir deles no porto de Kobe. A única coisa de que me lembro é que, quando minha mãe voltou do porto, me trouxe uma mochila de presente. Era uma mochila de ir à escola. Acho que era para eu não ficar triste. Morávamos com os meus avós, pais do meu pai. Quando ele foi para o Brasil, os meus avós ficaram doentes. Então, minha mãe, que trabalhava no campo, plantando arroz, tinha de cuidar da plantação, dos filhos e dos meus avós. Naquele tempo, não existia máquina, era tudo na mão. E o único homem forte que havia na casa tinha ido embora. Ela era obrigada a dar conta de tudo sozinha. Sofreu muito. Meu pai disse que voltaria depois de um ano. Só que veio a guerra, atrapalhou tudo, e ele demorou nove anos para vir para casa. Durante a guerra, não pôde mandar cartas para nós. Minha mãe ficava muito amargurada, porque não sabia o que estava acontecendo com ele e com as outras filhas. Eu me lembro que, daqui de casa, dava para ver a fumaça das bombas que caíam em Koriyama. Comida não tinha muita. O arroz que nós plantávamos, o governo confiscava. Ia tudo para os militares. O que sobrava era batata, abóbora. Quando não tinha arroz, o militar levava também as batatas e as abóboras. Aí, minha mãe pegava umas raízes na mata e fazia sopa para nós. "Só depois de a guerra terminar é que começaram a chegar cartas do Brasil de novo. Como faltava tudo aqui, às vezes meu pai mandava também sapatos e balas para nós. No dia em que ele voltou, nós estávamos esperando em casa com festa. Eu me lembro que estava na cozinha, ajudando a preparar a comida, quando ele apareceu na porta. Tomei um susto. Como só via meu pai nas fotos, pensava que ele era muito grande. Mas quando ele entrou, com uma porção de malas em volta, parecia tão pequeno!<br />
<br />
"Eu me casei logo depois que ele voltou. Naquele tempo, não tinha namoro, os pais é que resolviam com quem nós iríamos casar. Meu pai viu meu futuro marido e gostou dele. Achou que era uma pessoa de bom coração e eu me casei. Durante o dia, meu marido trabalhava com leite e eu ficava em casa cuidando dos filhos. No fim da tarde, quando ele voltava do trabalho com o leite, íamos juntos para o campo: plantávamos trigo, cevada, milho. Tivemos três filhos. Meu marido não queria que eles trabalhassem no campo. Muitas famílias naquele tempo não deixavam o primeiro filho estudar, porque pensavam que ele tinha de continuar o trabalho dos pais na lavoura, mas meu marido achava diferente. Ele falou que agricultura não tinha futuro e que todos os filhos tinham de ganhar educação. Hoje, uma filha trabalha no banco, outra é contadora e o mais velho trabalha numa empresa em Koriyama.<br />
<br />
"Como não tem ninguém mais para cuidar das terras, elas estão largadas. Arroz não tem mais. Eu planto muitas verduras: batatinha, cebolinha, cenoura, cebola, milho, pepino. Gosto muito de plantar, a vida inteira fiz isso! Planto para mim e o que sobra dou para os vizinhos e parentes. Os vizinhos me ajudam a arar a terra. O resto – semear, cuidar, colher – faço sozinha. Meu filho mais velho não quer saber do campo. Ele é um pouco mais novo do que o Sérgio, o caçula da minha irmã Kinko. O Sérgio veio estudar no Japão e ficou um tempo conosco. Trouxe muitas fotos de toda a família e do Brasil. Acho que o Brasil é um país muito grande. E também muito plano. Penso que deve ser parecido com Hokkaido (ilha no norte do arquipélago, com muitas florestas, rios e baixa densidade populacional). Quando penso na minha irmã, Kinko, eu me lembro de nós duas colhendo caqui. Éramos bem pequenas. Eu ficava com o nosso irmão menor no colo, ela balançava a árvore e o caqui caía. Nós sentávamos no chão e comíamos caqui juntas. Era um tempo bom aquele."<br />
    <br />
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<br />
Achei interessante este artigo também, só vou colocar a parte que me chamou mais atenção:<br />
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<span style="font-style: italic;">Dos 300.000 brasileiros e descendentes que moram no Japão, quase 15% foram para lá em 1990. Naquele ano, a fila para obtenção de visto japonês começava a se formar em frente ao prédio do Consulado de São Paulo às 3 da manhã e, às 10, dava voltas no quarteirão. Estimulando essa saída em massa, estava, do lado do Japão, a nova lei de imigração que estendia a permissão de trabalho naquele país para filhos e netos de cidadãos japoneses. Enquanto isso, o Brasil vivia o Plano Collor, que, ao tungar poupanças e fazer ruir negócios, teve, para muitos nipo-brasileiros, o efeito de um pontapé. Assim, solicitado de um lado e empurrado de outro, um punhado de descendentes de japoneses se mandou para o outro lado do mundo. De 1989 para 1990, o número de brasileiros no Japão aumentou 288%.</span><br />
<br />
Daí, fiquei pensando, a ilha não vai suportar tanta gente!<br />
Só que estamos falando de japoneses, a raça inteligente <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/icon_xd.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="XD" title="XD" /><br />
Então...<br />
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<span style="font-style: italic;">Hoje, é certo que esse ciclo se aproxima do fim. O motivo principal é que, em breve, não haverá mais no Brasil descendentes de japoneses aptos a trabalhar como operários no Japão. Boa parte dos nisseis e sanseis – filhos e netos de japoneses – não é mais tão jovem assim para decidir recomeçar a vida tão longe. <span style="font-weight: bold;">Já os yonseis, descendentes de quarta geração, estão legalmente impedidos de substituir os atuais dekasseguis (que também vão envelhecer e se aposentar), porque a lei japonesa concede visto de trabalho apenas a descendentes de japoneses até a terceira geração. Por causa disso, embora a população de brasileiros no Japão continue aumentando, em breve ela atingirá o seu teto e se estabilizará. </span>Uma parte ficará, então, definitivamente no arquipélago. Lá, produzirá descendentes que chamarão o Japão de terra natal – e, para eles, o Brasil será aquele país distante, onde tudo começou.</span><br />
<br />
Legal o fim do artigo.<br />
Eles podem vir só como turista mesmo, pois, acho difícil quererem vir pra cá, ao passo que tem uma vida estável e bacana lá. <br />
^^<br />
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Eu só fui uma vez pra Maringá no Paraná e já me assustei com a contia de japonês nas ruas, imagina só nessas outras cidades...<br />
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<span style="font-weight: bold;"><span style="color: #FF0000;">Paraná: o lado oriental do sul do Brasil<br />
Jornal O Estado de São Paulo</span></span><br />
<br />
O norte do Paraná tem algumas características marcantes: altas temperaturas no verão, uma terra fértil e densa que tinge as roupas brancas de vermelho e a forte marca da cultura japonesa, estabelecida a partir dos anos 1930, quando os imigrantes começaram a chegar ao Estado. São várias as cidades da região que exibem olhos rasgados em grande quantidade, mas Assaí, a 49 quilômetros de Londrina, é especial. Surgiu unicamente em função dos imigrantes e, ao lado de Bastos (SP), é o município com maior proporção de japoneses, porcentual que chega a 15% da população.<br />
A ampliação da colônia no Paraná está diretamente relacionada às restrições do plantio do café no Estado de São Paulo. Embora desde 1913 a região de Cambará já contasse com uma Vila Japonesa, foi somente após a queda da Bolsa de Nova York, em 1929, que as companhias de imigração começaram a olhar para fora do território paulista.<br />
<br />
Com o incidente financeiro internacional, o governo paulista proibiu o plantio de pés de café e os grandes capitalistas japoneses que investiam em atividades agrícolas começaram a comprar terras no Paraná e a revender aos imigrantes. Assim, em 1932, surge Assaí, inicialmente batizada como núcleo Três Barras. A opção pelo novo nome não poderia ser mais apropriada: Assaí quer dizer sol nascente.<br />
<br />
Assim como encontraram dificuldades ao chegar a São Paulo, os imigrantes do norte do Paraná também tiveram de exercitar a alma de desbravadores. Logo de início, o caminhão que a Companhia de Imigração Bratac utilizava para transportar pessoas, ferramentas e mantimentos foi solicitado pelo governo paulista, por conta da Revolução de 1932. A única saída era usar carroças e carros de boi, que tornavam tudo mais lento e cansativo.<br />
<br />
Entre os anos de 1932 e 1939, chegaram 365 famílias de imigrantes a Assaí, mas não eram pessoas vindas diretamente do Japão. A grande maioria já conhecia o modo de vida brasileiro e tinha um histórico de trabalho em fazendas de São Paulo.<br />
<br />
Esse é o caso, por exemplo, dos Koguishis, que desembarcaram no Brasil em 1930, ficaram cinco anos trabalhando nas fazendas de Cafelândia (SP) e depois foram para Assaí, precisamente para a comunidade rural do Palmital. "Meus pais nasceram em Mie-Ken, mas eu nasci aqui. Todos os meus sete irmãos e eu. No começo a vida era difícil, tinha de caminhar 10 quilômetros até o comércio mais próximo. E na mata tinha onça", recorda Cairo Koguishi, de 65 anos. "Meu avô guardava a espinha de peixe para cozinhar com o arroz, pois só tinha carne seca para comer." <br />
<br />
continua em ...http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/geografia/geografia_do_brasil/populacao_imigracao_japonesa/brasil_imig_japonesa_5_parana<br />
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Curitiba também tem bastante, nunca me esqueço quando quis comprar um pastel no centro e a mulher que vendia era descendente de japonês, misturava português-japonês, e eu, um pouco surda, não entendi nada <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/icon_xd.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="XD" title="XD" /><br />
Mas, consegui comprar \o/<br />
Façanha maior foi quando eu e a minha mãe queríamos comer sopa em um domingo à noite..(!)encontramos um lugar, era especializado em comida tailandesa, os donos tailandeses <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/icon_xd.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="XD" title="XD" /> só falavam em tailandês <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/icon_xd.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="XD" title="XD" />² ...até q eles nos deram o cardápio, porém, as comidas estavam todas com nomes típicos em tailandês, só vinha em português os ingredientes dos pratos, na seção sopas, pedimos uma..porém, eu esperta, falei o nome, ao invés de mostrar qual a sopa que queríamos que era de frango,e eles confundiram e a que veio era de polvo..gente, sopa ruim, comemos para não fazer desfeita =S<br />
só, mais tarde, chegou a mulher do caixa que conversava com os clientes, e perguntou se nós queríamos alguma coisa e que era para desculpar que ela tinha ido ao banheiro x)<br />
Daí, só pedimos um suco de laranja para disfarçar o gosto <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/icon_xd.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="XD" title="XD" /><br />
Mas, eles foram bem simpáticos =D~ <br />
<br />
Baibai <img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/wave.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Tchauzim" title="Tchauzim" />]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[XOGUM - A GLORIOSA SAGA DO JAPAO]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1533</link>
			<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 16:22:04 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Raphael</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1533</guid>
			<description><![CDATA["'Xógum' é uma saga sobre o universo mítico dos samurais e das gueixas, numa trama que une política, religião, guerra e romance. Ambientado nos anos 1600, época das grandes navegações e das conquistas de novos mundos, o livro narra a trajetória do piloto inglês John Blackthorne. Depois de quase dois anos embarcado no navio Erasmus, ele aporta na costa do Japão dividido diante da disputa pela posição de xógum, a mais importante autoridade militar do país. Em meio a intrigas e traições, Blackthorne se aproxima do poderoso senhor feudal Toranaga, tomando parte em um intrincado jogo de poder entre as forças conflitantes da época- daimios, samurais, jesuítas e comerciantes. Com o tempo, uma estranha relação de confiança se estabelece entre os dois homens e uma paixão proibida nasce entre o inglês e sua intérprete, Mariko. Casada com um dos mais cruéis capitães do feudo, ela se vê dividida entre suas obrigações, suas crenças e seus sentimentos."<br />
<br />
<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2647418&amp;sid=020626162101029441293426718&amp;k5=3AB86279&amp;uid=" target="_blank">http://www.livrariacultura.com.br/script...86279&#x26;uid=</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA["'Xógum' é uma saga sobre o universo mítico dos samurais e das gueixas, numa trama que une política, religião, guerra e romance. Ambientado nos anos 1600, época das grandes navegações e das conquistas de novos mundos, o livro narra a trajetória do piloto inglês John Blackthorne. Depois de quase dois anos embarcado no navio Erasmus, ele aporta na costa do Japão dividido diante da disputa pela posição de xógum, a mais importante autoridade militar do país. Em meio a intrigas e traições, Blackthorne se aproxima do poderoso senhor feudal Toranaga, tomando parte em um intrincado jogo de poder entre as forças conflitantes da época- daimios, samurais, jesuítas e comerciantes. Com o tempo, uma estranha relação de confiança se estabelece entre os dois homens e uma paixão proibida nasce entre o inglês e sua intérprete, Mariko. Casada com um dos mais cruéis capitães do feudo, ela se vê dividida entre suas obrigações, suas crenças e seus sentimentos."<br />
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<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2647418&amp;sid=020626162101029441293426718&amp;k5=3AB86279&amp;uid=" target="_blank">http://www.livrariacultura.com.br/script...86279&uid=</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Para ler como um escritor, de Francine Prose]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1532</link>
			<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 12:57:18 -0200</pubDate>
			<dc:creator>JLM</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1532</guid>
			<description><![CDATA[<img src="http://lh4.ggpht.com/_roA2JflSbZY/SC9NjLgUcFI/AAAAAAAAA9g/3qXM4znczfE/s288/paralercomoumescritor.jpg" border="0" alt="[Imagem: paralercomoumescritor.jpg&#93;" /><br />
<br />
Escrever bem é um exercício de psicologia. Embora isso não signifique que psicólogos serão sempre bons escritores é quase certo que bons escritores dariam ótimos psicólogos. A atenção aos detalhes, muitas vezes sutis, a percepção do que é expresso verbalmente, por meio de gestos e até mesmo no não-dito são essenciais para se escrever (e também para se ler) uma boa história. Não há regras para assimilar tais habilidades de observação e se tornar um bom escritor. Aliás, há uma, segundo Francine Prose:<br />
<br />
"<span style="font-style: italic;">Quanto mais lemos, mais rapidamente somos capazes de executar o truque mágico de ver como as letras foram combinadas em palavras dotadas de sentido. Quanto mais lemos, mais compreendemos, mais aptos nos tornamos a descobrir novas maneiras de ler, cada uma ajustada à razão que nos levou a ler um livro particular.</span>" (pg. 17)<br />
<br />
<a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=francine+prose+ler+como+escritor&amp;site_origem=4346716" target="_blank"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Para ler como um escritor</span></span></a> (2008, Jorge Zahar Editor) é um livro teórico, mas com a diferença de ser altamente estimulante. Ensina os conceitos básicos da escrita através da análise de trechos de obras mundialmente famosas. No começo, pode até soar estranho aprender não usando regras, somente por exemplos, porém conforme o livro prossegue, o leitor acostuma e aprende como aprender desta forma.<br />
<br />
A autora indica como técnica fundamental a leitura atenta (<span style="font-style: italic;">close readin</span>g), pausada, meticulosa do texto para descobrir a real e mais íntima intenção do escritor. Somente desta maneira os detalhes mais preciosos serão notados pelo leitor. Contudo, esse tipo de leitura (talvez mais um estudo que uma leitura) não seja para todos. Afinal, quem hoje pode dispensar duas horas para ler apenas duas páginas de um livro? Para Prose isso talvez seja corriqueiro, pois como professora de oficinas de escrita e de pós-graduação em MFA (<span style="font-style: italic;">Master of Fine Art's</span>) ela ganha para ensinar utilizando-se destas análises detalhadas.<br />
<br />
O livro tem o tom de uma apostila ou manual de oficina literária com muitos trechos de literatura esmiuçados. A autora admite ter escrito o livro para ser usado para tal fim e procura analisar vários aspectos da criação literária, desde a menor estrutura do texto, "Palavras" (capítulo 3), passando por "Frases" (capítulo 4), "Parágrafos" (capítulo 5) até chegar nos estilos de escrita. "Narração", "Personagem", "Diálogo", "Detalhes" e "Gesto" (capítulos 6 ao 9) complementam seus ensinamentos sobre como construir uma história. Mostra como a maioria das regras ensinadas em oficinas literárias foram quebradas com sucesso pelos grandes escritores. Isso demonstra que escrever é uma experiência pessoal, assim como ler.<br />
<br />
O livro não conta nenhum segredo inédito. Tudo o que diz nós já sabemos e a maioria dos livros citados estão disponíveis para leitura em livrarias, sebos ou bibliotecas. Porém o modo simples e claro de analisar o texto revela detalhes que poderíamos ter deixado passar. E de brinde traz informações curiosas sobre a vida de escritores famosos como aperitivos aos seus fãs. De que outro modo descobriríamos que Kafka, mestre em iniciar histórias com frases enxutas e marcantes, aprendeu e incorporou esse dom lendo Heirich von Kleist? E que Kleist suicidou-se com a esposa aos 34 anos de idade enquanto faziam um pequenique?<br />
<br />
A tradução e a qualidade do livro para o português estão em um bom nível, pecando apenas num "quem teria podido pedir" (pg. 15) e num "cismou que ia me sivilizar" (pg. 110) e em um erro de referência (pg. 211) em que o trecho kafkaniano analisado pertence ao livro <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=kafka+veredicto+colonia+penal&amp;site_origem=4346716" target="_blank"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">O Veredito</span></span></a> e não ao livro <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=kafka+processo&amp;site_origem=4346716" target="_blank"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">O Processo</span></span></a> conforme mencionado. A introdução e acréscimos de Italo Moriconi são pertinentes para "encaixar" o livro americano no rol brasileiro. No final do livro há uma lista de leituras imediatas indicadas pela autora, mas não aparece nenhuma obra em português. Moriconi corrige esta injustiça com uma outra lista somente de livros brasileiros. Assim como todo copo de cerveja puxa outro, a leitura de um livro sempre dá vontade de ler outros e <span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Para ler como um escritor</span></span> não foge à regra, deixa o leitor louco para conhecer mais sobre <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=heinrich+von+kleist&amp;site_origem=4346716" target="_blank">Kleist</a>, <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=tchekhov&amp;site_origem=4346716" target="_blank">Tchekhov</a> (que tem o capítulo 10 todo dedicado a ele), <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=jane+austen&amp;site_origem=4346716" target="_blank">Jane Austen</a>, <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=gogol&amp;site_origem=4346716" target="_blank">Gogol</a> e <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=tolstoi&amp;site_origem=4346716" target="_blank">Tolstoi</a>.<br />
<br />
Francine Prose é romancista, crítica, ensaísta e professora de literatura e criação literária há mais de 20 anos em universidades como Harvard, Columbia e Iwoa. Escreveu vários livros, alguns já publicados no Brasil: <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=francine+prose+musas+mulheres+artistas&amp;site_origem=4346716" target="_blank"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">A vida das musas: Nove mulheres e os artistas que elas inspiraram</span></span></a> (2004, Nova Fronteira) e <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=francine+prose+gula&amp;site_origem=4346716" target="_blank"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Gula</span></span></a> (2004, ARX).<br />
<br />
<span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Ficha técnica:</span></span><br />
obra: Para ler como um escritor: um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los (Reading like a writer: a guide for people who love books and for those who want to write them), de Francine Prose<br />
tradução: Maria Luiza X. de A. Borges<br />
edição: 1ª, Jorge Zahar Editor (2008), 319 pgs<br />
preço: <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=francine+prose+ler+como+escritor&amp;site_origem=4346716" target="_blank">Veja no Buscapé</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://lh4.ggpht.com/_roA2JflSbZY/SC9NjLgUcFI/AAAAAAAAA9g/3qXM4znczfE/s288/paralercomoumescritor.jpg" border="0" alt="[Imagem: paralercomoumescritor.jpg]" /><br />
<br />
Escrever bem é um exercício de psicologia. Embora isso não signifique que psicólogos serão sempre bons escritores é quase certo que bons escritores dariam ótimos psicólogos. A atenção aos detalhes, muitas vezes sutis, a percepção do que é expresso verbalmente, por meio de gestos e até mesmo no não-dito são essenciais para se escrever (e também para se ler) uma boa história. Não há regras para assimilar tais habilidades de observação e se tornar um bom escritor. Aliás, há uma, segundo Francine Prose:<br />
<br />
"<span style="font-style: italic;">Quanto mais lemos, mais rapidamente somos capazes de executar o truque mágico de ver como as letras foram combinadas em palavras dotadas de sentido. Quanto mais lemos, mais compreendemos, mais aptos nos tornamos a descobrir novas maneiras de ler, cada uma ajustada à razão que nos levou a ler um livro particular.</span>" (pg. 17)<br />
<br />
<a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=francine+prose+ler+como+escritor&amp;site_origem=4346716" target="_blank"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Para ler como um escritor</span></span></a> (2008, Jorge Zahar Editor) é um livro teórico, mas com a diferença de ser altamente estimulante. Ensina os conceitos básicos da escrita através da análise de trechos de obras mundialmente famosas. No começo, pode até soar estranho aprender não usando regras, somente por exemplos, porém conforme o livro prossegue, o leitor acostuma e aprende como aprender desta forma.<br />
<br />
A autora indica como técnica fundamental a leitura atenta (<span style="font-style: italic;">close readin</span>g), pausada, meticulosa do texto para descobrir a real e mais íntima intenção do escritor. Somente desta maneira os detalhes mais preciosos serão notados pelo leitor. Contudo, esse tipo de leitura (talvez mais um estudo que uma leitura) não seja para todos. Afinal, quem hoje pode dispensar duas horas para ler apenas duas páginas de um livro? Para Prose isso talvez seja corriqueiro, pois como professora de oficinas de escrita e de pós-graduação em MFA (<span style="font-style: italic;">Master of Fine Art's</span>) ela ganha para ensinar utilizando-se destas análises detalhadas.<br />
<br />
O livro tem o tom de uma apostila ou manual de oficina literária com muitos trechos de literatura esmiuçados. A autora admite ter escrito o livro para ser usado para tal fim e procura analisar vários aspectos da criação literária, desde a menor estrutura do texto, "Palavras" (capítulo 3), passando por "Frases" (capítulo 4), "Parágrafos" (capítulo 5) até chegar nos estilos de escrita. "Narração", "Personagem", "Diálogo", "Detalhes" e "Gesto" (capítulos 6 ao 9) complementam seus ensinamentos sobre como construir uma história. Mostra como a maioria das regras ensinadas em oficinas literárias foram quebradas com sucesso pelos grandes escritores. Isso demonstra que escrever é uma experiência pessoal, assim como ler.<br />
<br />
O livro não conta nenhum segredo inédito. Tudo o que diz nós já sabemos e a maioria dos livros citados estão disponíveis para leitura em livrarias, sebos ou bibliotecas. Porém o modo simples e claro de analisar o texto revela detalhes que poderíamos ter deixado passar. E de brinde traz informações curiosas sobre a vida de escritores famosos como aperitivos aos seus fãs. De que outro modo descobriríamos que Kafka, mestre em iniciar histórias com frases enxutas e marcantes, aprendeu e incorporou esse dom lendo Heirich von Kleist? E que Kleist suicidou-se com a esposa aos 34 anos de idade enquanto faziam um pequenique?<br />
<br />
A tradução e a qualidade do livro para o português estão em um bom nível, pecando apenas num "quem teria podido pedir" (pg. 15) e num "cismou que ia me sivilizar" (pg. 110) e em um erro de referência (pg. 211) em que o trecho kafkaniano analisado pertence ao livro <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=kafka+veredicto+colonia+penal&amp;site_origem=4346716" target="_blank"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">O Veredito</span></span></a> e não ao livro <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=kafka+processo&amp;site_origem=4346716" target="_blank"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">O Processo</span></span></a> conforme mencionado. A introdução e acréscimos de Italo Moriconi são pertinentes para "encaixar" o livro americano no rol brasileiro. No final do livro há uma lista de leituras imediatas indicadas pela autora, mas não aparece nenhuma obra em português. Moriconi corrige esta injustiça com uma outra lista somente de livros brasileiros. Assim como todo copo de cerveja puxa outro, a leitura de um livro sempre dá vontade de ler outros e <span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Para ler como um escritor</span></span> não foge à regra, deixa o leitor louco para conhecer mais sobre <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=heinrich+von+kleist&amp;site_origem=4346716" target="_blank">Kleist</a>, <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=tchekhov&amp;site_origem=4346716" target="_blank">Tchekhov</a> (que tem o capítulo 10 todo dedicado a ele), <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=jane+austen&amp;site_origem=4346716" target="_blank">Jane Austen</a>, <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=gogol&amp;site_origem=4346716" target="_blank">Gogol</a> e <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=tolstoi&amp;site_origem=4346716" target="_blank">Tolstoi</a>.<br />
<br />
Francine Prose é romancista, crítica, ensaísta e professora de literatura e criação literária há mais de 20 anos em universidades como Harvard, Columbia e Iwoa. Escreveu vários livros, alguns já publicados no Brasil: <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=francine+prose+musas+mulheres+artistas&amp;site_origem=4346716" target="_blank"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">A vida das musas: Nove mulheres e os artistas que elas inspiraram</span></span></a> (2004, Nova Fronteira) e <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=francine+prose+gula&amp;site_origem=4346716" target="_blank"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Gula</span></span></a> (2004, ARX).<br />
<br />
<span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Ficha técnica:</span></span><br />
obra: Para ler como um escritor: um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los (Reading like a writer: a guide for people who love books and for those who want to write them), de Francine Prose<br />
tradução: Maria Luiza X. de A. Borges<br />
edição: 1ª, Jorge Zahar Editor (2008), 319 pgs<br />
preço: <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=francine+prose+ler+como+escritor&amp;site_origem=4346716" target="_blank">Veja no Buscapé</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[[Discussão&#93; Liberdade de imprensa]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1531</link>
			<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 12:43:05 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Breno C.</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1531</guid>
			<description><![CDATA[Até aonde a liberdade de imprensa (no caso a escrita) é benéfica para nós, os leitores?<br />
<br />
Estava pensando nessa pergunta hoje de manhã quando passei por um grupo de velhinhas que estava conversando sobre uma matéria que leram numa suposta revista de cunho feminino. Elas reclamavam que a tal matéria era muito apelativa (sexualmente dizendo) e que não ficava bem para a revista publicar esse tipo de coisa. Então eu parei e pensei nas diversas coisas que eu leio nos jornais e nas revistas que ainda acompanho, e vi que existem realmente matérias que são de certa forma ofensivas e muitas vezes discriminatórias.<br />
Como eu gosto de trazer discussões para cá, achei que esse seria um bom assunto para uma quarta-feira a tarde.<br />
Quem quiser falar, é só deixar sua opinião.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Até aonde a liberdade de imprensa (no caso a escrita) é benéfica para nós, os leitores?<br />
<br />
Estava pensando nessa pergunta hoje de manhã quando passei por um grupo de velhinhas que estava conversando sobre uma matéria que leram numa suposta revista de cunho feminino. Elas reclamavam que a tal matéria era muito apelativa (sexualmente dizendo) e que não ficava bem para a revista publicar esse tipo de coisa. Então eu parei e pensei nas diversas coisas que eu leio nos jornais e nas revistas que ainda acompanho, e vi que existem realmente matérias que são de certa forma ofensivas e muitas vezes discriminatórias.<br />
Como eu gosto de trazer discussões para cá, achei que esse seria um bom assunto para uma quarta-feira a tarde.<br />
Quem quiser falar, é só deixar sua opinião.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Parte do acervo pessoal de Fernando Pessoa é leiloado]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1530</link>
			<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 12:13:22 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Anica</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1530</guid>
			<description><![CDATA[Setenta lotes de manuscritos - alguns inéditos - documentos, livros, lembranças e bens de Fernando Pessoa foram vendidos em um polêmico leilão realizado em Lisboa, em meios às comemorações dos 120 anos do nascimento do poeta português. <br />
<br />
Para assistir ao video completo da reportagem, <a href="http://tvuol.uol.com.br/permalink/?view/id=parte-do-acervo-pessoal-de-fernando-pessoa-e-leiloado-04023762D4A13326/user=1xu2xa5tnz3h/date=2008-11-18&amp;&amp;list/type=tags/name=Divers%E3o%20e%20Arte/tags=14604/" target="_blank"><span style="font-weight: bold;">clique aqui</span></a>.<br />
<br />
***<br />
<br />
Eu também achei estranho a família vender para colecionadores particulares alguns artigos tão importantes, era o tipo de coisa que seria mais útil disponível em um museu, para todos. Mas é o direito deles, né. Fazer o quê...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Setenta lotes de manuscritos - alguns inéditos - documentos, livros, lembranças e bens de Fernando Pessoa foram vendidos em um polêmico leilão realizado em Lisboa, em meios às comemorações dos 120 anos do nascimento do poeta português. <br />
<br />
Para assistir ao video completo da reportagem, <a href="http://tvuol.uol.com.br/permalink/?view/id=parte-do-acervo-pessoal-de-fernando-pessoa-e-leiloado-04023762D4A13326/user=1xu2xa5tnz3h/date=2008-11-18&amp;&amp;list/type=tags/name=Divers%E3o%20e%20Arte/tags=14604/" target="_blank"><span style="font-weight: bold;">clique aqui</span></a>.<br />
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Eu também achei estranho a família vender para colecionadores particulares alguns artigos tão importantes, era o tipo de coisa que seria mais útil disponível em um museu, para todos. Mas é o direito deles, né. Fazer o quê...]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Gatos Empoleirados]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1529</link>
			<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 11:31:59 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Pips</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1529</guid>
			<description><![CDATA[Gatos Empoleirados<br />
<br />
<span style="font-size: xx-small;">por Pips</span><br />
<br />
<div style="text-align: right;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-style: italic;">para Amanda Brencys e Gabriel Tonelo</span></span></div>
<br />
<br />
<br />
As noites à Boulevard de Rochechouart servem apenas para que o vento leve embora os papéis deixados pelos vendedores de Malboro na porta do metrô. Ainda consigo sentir o cheiro dos pombos que voaram durante o dia por aqui. Muitos deles. Sujos, doentes e cegos. Um bairro de africanos. Longe de ser algum tipo de comentário racista, mas quando os africanos, e assim que gostam de ser chamados, vêm para a França não se consideram franceses. Nem seus filhos ou netos nascidos aqui. <br />
<br />
O dia serviu a mim como luz para a leitura, não sai de casa para comer ou apaziguar as idéias. E ainda não tirei a idéia de que sextas-feiras são mórbidas e hoje é sexta-feira. Talvez devesse ir até o Sena, beber um vinho e ouvir os estudantes de intercâmbio tocarem músicas em inglês enrolado, pelo vinho ou pela péssima dicção. Isso pouco importa.<br />
<br />
Devo ressaltar que apenas sairei esta noite porque tenho saudades de Amanda. Da sua voz grossa, como a de uma cantora negra de R&amp;B nascida no Mississipi, na vida passada fora uma escrava provavelmente, que cantava as dores de um dia ao lavar os poucos trapos que tinha. A voz exalta sua beleza caucasiano-italiana, com olhos levemente puxados, sorriso que mostra apenas os dentes de cima, uma beleza sem mácula do tempo, do ambiente e das pessoas. A única marca em seu rosto talvez seja das lágrimas que deixa cair. Sensível, amável e volúvel – eterna insatisfeita.<br />
<br />
Vou sem avisar. A única vantagem de ser sexta-feira é que eu sei onde ela estará, espero conseguir convencê-la a ir para outro lugar. Com certeza estará no Louvre, aproveitando que as sextas-feiras à noite o museu fica aberto e não é preciso pagar. Ela estará onde há peças egípcias. Visto um casaco surrado do Bruno, dono do prédio onde loco este apartamento, que guarda um maço de cigarros e um cantil vazio no bolso interno – que espera desesperadamente, quase como uma criança, ficar cheio até o gargalo. Todavia, dessa vez não irei de carro. Paris de carro é como beber vinho sem fazer sexo após.<br />
<br />
O metrô é a melhor opção. Algumas estações, algumas pessoas estranhamente parisienses – deslocadas em seu próprio habitat. “Odeio Paris no verão”, diz uma loira que não sabe como dosar o perfume que usa. A maior reclamação das pessoas que não conseguem viajar no verão é que a cidade não é para quem mora nela, é apenas para os estrangeiros. A classe média delira com nossas estátuas, museus, catedrais e no final vai até a Virgin para comprar algum eletrônico. Para falar a verdade, o que importa? O problema de Paris são as sextas-feiras, o resto é suportável.<br />
<br />
Chego ao Louvre pouco depois das nove da noite, esperando ansioso para vê-la, mas antes preciso de um cigarro-calmante, de um alívio ao soltar o ar que sai da minha boca. O cigarro é meu calmante e nada me faltará, apenas ela. O que há de tão belo em Paris que minha fumaça só faz enaltecer? Será que estou precisando de uma boa conversa, um bom vinho tinto, um bom vento nos cabelos, uns bons guris me pedindo trocado, um café amargo; a verborragia da amargura. Não interessa.<br />
<br />
Passo por esfinges, por pinturas e chego até as múmias. Lá está ela, vestindo uma blusinha preta, um sutiã vermelho (noto por causa das alças), um cachecol amarelo em volta do pescoço, calças jeans e sua bolsa de sempre, a do gato Felix. Amanda observa cuidadosamente os gatos empoleirados dos faraós. “Chats Perchès”, lembro. Ela adora gatos e eles a adoram. Quando está com Kittie, sua gata, Amanda conversa com ela pelos olhos, até em voz alta como Alice; recebe carinho, dá o colo para a soneca felina e recebe a confiança depositada em sete vidas não gastas. Ela permanece fixa ao ver os gatos, move apenas a ponta do nariz, como se evitasse chorar ver tanta beleza em apenas uma peça. “Salut, ma chérie”, falo com a voz calma para não assustá-la, “Servus, lieber Freund.”, sempre que pode, ela responde em alemão. E não existe nada mais bonito em uma mulher do que dominar este idioma. Ela sabe disso e me sorri de volta. Não sei se sou eu, minha visão embriagada por seu sorriso ou se é o ar que trouxe de fora no peito, mas ela estava inominável, inefável, inebriante e inquieta. Amanda era impessoal e isso que despertava meu interesse por ela, seu estado de estar fora dos padrões ou intrinsecamente ser uma pessoa que o mundo não merecia; um felino que ao andar chama a atenção, mas querendo sempre estar no seu canto, no colo de alguém, deixando o tempo levar suas vontades. Amanda era aquele sonho que não lembramos na manhã seguinte, mas temos certeza de que foi bonito.<br />
<br />
Ao sair do museu, nada mais apropriado: um vinho, um pequeno espaço a beira do Sena e Amanda. Ela deita no meu ombro e chora sem falar nada. O movimento é incógnito. E para ser sincero, não espero motivos, acasos e verdades, espero apenas que ela possa confiar suas lágrimas no meu casaco emprestado. Confio minha mão com a dela. Já acomodada ao meu silêncio, ela ronrona, esfrega o cabelo e quando me abraça é como se quebrasse minha espinha. O paraíso está longe. E eu não sei como eu poderia esquecer o que ela é para mim. O que representa não apenas fisicamente, quando faz minhas pernas tremerem, mas espiritualmente quando faz eu me sentir em paz. Quando me faz sentir que uma vida é o suficiente para estar com ela. O vento leva suas lágrimas.<br />
<br />
E era bem quando a noite estava encontrando o dia e a Lua, nosso satélite, deixava o céu, que Amanda repousou sua cabeça no meu colo. Aconchegando-se levemente, sem fazer muito esforço. Ela aperta mais forte minha mão e se entrega ao sono em meio à música que ainda tocava em sua cabeça. “Ne me quitte pás/ Je t'inventerai/ Des mots insensés/ Que tu comprendras”, ela canta em um tom inaudível.  Consegui contemplar sua respiração e seu sorriso que demonstrava que estava em um sono profundo e sossegado como há tempos precisava; sonhou com o que devia sonhar e nisso eu não interferiria.<br />
<br />
“Não ouse esquecer de mim”, sussurrei em seu ouvido passando a mão pela maçã rosada do rosto. Ela respirou fundo: “Nie...”, foi a resposta que recebi. Essa foi a última vez que ela sonhou comigo, se é que era comigo. Adormeci também. Quando acordei, ela havia sumido.<br />
<br />
Era dia em Paris novamente, voltei para o metrô.<br />
<br />
Entrei no vagão, sentei e olhei um velho senhor tocar Sinatra em uma sanfona. O assento perto da janela está vago. Um gato branco de pêlos longos pulou do banco de trás para o que estava ao meu lado. Meu espanto roubou as palavras. Ele permanecia estático como se observasse a paisagem subterrânea. “Um gato branco”, disse antes que ele pulasse no meu colo e me encarasse como se há anos estivesse me procurando. Serei um gato empoleirado na próxima vida, ronronando a preguiça.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Gatos Empoleirados<br />
<br />
<span style="font-size: xx-small;">por Pips</span><br />
<br />
<div style="text-align: right;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-style: italic;">para Amanda Brencys e Gabriel Tonelo</span></span></div>
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As noites à Boulevard de Rochechouart servem apenas para que o vento leve embora os papéis deixados pelos vendedores de Malboro na porta do metrô. Ainda consigo sentir o cheiro dos pombos que voaram durante o dia por aqui. Muitos deles. Sujos, doentes e cegos. Um bairro de africanos. Longe de ser algum tipo de comentário racista, mas quando os africanos, e assim que gostam de ser chamados, vêm para a França não se consideram franceses. Nem seus filhos ou netos nascidos aqui. <br />
<br />
O dia serviu a mim como luz para a leitura, não sai de casa para comer ou apaziguar as idéias. E ainda não tirei a idéia de que sextas-feiras são mórbidas e hoje é sexta-feira. Talvez devesse ir até o Sena, beber um vinho e ouvir os estudantes de intercâmbio tocarem músicas em inglês enrolado, pelo vinho ou pela péssima dicção. Isso pouco importa.<br />
<br />
Devo ressaltar que apenas sairei esta noite porque tenho saudades de Amanda. Da sua voz grossa, como a de uma cantora negra de R&amp;B nascida no Mississipi, na vida passada fora uma escrava provavelmente, que cantava as dores de um dia ao lavar os poucos trapos que tinha. A voz exalta sua beleza caucasiano-italiana, com olhos levemente puxados, sorriso que mostra apenas os dentes de cima, uma beleza sem mácula do tempo, do ambiente e das pessoas. A única marca em seu rosto talvez seja das lágrimas que deixa cair. Sensível, amável e volúvel – eterna insatisfeita.<br />
<br />
Vou sem avisar. A única vantagem de ser sexta-feira é que eu sei onde ela estará, espero conseguir convencê-la a ir para outro lugar. Com certeza estará no Louvre, aproveitando que as sextas-feiras à noite o museu fica aberto e não é preciso pagar. Ela estará onde há peças egípcias. Visto um casaco surrado do Bruno, dono do prédio onde loco este apartamento, que guarda um maço de cigarros e um cantil vazio no bolso interno – que espera desesperadamente, quase como uma criança, ficar cheio até o gargalo. Todavia, dessa vez não irei de carro. Paris de carro é como beber vinho sem fazer sexo após.<br />
<br />
O metrô é a melhor opção. Algumas estações, algumas pessoas estranhamente parisienses – deslocadas em seu próprio habitat. “Odeio Paris no verão”, diz uma loira que não sabe como dosar o perfume que usa. A maior reclamação das pessoas que não conseguem viajar no verão é que a cidade não é para quem mora nela, é apenas para os estrangeiros. A classe média delira com nossas estátuas, museus, catedrais e no final vai até a Virgin para comprar algum eletrônico. Para falar a verdade, o que importa? O problema de Paris são as sextas-feiras, o resto é suportável.<br />
<br />
Chego ao Louvre pouco depois das nove da noite, esperando ansioso para vê-la, mas antes preciso de um cigarro-calmante, de um alívio ao soltar o ar que sai da minha boca. O cigarro é meu calmante e nada me faltará, apenas ela. O que há de tão belo em Paris que minha fumaça só faz enaltecer? Será que estou precisando de uma boa conversa, um bom vinho tinto, um bom vento nos cabelos, uns bons guris me pedindo trocado, um café amargo; a verborragia da amargura. Não interessa.<br />
<br />
Passo por esfinges, por pinturas e chego até as múmias. Lá está ela, vestindo uma blusinha preta, um sutiã vermelho (noto por causa das alças), um cachecol amarelo em volta do pescoço, calças jeans e sua bolsa de sempre, a do gato Felix. Amanda observa cuidadosamente os gatos empoleirados dos faraós. “Chats Perchès”, lembro. Ela adora gatos e eles a adoram. Quando está com Kittie, sua gata, Amanda conversa com ela pelos olhos, até em voz alta como Alice; recebe carinho, dá o colo para a soneca felina e recebe a confiança depositada em sete vidas não gastas. Ela permanece fixa ao ver os gatos, move apenas a ponta do nariz, como se evitasse chorar ver tanta beleza em apenas uma peça. “Salut, ma chérie”, falo com a voz calma para não assustá-la, “Servus, lieber Freund.”, sempre que pode, ela responde em alemão. E não existe nada mais bonito em uma mulher do que dominar este idioma. Ela sabe disso e me sorri de volta. Não sei se sou eu, minha visão embriagada por seu sorriso ou se é o ar que trouxe de fora no peito, mas ela estava inominável, inefável, inebriante e inquieta. Amanda era impessoal e isso que despertava meu interesse por ela, seu estado de estar fora dos padrões ou intrinsecamente ser uma pessoa que o mundo não merecia; um felino que ao andar chama a atenção, mas querendo sempre estar no seu canto, no colo de alguém, deixando o tempo levar suas vontades. Amanda era aquele sonho que não lembramos na manhã seguinte, mas temos certeza de que foi bonito.<br />
<br />
Ao sair do museu, nada mais apropriado: um vinho, um pequeno espaço a beira do Sena e Amanda. Ela deita no meu ombro e chora sem falar nada. O movimento é incógnito. E para ser sincero, não espero motivos, acasos e verdades, espero apenas que ela possa confiar suas lágrimas no meu casaco emprestado. Confio minha mão com a dela. Já acomodada ao meu silêncio, ela ronrona, esfrega o cabelo e quando me abraça é como se quebrasse minha espinha. O paraíso está longe. E eu não sei como eu poderia esquecer o que ela é para mim. O que representa não apenas fisicamente, quando faz minhas pernas tremerem, mas espiritualmente quando faz eu me sentir em paz. Quando me faz sentir que uma vida é o suficiente para estar com ela. O vento leva suas lágrimas.<br />
<br />
E era bem quando a noite estava encontrando o dia e a Lua, nosso satélite, deixava o céu, que Amanda repousou sua cabeça no meu colo. Aconchegando-se levemente, sem fazer muito esforço. Ela aperta mais forte minha mão e se entrega ao sono em meio à música que ainda tocava em sua cabeça. “Ne me quitte pás/ Je t'inventerai/ Des mots insensés/ Que tu comprendras”, ela canta em um tom inaudível.  Consegui contemplar sua respiração e seu sorriso que demonstrava que estava em um sono profundo e sossegado como há tempos precisava; sonhou com o que devia sonhar e nisso eu não interferiria.<br />
<br />
“Não ouse esquecer de mim”, sussurrei em seu ouvido passando a mão pela maçã rosada do rosto. Ela respirou fundo: “Nie...”, foi a resposta que recebi. Essa foi a última vez que ela sonhou comigo, se é que era comigo. Adormeci também. Quando acordei, ela havia sumido.<br />
<br />
Era dia em Paris novamente, voltei para o metrô.<br />
<br />
Entrei no vagão, sentei e olhei um velho senhor tocar Sinatra em uma sanfona. O assento perto da janela está vago. Um gato branco de pêlos longos pulou do banco de trás para o que estava ao meu lado. Meu espanto roubou as palavras. Ele permanecia estático como se observasse a paisagem subterrânea. “Um gato branco”, disse antes que ele pulasse no meu colo e me encarasse como se há anos estivesse me procurando. Serei um gato empoleirado na próxima vida, ronronando a preguiça.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Um novo escurecer: Tradição]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1528</link>
			<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 11:20:56 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Breno C.</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1528</guid>
			<description><![CDATA[Segundo conto da série que estou escrevendo sobre as criaturas das trevas, mas precisamente conhecidos como vampiros.<br />
Esse conto, provavelmente será divido em três partes e pretendo postar a segunda ainda esse semana.<br />
Ahhh! Mais uma tentativa minha de ilustas uma capa ou algo do tipo.<br />
<div style="text-align: center;">****</div>
<div style="text-align: center;"><a href="http://imageshack.us" target="_blank"><img src="http://img209.imageshack.us/img209/7785/tradiofinalcpiawk4.jpg" border="0" alt="[Imagem: tradiofinalcpiawk4.jpg&#93;" /></a><br />
<a href="http://g.imageshack.us/img209/tradiofinalcpiawk4.jpg/1/" target="_blank"><img src="http://img209.imageshack.us/img209/tradiofinalcpiawk4.jpg/1/w470.png" border="0" alt="[Imagem: w470.png&#93;" /></a></div>
<br />
<div style="text-align: center;">Um novo escurecer: Tradição (Parte I)</div>
<div style="text-align: justify;">
Existem elementos socais que duram mais do que deveriam, se mantendo inalterados mesmo quando o mundo todo muda, fazendo até com que duvidemos dessa globalização que deveria criar modernidade e não fazer com que ritos de passagem se tornassem tão importantes. “Os velhos hábitos tinham que cair para dar lugar a razão do jovem”. Pelo menos era assim que Jonathan pensava antes de ser promovido do cargo de gerente de importação para vice-presidente de relações exteriores. Ele trabalhava no Grupo Yamada, que é conhecido no mundo inteira como a organização mais tradicionalista. Um exemplo claro dessas tradições eram os ritos pelos quais os funcionários promovidos tinham que passar antes de assumirem seus novos cargos e para o azar de Jonathan, o rito mais difícil e mais respeitado era para o cargo de vice-presidência.<br />
<br />
	Sua trajetória dentro de empresa era algo para se respeitar, mas sua história de vida era mais impressionante. O único brasileiro em uma turma de quinze pessoas que se formavam em Administração na melhor universidade da Inglaterra e também era o único afro descendente. Seu desempenho na academia lhe rendeu o melhor estágio que poderia ser paga para um estrangeiro e sua escolha pelas línguas asiáticas fez com que as portas se abrissem para ele na terra do sol nascente. Em menos de dois anos já era funcionário do tradicional Grupo Yamada de transporte de cargas. Um exemplo como homem e como desportista, mantinha uma rotina quase inalterada a cinco anos, correndo quatro quilômetros todos os dias, não importando aonde estivesse. Físico perfeito associado a uma mente brilhante.<br />
<br />
	Jonathan era o que podemos chamar de homem modelo, mas agora estava dentro de um avião junto de sua namorada indo cumprir um ritual de iniciação bem no meio do Japão, se deslocar não era o problema para ele, ainda porque amava o Japão desde que fora lá pela primeira vez fazer o curso de emersão na língua nipônica. O que fazia dessa viagem uma coisa estressante eram os livros que ele tinha que ler antes de chegar a mansão da família Yamada. Eram livros contando a história da família no Japão e ainda havia a regra idiota de não ler o livro preto até que estivesse dentro da mansão. “Tudo muito tradicional e chato” pensou enquanto abria o quinto livro.<br />
<br />
	Os livros contavam mesmo toda a história dos Yamada dentro e fora de seu país, sempre ressaltando como essa foi a única família remanescente do período feudal do japonês a manter os ensinos e treinamentos da arte samurai aos seus protetores e como eles haviam dominado o mercado mesmo durante as guerras e revoluções internas. Aquela leitura racista e ufanista, só servia para mostrar a Jonathan o quanto ela era especial sendo um estrangeiro a conseguir tal cargo como a vice-presidência de um setor.<br />
<br />
- Querido você está lendo essas coisas desde que ficou sabendo da promoção. Você não acha que está na hora de dar uma parada?<br />
<br />
	Ele olhou para sua linda namorada enquanto ela alisava seu cabelo com as costas da mão e dizia o quanto era importante ele chegar descansado. Ela também era de certa forma uma prova de que Jonathan era especial. Uma das atrizes mais lindas que o mundo já viu, ganhadora de dois Oscar, a primeira brasileira. Tinha olhos cor de avelã e uma pele morena, mas ao mesmo tempo clara, e tudo isso emoldurado pelos cabelos escuros como a noite. Era realmente uma jóia para Jonathan e ele a amava, tinha certeza disso como tinha de que nada faria com que eles se separassem.<br />
<br />
	Finalmente o avião pousou, foram dezoito horas dentro do jatinho da empresa. Alegria não era bem o sentimento que Jonathan estava sentindo, desde de criança aprendera a não dar muito valor às conquistas depois de efetuados e sempre pensar que existe mais a ser conquistado, “um mundo inteiro” como seu pai costumava dizer. Mas mesmo assim ele não podia esconder que estava um pouco nervoso em relação aquela situação toda.<br />
<br />
	Uma limusine preta o esperava enfrente ao aeroporto, um clássico clichê dos grandes empresários, nenhum deles andava em outro tipo de carro quando estava se transportando por ruas de grandes cidades. Servia para mostrar que estavam acima dos mortais fora do carro. Ele se lembrava de um episodio lamentável dentro de uma limusine quando ainda era só um funcionário e havia sido chamado para ser o carregador em jogo de golfe dos chefões da empresa, estava passando mal e acabou por vomitar todo o café da manhã dentro do carro, mas diferente de que pensava, apenas recebeu risadas quando olhou para os outros que dividiam o espaço. Mas agora o triste episódio havia ficado para trás e ele teria uma ótima viagem de alguns minutos até a tal de mansão Yamada.<br />
<br />
	Tentou abaixar o vidro que o separava do motorista, mas não conseguiu, então resolveu ligar para o celular de Izume, sua assistente, agora havia um mau pressentimento que passava por sua mente, ele sabia que alguma coisa estava errada. “Este telefone se encontra desligado ou fora de cobertura, por favor deixe seu recado na caixa postal”<br />
<br />
- Izume, faça o favor de me ligar assim que escutar essa... – mas ele não conseguiu terminar sua mensagem, porque um gás esverdeado era expelido pelas saídas de ar, fazendo com ele ficasse sonolento, caindo desmaiado logo em seguida.<br />
</div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Segundo conto da série que estou escrevendo sobre as criaturas das trevas, mas precisamente conhecidos como vampiros.<br />
Esse conto, provavelmente será divido em três partes e pretendo postar a segunda ainda esse semana.<br />
Ahhh! Mais uma tentativa minha de ilustas uma capa ou algo do tipo.<br />
<div style="text-align: center;">****</div>
<div style="text-align: center;"><a href="http://imageshack.us" target="_blank"><img src="http://img209.imageshack.us/img209/7785/tradiofinalcpiawk4.jpg" border="0" alt="[Imagem: tradiofinalcpiawk4.jpg]" /></a><br />
<a href="http://g.imageshack.us/img209/tradiofinalcpiawk4.jpg/1/" target="_blank"><img src="http://img209.imageshack.us/img209/tradiofinalcpiawk4.jpg/1/w470.png" border="0" alt="[Imagem: w470.png]" /></a></div>
<br />
<div style="text-align: center;">Um novo escurecer: Tradição (Parte I)</div>
<div style="text-align: justify;">
Existem elementos socais que duram mais do que deveriam, se mantendo inalterados mesmo quando o mundo todo muda, fazendo até com que duvidemos dessa globalização que deveria criar modernidade e não fazer com que ritos de passagem se tornassem tão importantes. “Os velhos hábitos tinham que cair para dar lugar a razão do jovem”. Pelo menos era assim que Jonathan pensava antes de ser promovido do cargo de gerente de importação para vice-presidente de relações exteriores. Ele trabalhava no Grupo Yamada, que é conhecido no mundo inteira como a organização mais tradicionalista. Um exemplo claro dessas tradições eram os ritos pelos quais os funcionários promovidos tinham que passar antes de assumirem seus novos cargos e para o azar de Jonathan, o rito mais difícil e mais respeitado era para o cargo de vice-presidência.<br />
<br />
	Sua trajetória dentro de empresa era algo para se respeitar, mas sua história de vida era mais impressionante. O único brasileiro em uma turma de quinze pessoas que se formavam em Administração na melhor universidade da Inglaterra e também era o único afro descendente. Seu desempenho na academia lhe rendeu o melhor estágio que poderia ser paga para um estrangeiro e sua escolha pelas línguas asiáticas fez com que as portas se abrissem para ele na terra do sol nascente. Em menos de dois anos já era funcionário do tradicional Grupo Yamada de transporte de cargas. Um exemplo como homem e como desportista, mantinha uma rotina quase inalterada a cinco anos, correndo quatro quilômetros todos os dias, não importando aonde estivesse. Físico perfeito associado a uma mente brilhante.<br />
<br />
	Jonathan era o que podemos chamar de homem modelo, mas agora estava dentro de um avião junto de sua namorada indo cumprir um ritual de iniciação bem no meio do Japão, se deslocar não era o problema para ele, ainda porque amava o Japão desde que fora lá pela primeira vez fazer o curso de emersão na língua nipônica. O que fazia dessa viagem uma coisa estressante eram os livros que ele tinha que ler antes de chegar a mansão da família Yamada. Eram livros contando a história da família no Japão e ainda havia a regra idiota de não ler o livro preto até que estivesse dentro da mansão. “Tudo muito tradicional e chato” pensou enquanto abria o quinto livro.<br />
<br />
	Os livros contavam mesmo toda a história dos Yamada dentro e fora de seu país, sempre ressaltando como essa foi a única família remanescente do período feudal do japonês a manter os ensinos e treinamentos da arte samurai aos seus protetores e como eles haviam dominado o mercado mesmo durante as guerras e revoluções internas. Aquela leitura racista e ufanista, só servia para mostrar a Jonathan o quanto ela era especial sendo um estrangeiro a conseguir tal cargo como a vice-presidência de um setor.<br />
<br />
- Querido você está lendo essas coisas desde que ficou sabendo da promoção. Você não acha que está na hora de dar uma parada?<br />
<br />
	Ele olhou para sua linda namorada enquanto ela alisava seu cabelo com as costas da mão e dizia o quanto era importante ele chegar descansado. Ela também era de certa forma uma prova de que Jonathan era especial. Uma das atrizes mais lindas que o mundo já viu, ganhadora de dois Oscar, a primeira brasileira. Tinha olhos cor de avelã e uma pele morena, mas ao mesmo tempo clara, e tudo isso emoldurado pelos cabelos escuros como a noite. Era realmente uma jóia para Jonathan e ele a amava, tinha certeza disso como tinha de que nada faria com que eles se separassem.<br />
<br />
	Finalmente o avião pousou, foram dezoito horas dentro do jatinho da empresa. Alegria não era bem o sentimento que Jonathan estava sentindo, desde de criança aprendera a não dar muito valor às conquistas depois de efetuados e sempre pensar que existe mais a ser conquistado, “um mundo inteiro” como seu pai costumava dizer. Mas mesmo assim ele não podia esconder que estava um pouco nervoso em relação aquela situação toda.<br />
<br />
	Uma limusine preta o esperava enfrente ao aeroporto, um clássico clichê dos grandes empresários, nenhum deles andava em outro tipo de carro quando estava se transportando por ruas de grandes cidades. Servia para mostrar que estavam acima dos mortais fora do carro. Ele se lembrava de um episodio lamentável dentro de uma limusine quando ainda era só um funcionário e havia sido chamado para ser o carregador em jogo de golfe dos chefões da empresa, estava passando mal e acabou por vomitar todo o café da manhã dentro do carro, mas diferente de que pensava, apenas recebeu risadas quando olhou para os outros que dividiam o espaço. Mas agora o triste episódio havia ficado para trás e ele teria uma ótima viagem de alguns minutos até a tal de mansão Yamada.<br />
<br />
	Tentou abaixar o vidro que o separava do motorista, mas não conseguiu, então resolveu ligar para o celular de Izume, sua assistente, agora havia um mau pressentimento que passava por sua mente, ele sabia que alguma coisa estava errada. “Este telefone se encontra desligado ou fora de cobertura, por favor deixe seu recado na caixa postal”<br />
<br />
- Izume, faça o favor de me ligar assim que escutar essa... – mas ele não conseguiu terminar sua mensagem, porque um gás esverdeado era expelido pelas saídas de ar, fazendo com ele ficasse sonolento, caindo desmaiado logo em seguida.<br />
</div>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Escolha do quinto livro]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1527</link>
			<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 08:36:47 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Anica</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1527</guid>
			<description><![CDATA[Obras sugeridas:<br />
<br />
Esaú e Jacó (Machado de Assis)<br />
Perto do Coração Selvagem (Clarice Lispector)<br />
Por quem os Sinos Dobram (Hemingway)<br />
A Luneta Mágica (Joaquim Manuel de Macedo)<br />
A Casa dos Budas Ditosos (João Ubaldo Ribeiro)<br />
Hamlet (Shakespeare)<br />
O Iluminado (Stephen King)<br />
A Revolução dos Bichos (Orwell)<br />
O amor nos tempos do cólera (Gabriel Garcia Marquez)<br />
Romeu e Julieta (Shakespeare)<br />
<br />
<br />
***************<br />
<br />
A enquete é pública e isso significa que aparecerá quem votou em quem. O prazo para essa enquete é de 7 dias. Membros do fórum que não participam do clube podem votar e podem passar a fazer parte do clube a qualquer momento, bem como participar das discussões sobre os livros.<br />
<br />
<br />
***************<br />
<br />
Não esqueçam que estamos decidindo apenas qual será o quinto livro. Isso não significa que os demais não serão lidos, vai depender apenas de quando eles forem escolhidos em enquete.<br />
<br />
***************<br />
<br />
Em caso de empate, vale o livro que foi indicado antes.<br />
<br />
<br />
***************<br />
<br />
UM RECADO GERAL: Se você gosta muito, muito, muito do livro (ou seja, já leu e se apaixonou) e quer votar nele para que outras pessoas ou leiam, pelo menos faça o favor de participar das discussões depois. O mesmo vale para votos do tipo "voto nesse porque esse eu já li" (aliás, ESPECIALMENTE para esse segundo caso).<br />
<br />
Não digo que seja necessário debater TODOS os capítulos, mas pelo menos uma colaboração esporádica para fazer o negócio funcionar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Obras sugeridas:<br />
<br />
Esaú e Jacó (Machado de Assis)<br />
Perto do Coração Selvagem (Clarice Lispector)<br />
Por quem os Sinos Dobram (Hemingway)<br />
A Luneta Mágica (Joaquim Manuel de Macedo)<br />
A Casa dos Budas Ditosos (João Ubaldo Ribeiro)<br />
Hamlet (Shakespeare)<br />
O Iluminado (Stephen King)<br />
A Revolução dos Bichos (Orwell)<br />
O amor nos tempos do cólera (Gabriel Garcia Marquez)<br />
Romeu e Julieta (Shakespeare)<br />
<br />
<br />
***************<br />
<br />
A enquete é pública e isso significa que aparecerá quem votou em quem. O prazo para essa enquete é de 7 dias. Membros do fórum que não participam do clube podem votar e podem passar a fazer parte do clube a qualquer momento, bem como participar das discussões sobre os livros.<br />
<br />
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<br />
Não esqueçam que estamos decidindo apenas qual será o quinto livro. Isso não significa que os demais não serão lidos, vai depender apenas de quando eles forem escolhidos em enquete.<br />
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***************<br />
<br />
Em caso de empate, vale o livro que foi indicado antes.<br />
<br />
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***************<br />
<br />
UM RECADO GERAL: Se você gosta muito, muito, muito do livro (ou seja, já leu e se apaixonou) e quer votar nele para que outras pessoas ou leiam, pelo menos faça o favor de participar das discussões depois. O mesmo vale para votos do tipo "voto nesse porque esse eu já li" (aliás, ESPECIALMENTE para esse segundo caso).<br />
<br />
Não digo que seja necessário debater TODOS os capítulos, mas pelo menos uma colaboração esporádica para fazer o negócio funcionar.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Música, Ídolos e Poder - do Vinil ao Download (André Midani)]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1525</link>
			<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 21:32:43 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Anica</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1525</guid>
			<description><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Deixando de lado os casos de pessoas que vivem de música ou são obcecadas pelo assunto o fato é que o público em geral tem contato basicamente com o produto final e o artista, esquecendo que existe todo um processo bem longo e complicado entre a composição e a venda de uma canção. E é justamente aí que entra o ponto alto de Música, Ídolos e Poder - do Vinil ao Download do André Midani: pelo autor ter sido parte tão importante em muito do que ouvimos hoje como nossa MPB, vemos muito mais desse processo.<br />
<br />
A Bossa Nova, a Tropicália, as carreiras solo de Erasmo Carlos e Rita Lee, Tim Maia, Kid Abelha, Barão Vermelho, Titãs… Você pensa em qualquer coisa criada no Brasil até os anos 90 e pode ter certeza que tem o dedo desse Midani no meio. E mesmo nas figuras que ele não “descobriu”, nos grandes momentos desses artistas ele esteve presente (caso de Chico Buarque, por exemplo).</div>
<br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2008/11/18/musica-idolos-e-poder-do-vinil-ao-download-andre-midani/" target="_blank">Leia Mais...</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Deixando de lado os casos de pessoas que vivem de música ou são obcecadas pelo assunto o fato é que o público em geral tem contato basicamente com o produto final e o artista, esquecendo que existe todo um processo bem longo e complicado entre a composição e a venda de uma canção. E é justamente aí que entra o ponto alto de Música, Ídolos e Poder - do Vinil ao Download do André Midani: pelo autor ter sido parte tão importante em muito do que ouvimos hoje como nossa MPB, vemos muito mais desse processo.<br />
<br />
A Bossa Nova, a Tropicália, as carreiras solo de Erasmo Carlos e Rita Lee, Tim Maia, Kid Abelha, Barão Vermelho, Titãs… Você pensa em qualquer coisa criada no Brasil até os anos 90 e pode ter certeza que tem o dedo desse Midani no meio. E mesmo nas figuras que ele não “descobriu”, nos grandes momentos desses artistas ele esteve presente (caso de Chico Buarque, por exemplo).</div>
<br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2008/11/18/musica-idolos-e-poder-do-vinil-ao-download-andre-midani/" target="_blank">Leia Mais...</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Punição]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1524</link>
			<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 15:06:07 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Alisson Peixoto</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1524</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-style: italic;">Bem, o conto que segue é meio insólito... Talvez por isso tenha hesitado tanto em postá-lo por aqui. Mas resolvi dar uma chance a esse texto, e gostaria muito da opinião de vocês.<img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/icon_xd.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="XD" title="XD" /> <br />
Críticas são bem vindas... E, se alguém tiver uma sugestão melhor de título, pode postar.<img src="http://www.meiapalavra.com.br/images/smilies/uhum.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="uhum" title="uhum" /><br />
Então, pessoal... Boa leitura!</span> <img src="http://www.meiapalavra.com.br/images/smilies/dente.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Dente" title="Dente" /><br />
<br />
_______________________________________________________________________________<br />
<br />
Punição<br />
<br />
<br />
Esperou as outras irmãs se recolherem e andou cautelosamente até os aposentos daquela que lhe despertava desconfiança. Já era bem tarde, e os corredores do Juvenato Maria da Paz pareciam reproduzir o sombrio silêncio que havia lá fora. Segurando uma vela com uma das mãos, Madre Mirtes tirou do bolso de seu hábito uma velha chave de prata, já um pouco desgastada pelo tempo. Só ela sabia da existência daquele objeto, que abria todas as trancas do convento. Empurrou-a devagar contra a fechadura do quarto de Giovana, noviça cujo comportamento incomodara seriamente a Madre Superiora nos últimos meses. Abriu silenciosamente a porta da clausura. “Esse é o momento em que tudo será descoberto”, pensou, sorrindo com satisfação.<br />
<br />
A escuridão do quarto foi rompida pela luz oscilante proveniente do castiçal da freira. Percorreu o lugar com a vela e percebeu que o quarto estava vazio. Pareceu-lhe que suas piores hipóteses tinham se confirmado: a irmã Giovana havia fugido. A cama ainda estava arrumada, intacta, com o crucifixo de madeira pousado sobre os lençóis de linho. “Ela sequer se ajoelhou diante do leito para fazer sua oração noturna”. Pegou uma lanterna que estava largada no chão: achou, por algum motivo incerto, que precisaria dela naquela noite. Ligou-a e apagou a vela, deixando o castiçal em cima do criado-mudo. Olhou para o retrato de Jesus Cristo pendurado na parede e, em pensamento, culpou-se pelas atitudes da pupila. “Não estou conseguindo educar a irmã Giovana segundo as normas da Igreja”, resmungou para si, angustiada.<br />
<br />
A janela de madeira não havia sido fechada no ferrolho. Madre Mirtes abriu-a, procurando algum vestígio que a fugitiva pudesse ter deixado. Sentiu o vento gelado que vinha de fora acariciar seu rosto, e imaginou como a noviça poderia ter escapado... Subitamente, a idéia lhe ocorreu: em frente àquele quarto havia uma mangueira, cuja copa ficava ao nível da janela. Achou isso um absurdo, mas teve que admitir que não seria difícil para Giovana, que crescera em um sítio e fora acostumada a trepar em árvores quando criança, esgueirar-se por entre os galhos  e saltar para o jardim do Juvenato. “Que palhaçada você me arrumou, hein, menina?!”, pensou a Madre Superiora, enchendo-se de raiva. “Mas hoje eu irei flagrá-la...”.<br />
<br />
Saiu do quarto, trancou a porta e atravessou os corredores em silêncio. Carregava agora uma expressão austera no rosto. Nunca aquilo havia acontecido com uma de suas noviças. Não deixaria que o Senhor a penalizasse por um erro de uma garota dissoluta. A freira estava determinada a encontrar Giovana, castigá-la e mandá-la de volta para as brenhas de onde tinha saído. Aquela garota podia possuir vocação para tudo, menos para servir a Deus.<br />
	<br />
Quando fora apresentada a Giovana, há um ano, Mirtes espantara-se com sua beleza e entusiasmo. A jovem, de longos cabelos ruivos e olhos verdes, dizia que ser uma religiosa era o maior sonho de sua vida. Não obstante a aparência da moça, a Madre acreditou naquela conversa e acolheu a estranha como uma de suas alunas. Uma atitude impensada que gerara péssimas conseqüências...<br />
<br />
Giovana revelara-se uma mulher inconstante, rebelde e misteriosa... Desde o início de sua estadia no Juvenato, demonstrava ser um pouco excêntrica, mas não ao ponto de deixar a Madre desconfiada. Porém, depois de seu aniversário de dezoito anos (que passara na casa dos pais), a noviça começou a despertar a preocupação de suas companheiras e da diretora do convento. Freqüentemente, tinha ataques de histeria e enclausurava-se cedo demais. Pelo menos uma vez por semana, chegava atrasada no café da manhã e permanecia calada o dia inteiro.<br />
<br />
Madre Mirtes tinha certeza de que a jovem estava apaixonada. Para ela, estava claro que Giovana, toda semana, escapava do convento para encontrar-se com algum amante, e isso devia estar deixando a aspirante a freira perturbada... “Mas essa história está prestes a acabar”, pensou, descendo as escadas que levavam ao térreo do Juvenato. “Nenhuma noviça aqui viola o voto da castidade sem sofrer severa punição...”.<br />
<br />
O belo jardim, que pela manhã era colorido e alegre, àquele horário parecia refletir a obscuridade que tingia o céu noturno. Não era mulher dada a superstições, mas Madre Mirtes estremeceu ao ver os contornos das árvores e imaginar criaturas perversas prestes a atacá-la... “Meu Deus... Esses problemas estão me fazendo enlouquecer...”, concluiu, agarrando com força o rosário que carregava no pescoço. Pressentia que algo ruim estava por vir...<br />
<br />
O Juvenato Maria da Paz ficava no pé de uma colina afastada do centro do município de Ararinhas, perto da qual só existiam casas de humildes camponeses e pequenos agricultores.  Fora construída em frente a uma estrada de terra ladeada por um cercado que a separava de um matagal fechado, onde os moleques gostavam de brincar, para o desespero dos pais. Embora não aceitasse isto, Madre Mirtes era uma mulher intuitiva, e algo lhe dizia que Giovana estava por ali...  Sentiu uma pontada de ódio ao imaginar a irmã trocando carícias com seu amante, ambos nus e escondidos no meio do mato... Isso precisava ser corrigido! Ela, no papel de Superiora, tinha que zelar pela integridade de suas meninas.<br />
<br />
Reunindo a pouca coragem que tinha, levantou o hábito e atravessou o buraco existente no cercado, por onde as crianças passavam para adentrar o matagal. O arame farpado arranhou-lhe dolorosamente, salpicando de púrpura sua pele pálida. A fraca luminosidade que vinha de sua lanterna permitia-lhe ver muito pouco entre as inúmeras árvores ao redor.<br />
<br />
Desnorteada, tropeçou e sentiu o rosto colidir contra os pedregulhos no chão... Dor. Levantou-se, limpando suas vestes. Sua lanterna, caída, apontava para algo à sua direita. Seu estômago revirou... Abaixou-se e pegou aquele monte de pano que estava largado à luz da lanterna. Eram roupas. Uma longa saia cinza, sapatos e uma blusa marfim. Os trajes que as noviças do Maria da Paz usavam. Tateou ao redor e encontrou um rosário largado no chão, junto com algumas peças íntimas...<br />
<br />
- Giovana, sua pervertida! – gritou, com ferocidade. - Apareça já, junto com esse seu namorado nojento... Eu sei que você está por aqui! <br />
<br />
A freira parou no momento em que ruídos estranhos invadiram seus ouvidos. Sentiu o coração gelar ao escutar cascos galoparem em sua direção. Um relincho alto e estridente se espalhou pela noite, rasgando o silêncio que havia no matagal... Terror. Sua visão embaçou, mas Mirtes conseguiu distinguir um ponto de luz que se aproximava à sua frente. O rincho ecoou novamente, mas parecia agora mais forte.<br />
<br />
Os contornos de uma criatura negra, eqüina, começavam a aparecer diante dela. Era uma mula, acéfala, e de seu pescoço saía um fogo crepitante. A religiosa, ao ver o bicho saltar em sua direção, fez o sinal da cruz. Esse foi seu último gesto. E aquelas chamas, de um tom ardente como os cabelos de Giovana, formaram a última imagem que seus olhos captaram antes de se fecharem eternamente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-style: italic;">Bem, o conto que segue é meio insólito... Talvez por isso tenha hesitado tanto em postá-lo por aqui. Mas resolvi dar uma chance a esse texto, e gostaria muito da opinião de vocês.<img src="http://www.meiapalavra.com.br//images/smilies/icon_xd.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="XD" title="XD" /> <br />
Críticas são bem vindas... E, se alguém tiver uma sugestão melhor de título, pode postar.<img src="http://www.meiapalavra.com.br/images/smilies/uhum.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="uhum" title="uhum" /><br />
Então, pessoal... Boa leitura!</span> <img src="http://www.meiapalavra.com.br/images/smilies/dente.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Dente" title="Dente" /><br />
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Punição<br />
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<br />
Esperou as outras irmãs se recolherem e andou cautelosamente até os aposentos daquela que lhe despertava desconfiança. Já era bem tarde, e os corredores do Juvenato Maria da Paz pareciam reproduzir o sombrio silêncio que havia lá fora. Segurando uma vela com uma das mãos, Madre Mirtes tirou do bolso de seu hábito uma velha chave de prata, já um pouco desgastada pelo tempo. Só ela sabia da existência daquele objeto, que abria todas as trancas do convento. Empurrou-a devagar contra a fechadura do quarto de Giovana, noviça cujo comportamento incomodara seriamente a Madre Superiora nos últimos meses. Abriu silenciosamente a porta da clausura. “Esse é o momento em que tudo será descoberto”, pensou, sorrindo com satisfação.<br />
<br />
A escuridão do quarto foi rompida pela luz oscilante proveniente do castiçal da freira. Percorreu o lugar com a vela e percebeu que o quarto estava vazio. Pareceu-lhe que suas piores hipóteses tinham se confirmado: a irmã Giovana havia fugido. A cama ainda estava arrumada, intacta, com o crucifixo de madeira pousado sobre os lençóis de linho. “Ela sequer se ajoelhou diante do leito para fazer sua oração noturna”. Pegou uma lanterna que estava largada no chão: achou, por algum motivo incerto, que precisaria dela naquela noite. Ligou-a e apagou a vela, deixando o castiçal em cima do criado-mudo. Olhou para o retrato de Jesus Cristo pendurado na parede e, em pensamento, culpou-se pelas atitudes da pupila. “Não estou conseguindo educar a irmã Giovana segundo as normas da Igreja”, resmungou para si, angustiada.<br />
<br />
A janela de madeira não havia sido fechada no ferrolho. Madre Mirtes abriu-a, procurando algum vestígio que a fugitiva pudesse ter deixado. Sentiu o vento gelado que vinha de fora acariciar seu rosto, e imaginou como a noviça poderia ter escapado... Subitamente, a idéia lhe ocorreu: em frente àquele quarto havia uma mangueira, cuja copa ficava ao nível da janela. Achou isso um absurdo, mas teve que admitir que não seria difícil para Giovana, que crescera em um sítio e fora acostumada a trepar em árvores quando criança, esgueirar-se por entre os galhos  e saltar para o jardim do Juvenato. “Que palhaçada você me arrumou, hein, menina?!”, pensou a Madre Superiora, enchendo-se de raiva. “Mas hoje eu irei flagrá-la...”.<br />
<br />
Saiu do quarto, trancou a porta e atravessou os corredores em silêncio. Carregava agora uma expressão austera no rosto. Nunca aquilo havia acontecido com uma de suas noviças. Não deixaria que o Senhor a penalizasse por um erro de uma garota dissoluta. A freira estava determinada a encontrar Giovana, castigá-la e mandá-la de volta para as brenhas de onde tinha saído. Aquela garota podia possuir vocação para tudo, menos para servir a Deus.<br />
	<br />
Quando fora apresentada a Giovana, há um ano, Mirtes espantara-se com sua beleza e entusiasmo. A jovem, de longos cabelos ruivos e olhos verdes, dizia que ser uma religiosa era o maior sonho de sua vida. Não obstante a aparência da moça, a Madre acreditou naquela conversa e acolheu a estranha como uma de suas alunas. Uma atitude impensada que gerara péssimas conseqüências...<br />
<br />
Giovana revelara-se uma mulher inconstante, rebelde e misteriosa... Desde o início de sua estadia no Juvenato, demonstrava ser um pouco excêntrica, mas não ao ponto de deixar a Madre desconfiada. Porém, depois de seu aniversário de dezoito anos (que passara na casa dos pais), a noviça começou a despertar a preocupação de suas companheiras e da diretora do convento. Freqüentemente, tinha ataques de histeria e enclausurava-se cedo demais. Pelo menos uma vez por semana, chegava atrasada no café da manhã e permanecia calada o dia inteiro.<br />
<br />
Madre Mirtes tinha certeza de que a jovem estava apaixonada. Para ela, estava claro que Giovana, toda semana, escapava do convento para encontrar-se com algum amante, e isso devia estar deixando a aspirante a freira perturbada... “Mas essa história está prestes a acabar”, pensou, descendo as escadas que levavam ao térreo do Juvenato. “Nenhuma noviça aqui viola o voto da castidade sem sofrer severa punição...”.<br />
<br />
O belo jardim, que pela manhã era colorido e alegre, àquele horário parecia refletir a obscuridade que tingia o céu noturno. Não era mulher dada a superstições, mas Madre Mirtes estremeceu ao ver os contornos das árvores e imaginar criaturas perversas prestes a atacá-la... “Meu Deus... Esses problemas estão me fazendo enlouquecer...”, concluiu, agarrando com força o rosário que carregava no pescoço. Pressentia que algo ruim estava por vir...<br />
<br />
O Juvenato Maria da Paz ficava no pé de uma colina afastada do centro do município de Ararinhas, perto da qual só existiam casas de humildes camponeses e pequenos agricultores.  Fora construída em frente a uma estrada de terra ladeada por um cercado que a separava de um matagal fechado, onde os moleques gostavam de brincar, para o desespero dos pais. Embora não aceitasse isto, Madre Mirtes era uma mulher intuitiva, e algo lhe dizia que Giovana estava por ali...  Sentiu uma pontada de ódio ao imaginar a irmã trocando carícias com seu amante, ambos nus e escondidos no meio do mato... Isso precisava ser corrigido! Ela, no papel de Superiora, tinha que zelar pela integridade de suas meninas.<br />
<br />
Reunindo a pouca coragem que tinha, levantou o hábito e atravessou o buraco existente no cercado, por onde as crianças passavam para adentrar o matagal. O arame farpado arranhou-lhe dolorosamente, salpicando de púrpura sua pele pálida. A fraca luminosidade que vinha de sua lanterna permitia-lhe ver muito pouco entre as inúmeras árvores ao redor.<br />
<br />
Desnorteada, tropeçou e sentiu o rosto colidir contra os pedregulhos no chão... Dor. Levantou-se, limpando suas vestes. Sua lanterna, caída, apontava para algo à sua direita. Seu estômago revirou... Abaixou-se e pegou aquele monte de pano que estava largado à luz da lanterna. Eram roupas. Uma longa saia cinza, sapatos e uma blusa marfim. Os trajes que as noviças do Maria da Paz usavam. Tateou ao redor e encontrou um rosário largado no chão, junto com algumas peças íntimas...<br />
<br />
- Giovana, sua pervertida! – gritou, com ferocidade. - Apareça já, junto com esse seu namorado nojento... Eu sei que você está por aqui! <br />
<br />
A freira parou no momento em que ruídos estranhos invadiram seus ouvidos. Sentiu o coração gelar ao escutar cascos galoparem em sua direção. Um relincho alto e estridente se espalhou pela noite, rasgando o silêncio que havia no matagal... Terror. Sua visão embaçou, mas Mirtes conseguiu distinguir um ponto de luz que se aproximava à sua frente. O rincho ecoou novamente, mas parecia agora mais forte.<br />
<br />
Os contornos de uma criatura negra, eqüina, começavam a aparecer diante dela. Era uma mula, acéfala, e de seu pescoço saía um fogo crepitante. A religiosa, ao ver o bicho saltar em sua direção, fez o sinal da cruz. Esse foi seu último gesto. E aquelas chamas, de um tom ardente como os cabelos de Giovana, formaram a última imagem que seus olhos captaram antes de se fecharem eternamente.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Coraline]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1523</link>
			<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 13:15:36 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Alisson Peixoto</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1523</guid>
			<description><![CDATA[Bem, gostei bastante do livro, e tenho boas expectativas para essa adaptação... Torci o nariz quando soube que seria uma animação, mas pensando bem, um filme live-action não ia conseguir passar toda a riqueza da história original. Notícia mais recente sobre a produção:<br />
<br />
<blockquote><cite>Citar:</cite>A adaptação para as telas de Coraline, livro ilustrado de Neil Gaiman, teve divulgado mais um pôster. Ao contrário do primeiro, o segundo cartaz é repleto de cores. Confira na galeria.<br />
<br />
A animação conta a história de uma garotinha que vive com seus pais em um enorme e antigo casarão. Acostumada a explorar os vastos jardins e pátios, Coraline fica um dia trancada em casa por causa da chuva, aborrecida. Decide então contar as coisas azuis, as janelas e as portas - e atrás de uma delas acaba achando um universo alternativo, sombrio, estranho e aterrador, onde existem versões de seus pais com enormes botões no lugar dos olhos. <br />
<img src="http://www.omelete.com.br/imagens/diversos/coralineposter2.jpg" border="0" alt="[Imagem: coralineposter2.jpg&#93;" /> <br />
<br />
<img src="http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos2/coraline/poster.jpg" border="0" alt="[Imagem: poster.jpg&#93;" /><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
Henry Selick </span>(<span style="font-style: italic;">O Estranho Mundo de Jack</span>) adaptou o texto para o cinema e tem como co-diretor <span style="font-weight: bold;">Mike Cachuela,</span> veterano ilustrador de filmes como <span style="font-style: italic;">Os incríveis</span> e <span style="font-style: italic;">A noiva-cadáver</span>. Teri Hatcher (<span style="font-style: italic;">Desperate Housewifes</span>), Ian McShane (<span style="font-style: italic;">Deadwood</span>) são alguns dos dubladores. A produção fica por conta de Bill Mechanic e Mary Sandell e a banda They Might Be Giants escreve as canções do filme, que estréia nos EUA em fevereiro de 2009.</blockquote>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Bem, gostei bastante do livro, e tenho boas expectativas para essa adaptação... Torci o nariz quando soube que seria uma animação, mas pensando bem, um filme live-action não ia conseguir passar toda a riqueza da história original. Notícia mais recente sobre a produção:<br />
<br />
<blockquote><cite>Citar:</cite>A adaptação para as telas de Coraline, livro ilustrado de Neil Gaiman, teve divulgado mais um pôster. Ao contrário do primeiro, o segundo cartaz é repleto de cores. Confira na galeria.<br />
<br />
A animação conta a história de uma garotinha que vive com seus pais em um enorme e antigo casarão. Acostumada a explorar os vastos jardins e pátios, Coraline fica um dia trancada em casa por causa da chuva, aborrecida. Decide então contar as coisas azuis, as janelas e as portas - e atrás de uma delas acaba achando um universo alternativo, sombrio, estranho e aterrador, onde existem versões de seus pais com enormes botões no lugar dos olhos. <br />
<img src="http://www.omelete.com.br/imagens/diversos/coralineposter2.jpg" border="0" alt="[Imagem: coralineposter2.jpg]" /> <br />
<br />
<img src="http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos2/coraline/poster.jpg" border="0" alt="[Imagem: poster.jpg]" /><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
Henry Selick </span>(<span style="font-style: italic;">O Estranho Mundo de Jack</span>) adaptou o texto para o cinema e tem como co-diretor <span style="font-weight: bold;">Mike Cachuela,</span> veterano ilustrador de filmes como <span style="font-style: italic;">Os incríveis</span> e <span style="font-style: italic;">A noiva-cadáver</span>. Teri Hatcher (<span style="font-style: italic;">Desperate Housewifes</span>), Ian McShane (<span style="font-style: italic;">Deadwood</span>) são alguns dos dubladores. A produção fica por conta de Bill Mechanic e Mary Sandell e a banda They Might Be Giants escreve as canções do filme, que estréia nos EUA em fevereiro de 2009.</blockquote>
]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[A Nudez da Verdade - Fernando Sabino]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1522</link>
			<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 10:52:55 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Fernando Giacon</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1522</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-size: medium;"><span style="font-weight: bold;">A Nudez da Verdade</span></span> <br />
<img src="http://i345.photobucket.com/albums/p392/fernandogiacon/img23.jpg" border="0" alt="[Imagem: img23.jpg&#93;" /> <br />
<span style="font-style: italic;">"Sob o manto diáfano da fantasia, a nudez forte da verdade" - Eça de Queirós</span><br />
<br />
<span style="font-style: italic;">Por mim mesmo...</span><br />
Um livro cômico e muito hilário. Um homem nu corre pelas ruas do bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro. É Telmo Proença. Um professor sociólogo que depois de um farra com os amigos, acordou pela manhã no apartamento da amiga. Porém agora estava correndo pelado pelas ruas, e tentando se esconder dos olhares curiosos, e abismado das pessoas. Mas afinal, como alguém em pleno juizo faz uma coisa dessas? O caso é que nem ele próprio se lembrava direito. Apenas recordava que estava indo para um Congresso sobre folclore em São Paulo no dia anterior, e no Aeroporto tinha encontrado esses amigos, que no embalo das bebidas, e com a desculpa do vôo cancelado, foram fazer uma festinha na casa de Marialva. A amiga com que ele dormirá, e acordará no dia seguinte.<br />
Lembrava também, vagamente, que havia ido buscar um saco de pão num tapete na porta do apartamento, ainda nu, e que um vento forte tinha batido a porta, e ele vacilado ao ficar para lado de fora. Gritou. Chamou. Mas Marialva estava no banho cantarolando. E agora? O que seria do professor Proença? <br />
<br />
<span style="font-size: medium;">Mais sobre o livro...</span><br />
Lançado em 2002, o texto-livro "A Nudez da Verdade" faz parte de uma obra chamada "Aqui estamos todos nus", que era uma trilogia de novelas feitas por Sabino e publicadas pela Editora Ática. <br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Outros tópicos nessa mesma sessão: <br />
<a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=679" target="_blank">-Ferreira Gullar</a><br />
<a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=668" target="_blank">-Regina Lyra</a><br />
<a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=703" target="_blank">-Cora Coralina</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-size: medium;"><span style="font-weight: bold;">A Nudez da Verdade</span></span> <br />
<img src="http://i345.photobucket.com/albums/p392/fernandogiacon/img23.jpg" border="0" alt="[Imagem: img23.jpg]" /> <br />
<span style="font-style: italic;">"Sob o manto diáfano da fantasia, a nudez forte da verdade" - Eça de Queirós</span><br />
<br />
<span style="font-style: italic;">Por mim mesmo...</span><br />
Um livro cômico e muito hilário. Um homem nu corre pelas ruas do bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro. É Telmo Proença. Um professor sociólogo que depois de um farra com os amigos, acordou pela manhã no apartamento da amiga. Porém agora estava correndo pelado pelas ruas, e tentando se esconder dos olhares curiosos, e abismado das pessoas. Mas afinal, como alguém em pleno juizo faz uma coisa dessas? O caso é que nem ele próprio se lembrava direito. Apenas recordava que estava indo para um Congresso sobre folclore em São Paulo no dia anterior, e no Aeroporto tinha encontrado esses amigos, que no embalo das bebidas, e com a desculpa do vôo cancelado, foram fazer uma festinha na casa de Marialva. A amiga com que ele dormirá, e acordará no dia seguinte.<br />
Lembrava também, vagamente, que havia ido buscar um saco de pão num tapete na porta do apartamento, ainda nu, e que um vento forte tinha batido a porta, e ele vacilado ao ficar para lado de fora. Gritou. Chamou. Mas Marialva estava no banho cantarolando. E agora? O que seria do professor Proença? <br />
<br />
<span style="font-size: medium;">Mais sobre o livro...</span><br />
Lançado em 2002, o texto-livro "A Nudez da Verdade" faz parte de uma obra chamada "Aqui estamos todos nus", que era uma trilogia de novelas feitas por Sabino e publicadas pela Editora Ática. <br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Outros tópicos nessa mesma sessão: <br />
<a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=679" target="_blank">-Ferreira Gullar</a><br />
<a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=668" target="_blank">-Regina Lyra</a><br />
<a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=703" target="_blank">-Cora Coralina</a></span>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Os Mosconaultas no Mundo da Lua]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1521</link>
			<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 09:40:55 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Fernando Giacon</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1521</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-size: medium;"><span style="font-weight: bold;">Os Mosconaultas no Mundo da Lua</span></span><br />
<img src="http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/08241303.jpg" border="0" alt="[Imagem: 08241303.jpg&#93;" /> <br />
<span style="font-style: italic;">Por mim mesmo...</span><br />
Quem achou que Neil Armstrong estava apenas com seus companheiros na Apolo 11 em 1969, se enganou. Pois também estavam Nat, I.Q. e Scooter, três jovens e curiosas mosquinhas, que entraram para essa aventura sem precedentes, e indo mais longe do que qualquer outra mosca. Uma animação em 3D que promete trazer surpresas por meio de uma exploração espacial, juntamente com um acontecimento histórico. Produzido na Bélgica, e dirigido por Ben Stassen, o longa conta com efeitos especiais grandiosos, que promete impressionar pela qualidade impecável. <br />
<span style="font-size: medium;">Trailler</span><br />
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IUQT53QsTBM"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/IUQT53QsTBM" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object>  <br />
<span style="font-size: medium;">Mais sobre o filme...</span> <br />
Vejam o site oficial que conta com belas imagens: <br />
<a href="http://www.flymetothemoonthemovie.com" target="_blank">http://www.flymetothemoonthemovie.com</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-size: medium;"><span style="font-weight: bold;">Os Mosconaultas no Mundo da Lua</span></span><br />
<img src="http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/08241303.jpg" border="0" alt="[Imagem: 08241303.jpg]" /> <br />
<span style="font-style: italic;">Por mim mesmo...</span><br />
Quem achou que Neil Armstrong estava apenas com seus companheiros na Apolo 11 em 1969, se enganou. Pois também estavam Nat, I.Q. e Scooter, três jovens e curiosas mosquinhas, que entraram para essa aventura sem precedentes, e indo mais longe do que qualquer outra mosca. Uma animação em 3D que promete trazer surpresas por meio de uma exploração espacial, juntamente com um acontecimento histórico. Produzido na Bélgica, e dirigido por Ben Stassen, o longa conta com efeitos especiais grandiosos, que promete impressionar pela qualidade impecável. <br />
<span style="font-size: medium;">Trailler</span><br />
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IUQT53QsTBM"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/IUQT53QsTBM" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object>  <br />
<span style="font-size: medium;">Mais sobre o filme...</span> <br />
Vejam o site oficial que conta com belas imagens: <br />
<a href="http://www.flymetothemoonthemovie.com" target="_blank">http://www.flymetothemoonthemovie.com</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Repo! The Genetic Opera (2008)]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1520</link>
			<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 09:25:59 -0200</pubDate>
			<dc:creator>Anica</dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1520</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">Direção</span>: Darren Lynn Bousman<br />
<span style="font-weight: bold;">Roteiro</span>: Darren Smith (screenplay) &amp; Terrance Zdunich (screenplay) <span style="font-weight: bold;">Gênero</span>: Fantasia | Horror | Musical<br />
<span style="font-weight: bold;">Elenco</span>: Alexa Vega, Paul Sorvino, Anthony Head, Sarah Brightman, Paris Hilton (etc.)<br />
<span style="font-weight: bold;">Mais informaçõe</span>s: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0963194/" target="_blank">IMDb</a><br />
<br />
<img src="http://www.fantasiafestival.com/2008/_media/dynimages/repo_the_genetic_opera_.jpg" border="0" alt="[Imagem: repo_the_genetic_opera_.jpg&#93;" /><br />
<br />
<img src="http://www.altfg.com/Stars/r/repo-the-genetic-opera-alexa-vega-1.jpg" border="0" alt="[Imagem: repo-the-genetic-opera-alexa-vega-1.jpg&#93;" /><br />
<br />
<img src="http://iconsoffright.com/news/repo3.jpg" border="0" alt="[Imagem: repo3.jpg&#93;" /><br />
<br />
***<br />
<br />
Estou morrendo de vontade de ver esse filme desde que soube dele. Saiu lá fora nesse último final de semana e não tem previsão de sair aqui no Brasil (que novidade). É um musical de horror, cuja história se passa no futuro, quando por causa de uma doença que faz com que os órgãos vitais falhem as pessoas tenham que procurar uma empresa que clona órgãos, mas cobra preços absurdos por eles. E se você não pagar, o Repo Man aparece para pegar o órgão de volta. <br />
<br />
Assisti ao trailer e acho que promete. <br />
<br />
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MzgpU25C6fg"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/MzgpU25C6fg" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object><br />
<br />
E tem mais um pedacinho do filme aqui:<br />
<br />
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/otdH3SLNx-s"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/otdH3SLNx-s" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">Direção</span>: Darren Lynn Bousman<br />
<span style="font-weight: bold;">Roteiro</span>: Darren Smith (screenplay) &amp; Terrance Zdunich (screenplay) <span style="font-weight: bold;">Gênero</span>: Fantasia | Horror | Musical<br />
<span style="font-weight: bold;">Elenco</span>: Alexa Vega, Paul Sorvino, Anthony Head, Sarah Brightman, Paris Hilton (etc.)<br />
<span style="font-weight: bold;">Mais informaçõe</span>s: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0963194/" target="_blank">IMDb</a><br />
<br />
<img src="http://www.fantasiafestival.com/2008/_media/dynimages/repo_the_genetic_opera_.jpg" border="0" alt="[Imagem: repo_the_genetic_opera_.jpg]" /><br />
<br />
<img src="http://www.altfg.com/Stars/r/repo-the-genetic-opera-alexa-vega-1.jpg" border="0" alt="[Imagem: repo-the-genetic-opera-alexa-vega-1.jpg]" /><br />
<br />
<img src="http://iconsoffright.com/news/repo3.jpg" border="0" alt="[Imagem: repo3.jpg]" /><br />
<br />
***<br />
<br />
Estou morrendo de vontade de ver esse filme desde que soube dele. Saiu lá fora nesse último final de semana e 