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		<title><![CDATA[Meia Palavra - Todos os Fóruns]]></title>
		<link>http://www.meiapalavra.com.br/</link>
		<description><![CDATA[Meia Palavra - http://www.meiapalavra.com.br]]></description>
		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 09:20:02 -0200</pubDate>
		<generator>MyBB</generator>
		<item>
			<title><![CDATA[Livre Arbítrio]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5028</link>
			<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 04:17:36 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5028</guid>
			<description><![CDATA[O livre arbítrio<br />
<br />
Não que me impeça<br />
a liberdade é suprema<br />
mas na permissão exagerada<br />
sufoco cansado<br />
das escolhas e ladeiras<br />
livre arbítrio<br />
centelha das centelhas<br />
me rebelo contra mim<br />
sigo tudo e todos na tentativa de fugir<br />
da liberdade que me impõem<br />
aquela...  <br />
que faz o pensamento fluir<br />
como se cada passo<br />
fosse em areia movediça<br />
no lodo das escolhas<br />
afundando na necessidade mórbida<br />
decidir, decidir<br />
sem margens não me contenho<br />
não me defino<br />
sou eu, sou você, sou eles, sou todos<br />
vivo como um todo<br />
e por todos eu vivo<br />
quero algemas<br />
quero um líder<br />
senhor de mim me cansa<br />
quero é ser criança<br />
correr em chão firme<br />
sim porque sim<br />
não porque não<br />
apenas o plano<br />
uma linha traçada<br />
e uma gostosa sensação<br />
de proteção exagerada<br />
<br />
--x--<br />
<br />
<br />
Pra começar <span style="font-weight: bold;">eu não sou uma pessoa religiosa</span>, prefiro acreditar na humanidade (nossas glórias e culpas) mas pensando no conceito que somos a imagem de Deus fiz este poema (não perguntem porque... simplesmente saiu) e o conceito abaixo me deixou perplexo porque é extremamente religioso e vindo de mim é extremamente esquisito, quase não postei, mas sei lá, vai que é um insight, estou aberto a novos pensamento. E por favor, sem flame, <span style="font-weight: bold;">só pus pra fora o pensamento bizarro que tive.</span> Tentando dar uma razão para existir o livre arbítrio pela ótica religiosa.<br />
<br />
Com o poema quero dizer que se somos a imagem de uma divindade o livre arbítrio é o nosso maior presente e também é o que nos distância de sermos a cópia perfeita de Deus. <br />
<br />
Ele, se existir, está preso a olhar por tudo e por todos, sua liberdade suprema o faria ver tudo e sentir tudo (o famoso onisciente e onipresente). Alguns diriam que Ele poderia ignorar já que tem o poder supremo, mas se você faz parte do todo não pode ignorar nada, não se pode ignorar seu pé, sua mão ou qualquer outra coisa equivalente, seria o mesmo princípio. <br />
<br />
Nossa forma carnal somada com o livre arbítrio seriam dois presentes, coisas que o proprio Deus não teria. O primeiro nos impede de sofrer passivamente pela onisciência e onipresença (estariamos contidos no envelope de carne) e o segundo nos permite ou absorver tudo que for possível ao redor, sofrer e ajudar, ou nem sofrer ou ajudar, ou nem sequer se permitir ver.<br />
<br />
Já tentaram absorver tudo a sua volta? A fome de uma criança no semáforo, a dor de um animal atropelado? Já tentaram absorver<br />
mais de uma coisa ao mesmo tempo? Aumente a escala agora globalmente, expanda pro universo. Dói demais e a gente pode ESCOLHER não ver.  Ele não poderia ignorar pois seria parte do todo e se ignorasse algo, trairia alguma parte de si mesmo (Podemos ignorar a fome dos outros mas a própria fome é impossível não é?).<br />
<br />
O livre arbítrio nos permitiria tentar absorver tudo e enlouquecer (Ele seria grato por tentar) ou lutar e servir de ferramenta divina na terra (se Ele faz parte de tudo, está em nós, logo, somos Ele na Terra e estaríamos aliviando a própria dor Dele, ao que Ele seria muito grato uma vez que não há quem olhe por Ele) ou poderíamos escolher seguir alguém ou uma religião e nos deixar dizer o que fazer e como vivermos e ficarmos felizes dentro de uma bolha ou até mesmo escolhermos seguir a si próprios e não se importar com nada nem ninguem, sermos egoístas (coisa que Ele não poderia ser e talvez de tanto sofrer até invejasse essa capacidade e por também ser parte de nós fosse até um momento de descanso habitar um egoísta e nos amaria por isso).<br />
<br />
No fim é que nosso livre arbítrio seria um presente e instrumento divino, de não termos o peso de ser um Deus, de poder trabalhar para Ele e de poder dar algum alívio ao sofrimento Dele e de nós mesmos não mportando o que se escolha fazer. <br />
<br />
Podemos escolher acreditar que Ele existe ou que não e pouco importa, contanto que possamos escolher.<br />
<br />
hahaha eu não to me reconhecendo<br />
<br />
abraços,<br />
gonzo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[O livre arbítrio<br />
<br />
Não que me impeça<br />
a liberdade é suprema<br />
mas na permissão exagerada<br />
sufoco cansado<br />
das escolhas e ladeiras<br />
livre arbítrio<br />
centelha das centelhas<br />
me rebelo contra mim<br />
sigo tudo e todos na tentativa de fugir<br />
da liberdade que me impõem<br />
aquela...  <br />
que faz o pensamento fluir<br />
como se cada passo<br />
fosse em areia movediça<br />
no lodo das escolhas<br />
afundando na necessidade mórbida<br />
decidir, decidir<br />
sem margens não me contenho<br />
não me defino<br />
sou eu, sou você, sou eles, sou todos<br />
vivo como um todo<br />
e por todos eu vivo<br />
quero algemas<br />
quero um líder<br />
senhor de mim me cansa<br />
quero é ser criança<br />
correr em chão firme<br />
sim porque sim<br />
não porque não<br />
apenas o plano<br />
uma linha traçada<br />
e uma gostosa sensação<br />
de proteção exagerada<br />
<br />
--x--<br />
<br />
<br />
Pra começar <span style="font-weight: bold;">eu não sou uma pessoa religiosa</span>, prefiro acreditar na humanidade (nossas glórias e culpas) mas pensando no conceito que somos a imagem de Deus fiz este poema (não perguntem porque... simplesmente saiu) e o conceito abaixo me deixou perplexo porque é extremamente religioso e vindo de mim é extremamente esquisito, quase não postei, mas sei lá, vai que é um insight, estou aberto a novos pensamento. E por favor, sem flame, <span style="font-weight: bold;">só pus pra fora o pensamento bizarro que tive.</span> Tentando dar uma razão para existir o livre arbítrio pela ótica religiosa.<br />
<br />
Com o poema quero dizer que se somos a imagem de uma divindade o livre arbítrio é o nosso maior presente e também é o que nos distância de sermos a cópia perfeita de Deus. <br />
<br />
Ele, se existir, está preso a olhar por tudo e por todos, sua liberdade suprema o faria ver tudo e sentir tudo (o famoso onisciente e onipresente). Alguns diriam que Ele poderia ignorar já que tem o poder supremo, mas se você faz parte do todo não pode ignorar nada, não se pode ignorar seu pé, sua mão ou qualquer outra coisa equivalente, seria o mesmo princípio. <br />
<br />
Nossa forma carnal somada com o livre arbítrio seriam dois presentes, coisas que o proprio Deus não teria. O primeiro nos impede de sofrer passivamente pela onisciência e onipresença (estariamos contidos no envelope de carne) e o segundo nos permite ou absorver tudo que for possível ao redor, sofrer e ajudar, ou nem sofrer ou ajudar, ou nem sequer se permitir ver.<br />
<br />
Já tentaram absorver tudo a sua volta? A fome de uma criança no semáforo, a dor de um animal atropelado? Já tentaram absorver<br />
mais de uma coisa ao mesmo tempo? Aumente a escala agora globalmente, expanda pro universo. Dói demais e a gente pode ESCOLHER não ver.  Ele não poderia ignorar pois seria parte do todo e se ignorasse algo, trairia alguma parte de si mesmo (Podemos ignorar a fome dos outros mas a própria fome é impossível não é?).<br />
<br />
O livre arbítrio nos permitiria tentar absorver tudo e enlouquecer (Ele seria grato por tentar) ou lutar e servir de ferramenta divina na terra (se Ele faz parte de tudo, está em nós, logo, somos Ele na Terra e estaríamos aliviando a própria dor Dele, ao que Ele seria muito grato uma vez que não há quem olhe por Ele) ou poderíamos escolher seguir alguém ou uma religião e nos deixar dizer o que fazer e como vivermos e ficarmos felizes dentro de uma bolha ou até mesmo escolhermos seguir a si próprios e não se importar com nada nem ninguem, sermos egoístas (coisa que Ele não poderia ser e talvez de tanto sofrer até invejasse essa capacidade e por também ser parte de nós fosse até um momento de descanso habitar um egoísta e nos amaria por isso).<br />
<br />
No fim é que nosso livre arbítrio seria um presente e instrumento divino, de não termos o peso de ser um Deus, de poder trabalhar para Ele e de poder dar algum alívio ao sofrimento Dele e de nós mesmos não mportando o que se escolha fazer. <br />
<br />
Podemos escolher acreditar que Ele existe ou que não e pouco importa, contanto que possamos escolher.<br />
<br />
hahaha eu não to me reconhecendo<br />
<br />
abraços,<br />
gonzo]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Vincent - Tim Burton]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5027</link>
			<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 02:37:20 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5027</guid>
			<description><![CDATA[<a href="http://shortsbay.com/film/vincent" target="_blank">Vincent</a> <br />
<br />
Este é um curta (6 minutos) com o poema Vincent. Me identifiquei muito haha. E o site em que está é bem legal para passar o tempo.<br />
Prestem atenção no poema narrado em inglês, aposto que muita gente vai se ver em trechos! <img src="http://www.meiapalavra.com.br/images/smilies/typerhappy.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Digitador feliz" title="Digitador feliz" /><br />
<br />
Abraços,<br />
Gonzo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://shortsbay.com/film/vincent" target="_blank">Vincent</a> <br />
<br />
Este é um curta (6 minutos) com o poema Vincent. Me identifiquei muito haha. E o site em que está é bem legal para passar o tempo.<br />
Prestem atenção no poema narrado em inglês, aposto que muita gente vai se ver em trechos! <img src="http://www.meiapalavra.com.br/images/smilies/typerhappy.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Digitador feliz" title="Digitador feliz" /><br />
<br />
Abraços,<br />
Gonzo]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Alergia :(]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5026</link>
			<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 23:38:41 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5026</guid>
			<description><![CDATA[Não sei se o tópico cabe aqui, mas enfim. Comecei a ler um livro que está aqui em casa a tempos somente a dois dias. E justamente a dois dias parece que alguém passou areia na lateral dos meus olhos, tanto do esquerdo quanto do direito.<br />
As vezes eu pegava livros velhos na biblioteca pra ler e meus olhos ficavam um pouco vermelhos, mas continuava lendo mesmo assim... só que agora tá incomodando demais, ardência na lateral é nova pra mim.<br />
<br />
Alguém aí tem o mesmo problema? Acho que vou ter que vender de volta os livros que comprei no sebo =//]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Não sei se o tópico cabe aqui, mas enfim. Comecei a ler um livro que está aqui em casa a tempos somente a dois dias. E justamente a dois dias parece que alguém passou areia na lateral dos meus olhos, tanto do esquerdo quanto do direito.<br />
As vezes eu pegava livros velhos na biblioteca pra ler e meus olhos ficavam um pouco vermelhos, mas continuava lendo mesmo assim... só que agora tá incomodando demais, ardência na lateral é nova pra mim.<br />
<br />
Alguém aí tem o mesmo problema? Acho que vou ter que vender de volta os livros que comprei no sebo =//]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Ligações Perigosas (Chordelos de Laclos)]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5025</link>
			<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 23:38:03 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5025</guid>
			<description><![CDATA[Entonces... Estava montando o post sobre pecados capitais para o Blog e notei que não tinhamos o tópico para o Ligações Perigosas ainda... Não poderia deixar isso passar...<br />
<br />
Escrito em forma de missivas, Ligações Perigosas trata da história da Marquesa de Merteuil e seu "amante" Visconde de Valmont, numa intrincada trama de intrigas e conquistas sexuais, que se tornou um marco da literatura mundial, com várias adaptações cinematográficas e de teatro. Muitos ligam o romance a uma crítica á sociedade aristocrática, da falta de moral e virtude entre os nobres franceses do século XVIII<br />
<br />
Li ano passado, e me apaixonei pela maneira de escrever de Laclos... que, para quem não sabe, era militar e teve um papel de destaque na Revolução Francesa...<br />
<br />
e aí? alguém leu?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Entonces... Estava montando o post sobre pecados capitais para o Blog e notei que não tinhamos o tópico para o Ligações Perigosas ainda... Não poderia deixar isso passar...<br />
<br />
Escrito em forma de missivas, Ligações Perigosas trata da história da Marquesa de Merteuil e seu "amante" Visconde de Valmont, numa intrincada trama de intrigas e conquistas sexuais, que se tornou um marco da literatura mundial, com várias adaptações cinematográficas e de teatro. Muitos ligam o romance a uma crítica á sociedade aristocrática, da falta de moral e virtude entre os nobres franceses do século XVIII<br />
<br />
Li ano passado, e me apaixonei pela maneira de escrever de Laclos... que, para quem não sabe, era militar e teve um papel de destaque na Revolução Francesa...<br />
<br />
e aí? alguém leu?]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Com cara de livraria, biblioteca é inaugurada onde funcionava o Carandiru]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5024</link>
			<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 23:28:21 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5024</guid>
			<description><![CDATA[Gostei demais desta notícia, que se propaguem mais iniciativas assim:<br />
<br />
<blockquote><cite>Citar:</cite>No local onde funcionava a Casa de Detenção do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, será inaugurada hoje, segunda-feira (8) a Biblioteca de São Paulo. A abertura ao público será na terça.<br />
<br />
Com pufes coloridos e poltronas confortáveis, o novo espaço cultural, que ocupa um pavilhão de 4.257 m2, foge do estereótipo da biblioteca pública com ar austero e lembra mais uma livraria moderna de grande rede.<br />
<br />
A inauguração marca a etapa final da mudança do lugar que chegou a ser o maior presídio da América Latina, com cerca de 8.000 presos e foco de constantes rebeliões e fugas. A transformação começou em 2002, quando os primeiros pavilhões com as celas foram implodidos e deram origem, anos depois, ao Parque da Juventude. Dos sete pavilhões originais, somente dois foram mantidos e, depois de reformados, passaram a abrigar uma escola técnica.<br />
<br />
“É com muita alegria que vamos ocupar esse lugar de tão triste memória”, afirma o secretário estadual de Cultura, João Sayad.<br />
<br />
A biblioteca foi pensada com o objetivo de incentivar a leitura e será um centro de treinamento para todas as bibliotecas municipais que existem no estado de São Paulo.<br />
<br />
“O frequentador vai encontrar os livros expostos pela capa, sem pretensão didática ou de erudição. Vão estar ali os livros mais procurados e os lançamentos recentes. O local pretende ser uma biblioteca que chama o público para ler. Vai ter Playboy, Claudia, Capricho e Caras”, enumera Sayad.<br />
<br />
O prédio da biblioteca foi erguido inicialmente com a proposta de abrigar eventos e exposições, mas ficou fechado por alguns anos, sem nunca ter sido usado. Por causa das dimensões e do fácil acesso -fica em frente à estação do metrô Carandiru- foi escolhido para a biblioteca.<br />
<br />
Da construção original, que, com suas paredes de vidro, privilegia a integração com o verde do parque, pouco precisou ser mudado. “As intervenções incluíram colocação de revestimento e isolamento acústico, mas a estrutura não foi mexida”, afirma a idealizadora e gestora do projeto, Adriana Ferrari, assessora de gabinete da secretaria.<br />
<br />
O investimento de implantação foi de R&#36; 12,5 milhões (R&#36; 10 milhões do estado e R&#36; 2,5 milhões do Ministério da Cultura). O custeio será de R&#36; 4 milhões. Uma verba adicional de R&#36; 1 milhão deve ser destinada todo ano para a atualização do acervo.<br />
<br />
Com cerca de 30 mil itens, que incluem livros, DVDs, CDs, revistas, quadrinhos e jornais, a biblioteca dispõe de equipamentos de última geração, como um terminal de auto-atendimento, que permite ao usuário cadastrado liberar o empréstimo sozinho. Também há a preocupação com acessibilidade: o local tem de elevador e impressora em braile a software que faz a leitura em voz alta. O acesso à internet será de graça e computadores estão espalhados por todos os lados.</blockquote>
<br />
vi <a href="http://blogeditoraleitura.wordpress.com/2010/02/08/com-cara-de-livraria-biblioteca-e-inaugurada-onde-funcionava-o-carandiru/" target="_blank">aqui</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Gostei demais desta notícia, que se propaguem mais iniciativas assim:<br />
<br />
<blockquote><cite>Citar:</cite>No local onde funcionava a Casa de Detenção do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, será inaugurada hoje, segunda-feira (8) a Biblioteca de São Paulo. A abertura ao público será na terça.<br />
<br />
Com pufes coloridos e poltronas confortáveis, o novo espaço cultural, que ocupa um pavilhão de 4.257 m2, foge do estereótipo da biblioteca pública com ar austero e lembra mais uma livraria moderna de grande rede.<br />
<br />
A inauguração marca a etapa final da mudança do lugar que chegou a ser o maior presídio da América Latina, com cerca de 8.000 presos e foco de constantes rebeliões e fugas. A transformação começou em 2002, quando os primeiros pavilhões com as celas foram implodidos e deram origem, anos depois, ao Parque da Juventude. Dos sete pavilhões originais, somente dois foram mantidos e, depois de reformados, passaram a abrigar uma escola técnica.<br />
<br />
“É com muita alegria que vamos ocupar esse lugar de tão triste memória”, afirma o secretário estadual de Cultura, João Sayad.<br />
<br />
A biblioteca foi pensada com o objetivo de incentivar a leitura e será um centro de treinamento para todas as bibliotecas municipais que existem no estado de São Paulo.<br />
<br />
“O frequentador vai encontrar os livros expostos pela capa, sem pretensão didática ou de erudição. Vão estar ali os livros mais procurados e os lançamentos recentes. O local pretende ser uma biblioteca que chama o público para ler. Vai ter Playboy, Claudia, Capricho e Caras”, enumera Sayad.<br />
<br />
O prédio da biblioteca foi erguido inicialmente com a proposta de abrigar eventos e exposições, mas ficou fechado por alguns anos, sem nunca ter sido usado. Por causa das dimensões e do fácil acesso -fica em frente à estação do metrô Carandiru- foi escolhido para a biblioteca.<br />
<br />
Da construção original, que, com suas paredes de vidro, privilegia a integração com o verde do parque, pouco precisou ser mudado. “As intervenções incluíram colocação de revestimento e isolamento acústico, mas a estrutura não foi mexida”, afirma a idealizadora e gestora do projeto, Adriana Ferrari, assessora de gabinete da secretaria.<br />
<br />
O investimento de implantação foi de R&#36; 12,5 milhões (R&#36; 10 milhões do estado e R&#36; 2,5 milhões do Ministério da Cultura). O custeio será de R&#36; 4 milhões. Uma verba adicional de R&#36; 1 milhão deve ser destinada todo ano para a atualização do acervo.<br />
<br />
Com cerca de 30 mil itens, que incluem livros, DVDs, CDs, revistas, quadrinhos e jornais, a biblioteca dispõe de equipamentos de última geração, como um terminal de auto-atendimento, que permite ao usuário cadastrado liberar o empréstimo sozinho. Também há a preocupação com acessibilidade: o local tem de elevador e impressora em braile a software que faz a leitura em voz alta. O acesso à internet será de graça e computadores estão espalhados por todos os lados.</blockquote>
<br />
vi <a href="http://blogeditoraleitura.wordpress.com/2010/02/08/com-cara-de-livraria-biblioteca-e-inaugurada-onde-funcionava-o-carandiru/" target="_blank">aqui</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Escritor britânico Terry Pratchett advoga pelo direito de morrer]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5023</link>
			<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 21:11:08 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5023</guid>
			<description><![CDATA[Terry Pratchett é conhecido por milhões de leitores de todo o mundo como criador da série "Discworld" ; sátira dos livros de fantasia que foi iniciada em 1971 e desde então teve mais de 30 livros lançados. Diagnosticado com uma forma rara de Alzheimer há três anos, Pratchett está se tornando conhecido agora também por lutar pelo direito de morrer com assistência médica.<br />
<br />
No meio de 2009 ele relatou em um artigo que deseja cometer suicídio assistido antes que sua doença avance a um estado crítico. No dia 1° de fevereiro de 2010 ele deu a "Richard Dimbleby Lecture" transmitida pela BBC, tradicional palestra na qual todo ano uma figura de expressão britânica fala sobre um tema de sua preferência. A palestra de Pratchett foi chamada de "Shaking Hands With Death" (que pode ser traduzido como "apertando a mão da morte"). Grande parte da palestra teve que ser lida por seu amigo Tony Robinson, pois o escritor já apresenta dificuldades com a leitura.<br />
<br />
No evento, o autor, que em 2008 doou mais de um milhão de dólares ao Fundo de Pesquisa do Alzheimer, pediu a criação de "tribunais de eutanásia" que pudessem dar a pessoas com doenças incuráveis o direito de terminarem suas vidas com assistência médica e até mesmo se voluntariou como um caso experimental.<br />
<br />
O Alzheimer é uma das doenças debilitantes mais sofridas tanto para o paciente quanto para sua família, pois ao invés de causar a morte propriamente dita, faz com que a personalidade do doente morra aos poucos. Cerca de 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos podem apresentar algum sintoma dessa enfermidade e são inúmeros os casos que evoluem para demência. Uma das principais obras de referência no Brasil para ajudar a cuidar de pacientes com a enfermidade é o "Guia da Clínica Mayo sobre o Mal de Alzheimer", que traz respostas práticas para perda de memória, envelhecimento, tratamento e cuidados.<br />
<br />
"Eu gostaria de morrer de uma forma pacífica, com Thomas Tallis tocando no meu iPod antes que a doença me domine por completo e eu espero que essa oportunidade venha a mim, porque se eu soubesse que eu poderia morrer qualquer dia que quisesse, de repente todos os dias valeriam mais do que um milhão de libras", disse Terry Pratchett durante a palestra. "Se eu soubesse que poderia morrer, eu viveria. Minha vida, minha morte, minha escolha". <br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Fonte</span>: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u690922.shtml" target="_blank">Folha</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Terry Pratchett é conhecido por milhões de leitores de todo o mundo como criador da série "Discworld" ; sátira dos livros de fantasia que foi iniciada em 1971 e desde então teve mais de 30 livros lançados. Diagnosticado com uma forma rara de Alzheimer há três anos, Pratchett está se tornando conhecido agora também por lutar pelo direito de morrer com assistência médica.<br />
<br />
No meio de 2009 ele relatou em um artigo que deseja cometer suicídio assistido antes que sua doença avance a um estado crítico. No dia 1° de fevereiro de 2010 ele deu a "Richard Dimbleby Lecture" transmitida pela BBC, tradicional palestra na qual todo ano uma figura de expressão britânica fala sobre um tema de sua preferência. A palestra de Pratchett foi chamada de "Shaking Hands With Death" (que pode ser traduzido como "apertando a mão da morte"). Grande parte da palestra teve que ser lida por seu amigo Tony Robinson, pois o escritor já apresenta dificuldades com a leitura.<br />
<br />
No evento, o autor, que em 2008 doou mais de um milhão de dólares ao Fundo de Pesquisa do Alzheimer, pediu a criação de "tribunais de eutanásia" que pudessem dar a pessoas com doenças incuráveis o direito de terminarem suas vidas com assistência médica e até mesmo se voluntariou como um caso experimental.<br />
<br />
O Alzheimer é uma das doenças debilitantes mais sofridas tanto para o paciente quanto para sua família, pois ao invés de causar a morte propriamente dita, faz com que a personalidade do doente morra aos poucos. Cerca de 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos podem apresentar algum sintoma dessa enfermidade e são inúmeros os casos que evoluem para demência. Uma das principais obras de referência no Brasil para ajudar a cuidar de pacientes com a enfermidade é o "Guia da Clínica Mayo sobre o Mal de Alzheimer", que traz respostas práticas para perda de memória, envelhecimento, tratamento e cuidados.<br />
<br />
"Eu gostaria de morrer de uma forma pacífica, com Thomas Tallis tocando no meu iPod antes que a doença me domine por completo e eu espero que essa oportunidade venha a mim, porque se eu soubesse que eu poderia morrer qualquer dia que quisesse, de repente todos os dias valeriam mais do que um milhão de libras", disse Terry Pratchett durante a palestra. "Se eu soubesse que poderia morrer, eu viveria. Minha vida, minha morte, minha escolha". <br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">Fonte</span>: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u690922.shtml" target="_blank">Folha</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Missiva]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5022</link>
			<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 20:03:27 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5022</guid>
			<description><![CDATA[Pediste que te enviasse uma missiva, e assim o faço<br />
Mas não para enaltecer a grandeza de meu amor por ti<br />
Não posso mais afirmar que tua vontade é soberana<br />
De meu destino. <br />
Nem posso jurar que meu coração ainda se entrelaça no teu.<br />
<br />
Ora, se assim o fizesse não passaria de um demagogo<br />
Danaria a mim mesmo.<br />
Pois tudo que sinto por ti, minha cara, <br />
É pura ojeriza<br />
E espero sinceramente que a desilusão,<br />
Hoje assídua em minha agonizante existência<br />
Vire frequentadora dos teus mais tresloucados sonhos.<br />
<br />
L.B.M.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Pediste que te enviasse uma missiva, e assim o faço<br />
Mas não para enaltecer a grandeza de meu amor por ti<br />
Não posso mais afirmar que tua vontade é soberana<br />
De meu destino. <br />
Nem posso jurar que meu coração ainda se entrelaça no teu.<br />
<br />
Ora, se assim o fizesse não passaria de um demagogo<br />
Danaria a mim mesmo.<br />
Pois tudo que sinto por ti, minha cara, <br />
É pura ojeriza<br />
E espero sinceramente que a desilusão,<br />
Hoje assídua em minha agonizante existência<br />
Vire frequentadora dos teus mais tresloucados sonhos.<br />
<br />
L.B.M.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[[Meia Xícara de Café&#93; Pecados Capitais na Literatura - Avareza]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5021</link>
			<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 19:08:45 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5021</guid>
			<description><![CDATA[Começamos hoje uma série de Meia Xícaras sobre Pecados Capitais na Literatura. A cada quinzena abriremos uma discussão sobre o papel de cada pecado na Literatura.<br />
<br />
<img src="http://www.zaroio.com.br/i/o/20050412035019.jpg" border="0" alt="[Imagem: 20050412035019.jpg&#93;" /><br />
<br />
Pedimos que todos nos ajudem a lembrar os personagens, livros e histórias que tenham alguma ligação com o pecado correspondente. Além disso podemos fazer uma análise de personagens citados, do modo como o pecado foi mostrado em uma determinada história ou livro, que outras abordagens poderiam ser feitas relacionadas ao tema, que aspectos do pecado seriam interessantes de ser relatados, ou mesmo fazer parte da caracteristica de um determinado personagem, etc, etc, etc...<br />
<br />
Ou seja, a idéia é esmiuçar todos os aspectos literários dos pecados capitais e no final da quinzena será compilado um artigo com as principais discussões e aspectos abordados para ser publicado no blog do Meia Palavra.<br />
<span style="font-weight: bold;"><span style="font-size: large;"><br />
Para começar vamos falar da Avareza na Literatura.</span></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Começamos hoje uma série de Meia Xícaras sobre Pecados Capitais na Literatura. A cada quinzena abriremos uma discussão sobre o papel de cada pecado na Literatura.<br />
<br />
<img src="http://www.zaroio.com.br/i/o/20050412035019.jpg" border="0" alt="[Imagem: 20050412035019.jpg]" /><br />
<br />
Pedimos que todos nos ajudem a lembrar os personagens, livros e histórias que tenham alguma ligação com o pecado correspondente. Além disso podemos fazer uma análise de personagens citados, do modo como o pecado foi mostrado em uma determinada história ou livro, que outras abordagens poderiam ser feitas relacionadas ao tema, que aspectos do pecado seriam interessantes de ser relatados, ou mesmo fazer parte da caracteristica de um determinado personagem, etc, etc, etc...<br />
<br />
Ou seja, a idéia é esmiuçar todos os aspectos literários dos pecados capitais e no final da quinzena será compilado um artigo com as principais discussões e aspectos abordados para ser publicado no blog do Meia Palavra.<br />
<span style="font-weight: bold;"><span style="font-size: large;"><br />
Para começar vamos falar da Avareza na Literatura.</span></span>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Um traço de claridade]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5020</link>
			<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 12:20:24 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5020</guid>
			<description><![CDATA[“Alguém já machucou você?”, ele me perguntou. Eu disse: “Estranho… tenho que te contar uma história”.<br />
<br />
Então estávamos, de súbito, de volta à março de 1983, quando eu era jovem, bem jovem. Era início de outono e todo o Universo estava laranja como tangerina. As ruas brotavam de montes de folhas secas espalhadas pelo chão, e o ar da cidade carregava o cheiro que tem o ar de março, que é igual ao cheiro do ar de setembro. O ar não tem cheiro, não sei de onde surgiu essa bobagem.<br />
<br />
Eu era pessimista, como todo adulto deve ser, mas também intransigente, como os adolescentes são. Dali a alguns meses faria 21 anos, completando o rito de passagem que me levaria rumo ao mundo sênior dos colarinhos brancos, ações na bolsa e esposas traídas. E baseball com os filhos nos domingos à tarde. Eu estava inegável e irrevogavelmente crescendo, e nisso residia um grande problema; porque Peter Pan não precisou crescer, mas eu sim, e isso eu não podia perdoar: terem vendido ao menino que eu era aos 8 ou 9 anos o sonho de viver em uma ilha distante, voando pelos céus e combatendo piratas, sonho esse que nunca se realizou. Por que Peter Pan pôde, e eu não?<br />
<br />
Não era nessas histórias infantis que eu pensava enquanto andava pelas ruas da cidade nova, de cabeça baixa, admirando as cores da calçada e os sapatos dos passantes. Não os olhava nos olhos. Naquela época, se bem me lembro, evitava olhar para o rosto de quem quer que fosse, com medo de reconhecer alguém, ou de conhecer alguém. Contato humano… é difícil dizer como essas duas palavras podem ser inumanas. Todos os meus problemas na vida foram por causa delas.<br />
<br />
Contato humano. Lembro uma vez em que tomava Cherry Coke em uma lanchonete perto do centro, quando uma garçonete randômica sorriu para mim. Isso é o contato. Esperei-a até o fim do expediente naquele dia e a acompanhei até em casa. Tomamos café, conversamos, comentamos o último show do Marvin Gaye (o cara era um deus) e a levei para cama. Fizemos sexo a noite toda. Isso é o humano. Então, no dia seguinte acordei e ela estava ao meu lado, ainda dormindo. Saí de casa, comprei pães frescos e essas frescuras todas que compramos quando queremos fazer um café-da-manhã decente para alguém que pensamos ser decente. Não era o caso dela. Quando voltei para casa, nem ela nem meu velho relógio de ouro estavam onde deixei. Cheguei a ir à lanchonete onde a encontrei mais algumas vezes, mas nem sinal dela. Na verdade, ninguém ali sabia quem ela era. Muito menos eu. Isso me ensinou a não levar garotas que conheço há uma noite apenas para cama. Ao menos não para a minha cama.<br />
<br />
Se foi aí que parti meu coração, é o que você quer saber? Não, não foi dessa vez. Embora essa história seja importante para que você entenda tudo, porque, na verdade, ela foi o estopim de tudo. A uma hora dessas você deve estar se perguntando, se tiver um pouco de bom senso: “O que você fez, o que você fez?”. Bem, sem saber quem era aquela com quem dormi, e sem ter como encontrá-la, passei noites acordado, pensando na minha sorte, em como havia perdido um significativo relógio de ouro para um sirigaita (também chamada de outros nomes mais ordinários) qualquer. Certa tarde, enquanto lia o jornal e ouvia falar pela primeira vez no surto de AIDS e em como a maldita doença era transmitida, pensei: “Meu senhor Deus, será que agora sou vítima dessa tal AIDS?”.<br />
<br />
Eu gostaria de esclarecer aqui um ponto muito importante: à época não era costume nosso nos prevenir, como vocês fazem hoje. Quero dizer, como fazem hoje em algumas das vezes, afinal, se toda essa alardeada prevenção funcionasse de verdade você não estaria aí, e não estaríamos nós travando essa conversa. E não me venha com o velho discurso do “fui uma gravidez planejada”. Planos uma ova! Ninguém pensa nessas horas, e ninguém está nem aí para os planos.<br />
<br />
Mas atenha-se à história. Me recuperei da mulher que conheci na lanchonete onde certa vez tomei Cherry Coke apenas um par de semanas depois de ela desaparecer da minha vida. Quero dizer, nesse meio tempo é claro que continuei a trabalhar e a fazer tudo o que se esperava que eu fizesse, afinal, dali a algum tempo faria 21 anos, e essa era uma idade muito respeitável, que exigia de mim uma aura de respeitabilidade que eu nunca tive. Deveria conquistá-la! Pois bem, esse pensamento, o da conquista, me manteve ativo durante as semanas que passei me lamentando pela garçonete-fantasma. À época eu me lamentava muito, infelizmente. Era uma mocinha. Tive que aprender a ser homem da maneira mais difícil de todas: com as mulheres me ensinando.<br />
<br />
Isso nos leva à dezembro de 1983 e ao Natal mais caótico de todos. Sopas Campbell’s. Quem, em nome de Deus, passa um Natal comendo apenas sopas Campbell’s na ceia? Tudo bem que há ferro ali, e sódio, e tomates (o sabor da sopa era de tomate, se bem me lembro), mas não havia peru, empadões, macarrão, bacon… nada que deveria haver em uma ceia que se preze. Mas foi assim meu Natal naquele fatídico ano, e foi por causa dessa situação angustiante, dessa solidão que me derrubava as paredes da sanidade – e também por causa das sopas Campbell’s -, que vesti meu casaco e saí para a rua, andando à esmo, com neve caindo sobre a minha cabeça.<br />
<br />
Então foi que a vi. Era 24 de dezembro de 1983, a noite que precede o nascimento de Cristo, Nosso Senhor, e a vi. (À época eu não era um homem temente a Deus, como sou hoje. Isso é importante de se saber para entender os próximos eventos.) Ela tinha os mesmos cabelos ruivos de antes, sem sardas, olhos verdes, pele rosa como as nuvens poluídas da cidade ao fim da tarde, e o que eu mais gostava em uma mulher: a saber, belas pernas e seios fartos. Seu nome era Caroline, acho eu. Nunca vou me lembrar. Você já a conhece como a garçonete, assim como eu também a conhecia até aquela noite. Se fui para cama com ela, é isso que está me perguntando com esses olhos arregalados? Que homem em sã consciência não iria, santo Deus! Pois bem…<br />
<br />
Esqueci de contar o que havia acontecido com meu relógio: ela o pegara para saldar algumas dívidas, mas não chegou a fazê-lo. Se arrependeu profundamente e tentou me reencontrar para devolvê-lo, mas sempre teve medo de qual seria minha reação. Certo dia roubaram-no, sem que nada pudesse ser feito… às vezes acontece. Retornando ao que eu contava…<br />
<br />
Passei duas belas noites com aquela mulher. Não nos víamos durante o dia, ela desaparecia e nunca me dizia aonde estava indo. Quando o dia se aproximava das 19h ela aparecia à minha porta, tão bela quanto antes, vestindo as mesmas roupas e com renovado perfume e vigor. Não havia nenhuma cerimônia entre nós. Coraline passava pela porta, desabotoava o sobretudo, jogava-o no chão do meu quarto, estirava-se na cama, deslizava para baixo o zíper da blusa e acenava para mim. E eu ia. E tudo acontecia ali, sem cerimônia alguma, como eu disse. Existe uma parte da vida que nos pede para vivermos, e essa parte da minha vida foi Christine. Mas, como eu também disse, por apenas duas noites foi que a tive em meus braços. Assim foi não porque ela desapareceu como antes, mas porque Caroline morreu. Como? Até hoje não sei ao certo. Lembro-me de ter ido ao seu enterro, de ter chorado, jogado flores sobre seu caixão, de ter não visto nenhum desconhecido olhando para mim sem entender o que eu fazia ali, sem saber quem eu era. Mas o que mais me lembro é do que estava escrito em sua lápide: “Fulana com tal Sobrenome, ano X-ano Y, mãe amorosa”. Acho que tive um pouco de nojo de mim naquela tarde do funeral. Quanto nojo não sei, porque não consigo me lembrar dele, e isso só pode significar duas coisas: ou foi muito, ou foi nenhum.<br />
<br />
Mas que culpa eu tinha? Corinne não me disse quem era, nem que tinha filhos. Eu era jovem! 21 anos recém completados. Isso não é o suficiente para decifrar uma mulher. Hoje, aos 48, ainda não consigo decifrá-las, e o Senhor sabe como tenho tentado… mas não foi aquela Christine, ao contrário do que você possa pensar, quem me machucou, apesar de essa história ser também de fundamental importância para a compreensão da próxima.<br />
<br />
Quando saí do velório daquela que havia sido minha mulher por duas noites me deparei com uma velha que recolhia latas de sopa Cambpell’s caídas na calçada. Circundando a mão que pegava as latas estava um fino, sujo e riscado relógio de ouro. Um fino, sujo e riscado relógio de ouro que muito se parecia com o meu. Me aproximei e  lhe perguntei: “Quantas horas são?”<br />
<br />
“Querido”, ela me respondeu, “as horas eu não sei olhar”.<br />
<br />
“Qual o porquê do relógio, então?”, perguntei outra vez.<br />
<br />
“Seu brilho! Ele me encanta.”<br />
<br />
“Ninguém no mundo usa um relógio só porque ele brilha, senhora.”<br />
<br />
“Mas deveriam…”, ela retrucou.<br />
<br />
“Por quê?”<br />
<br />
“Bem… como somos todos parte dessa mesma escuridão, precisamos enxergar luz onde não há nem um traço de claridade.”<br />
<br />
Quando me afastei da velha naquela tarde percebi algo de que não havia me dado conta antes: eu estava completo. Não importava mais quem era a garçonete que havia sido enterrada há pouco ali perto, nem qual o seu nome correto. Tudo de que eu precisava era me resignar. Resignação. Resignação acordada. Essa era a chave da felicidade, eu pensava. A velha catadora de sopas e seu relógio sem horas, mas com brilho, haviam me mostrado o sentido da vida. É claro que não haviam mostrado coisa alguma, mas eu tinha 21 anos e era estúpido, e as coisas que pareciam fazer sentido para mim à época, quando enxergadas com meus olhos de hoje, não passam de um borrão grosseiro a manchar o fino véu de certeza que nos encobre os olhos.<br />
<br />
Me resignei. Não procuraria mais mulheres, não as aceitaria em minha cama, não as chamaria pelo nome. Porque tudo isso era contato humano, e, para mim, esse tal contato era a raíz do mal que me assolava. E assim foi. Passei anos sem me preocupar com quem, além de mim, dormiria em meus lençóis. Eventualmente uma ou outra fulana eu deixava passar a noite ali, mas me arrependia mortalmente depois. Cogitei ir para um mosteiro, me isolar de todos os outros da minha espécie, entrar em contato com um Deus que eu havia começado a conhecer… mas nunca fiz isso. O simples pensamento de que não seria mais livre para não ser livre era o suficiente para que eu me acovardasse de todos os sonhos que cultivava.<br />
<br />
Então chegamos ao ano de 1989 e à última parte do que tenho para contar. Junho passou depressa e logo veio julho. O meio do ano. Fiz um balanço das coisas que desejara conseguir naquele 1989 e das que realmente havia conseguido em seu primeiro semestre. Havia sido promovido, comprara um carro e uma casa. Muito bom. E o que mais? Mais nada. Era apenas isso o que eu havia planejado, e tudo o que queria para aqueles 365 já era meu, assim como tudo o que queria para os outros 365 ou 366 dias que comporiam os outros anos da minha vida. E aqui minha história termina.<br />
<br />
“Como é?”<br />
<br />
“‘E aqui minha história termina.’”<br />
<br />
“Então posso concluir do seu lenga-lenga que foi essa garçonete-desconhecida-mãe a mulher que mais machucou o senhor?”<br />
<br />
“Sim, pode, se quiser.”<br />
<br />
“E toda essa conversa sobre resignação? Se você estivesse mesmo resignado com a vida que decidiu levar não haveria como a garçonete ter ferido-o tanto naquela época.”<br />
<br />
“E ela não feriu.”<br />
<br />
“Então quando foi isso?”<br />
<br />
“Precisamente hoje, há alguns minutos atrás.”<br />
<br />
Isso porque há algo que não contei a você, algo que não há mais por que esconder.<br />
<br />
“Logo hoje?”<br />
<br />
“E qual outro dia mais poderia ser?”<br />
<br />
“Só porque estamos no casamento de Elizabeth? O senhor acha que deveria ter se casado?”<br />
<br />
Foi isso o que não contei: estávamos na festa de casamento de Elizabeth Bovary, para a qual eu não havia sido convidado.<br />
<br />
“Não por isso, acredito sinceramente que me resignei quanto às mulheres e que foi uma boa opção não ter nunca me casado…”<br />
<br />
“Então como a garçonete poderia ter ferido hoje o senhor?”<br />
<br />
“Bem… há coisas na vida que não entendemos quando somos jovens demais. Por exemplo: por que uma mulher some por nove meses, ou um pouco mais, e depois misteriosamente volta até nós? E por que haveria na lápide dela uma inscrição com os dizeres ‘mãe amorosa’, mas nenhuma contendo ‘esposa devotada’?”<br />
<br />
“Mas por que diabos isso o preocupa tanto logo hoje?”<br />
<br />
“Porque em minha lápide não haverá inscrições de ‘pai amoroso’, nem de ‘avô bondoso’. Porque minha filha não carrega meu nome. Porque meus netos também não carregarão. E, aos 48 anos, sentado aqui, vendo tudo acontecer,  aquilo que consigo dizer o digo a um estranho, e não a ela, quem deveria ouvir. Isso me preocupa tanto hoje porque me resignei a não ter na vida mulher alguma a ocupar um lugar maior do que ocupo eu mesmo, e é isso o que faz de Elizabeth uma Bovary, e não uma Dickens.”<br />
<br />
E, a propósito, muito prazer. Albert Dickens.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[“Alguém já machucou você?”, ele me perguntou. Eu disse: “Estranho… tenho que te contar uma história”.<br />
<br />
Então estávamos, de súbito, de volta à março de 1983, quando eu era jovem, bem jovem. Era início de outono e todo o Universo estava laranja como tangerina. As ruas brotavam de montes de folhas secas espalhadas pelo chão, e o ar da cidade carregava o cheiro que tem o ar de março, que é igual ao cheiro do ar de setembro. O ar não tem cheiro, não sei de onde surgiu essa bobagem.<br />
<br />
Eu era pessimista, como todo adulto deve ser, mas também intransigente, como os adolescentes são. Dali a alguns meses faria 21 anos, completando o rito de passagem que me levaria rumo ao mundo sênior dos colarinhos brancos, ações na bolsa e esposas traídas. E baseball com os filhos nos domingos à tarde. Eu estava inegável e irrevogavelmente crescendo, e nisso residia um grande problema; porque Peter Pan não precisou crescer, mas eu sim, e isso eu não podia perdoar: terem vendido ao menino que eu era aos 8 ou 9 anos o sonho de viver em uma ilha distante, voando pelos céus e combatendo piratas, sonho esse que nunca se realizou. Por que Peter Pan pôde, e eu não?<br />
<br />
Não era nessas histórias infantis que eu pensava enquanto andava pelas ruas da cidade nova, de cabeça baixa, admirando as cores da calçada e os sapatos dos passantes. Não os olhava nos olhos. Naquela época, se bem me lembro, evitava olhar para o rosto de quem quer que fosse, com medo de reconhecer alguém, ou de conhecer alguém. Contato humano… é difícil dizer como essas duas palavras podem ser inumanas. Todos os meus problemas na vida foram por causa delas.<br />
<br />
Contato humano. Lembro uma vez em que tomava Cherry Coke em uma lanchonete perto do centro, quando uma garçonete randômica sorriu para mim. Isso é o contato. Esperei-a até o fim do expediente naquele dia e a acompanhei até em casa. Tomamos café, conversamos, comentamos o último show do Marvin Gaye (o cara era um deus) e a levei para cama. Fizemos sexo a noite toda. Isso é o humano. Então, no dia seguinte acordei e ela estava ao meu lado, ainda dormindo. Saí de casa, comprei pães frescos e essas frescuras todas que compramos quando queremos fazer um café-da-manhã decente para alguém que pensamos ser decente. Não era o caso dela. Quando voltei para casa, nem ela nem meu velho relógio de ouro estavam onde deixei. Cheguei a ir à lanchonete onde a encontrei mais algumas vezes, mas nem sinal dela. Na verdade, ninguém ali sabia quem ela era. Muito menos eu. Isso me ensinou a não levar garotas que conheço há uma noite apenas para cama. Ao menos não para a minha cama.<br />
<br />
Se foi aí que parti meu coração, é o que você quer saber? Não, não foi dessa vez. Embora essa história seja importante para que você entenda tudo, porque, na verdade, ela foi o estopim de tudo. A uma hora dessas você deve estar se perguntando, se tiver um pouco de bom senso: “O que você fez, o que você fez?”. Bem, sem saber quem era aquela com quem dormi, e sem ter como encontrá-la, passei noites acordado, pensando na minha sorte, em como havia perdido um significativo relógio de ouro para um sirigaita (também chamada de outros nomes mais ordinários) qualquer. Certa tarde, enquanto lia o jornal e ouvia falar pela primeira vez no surto de AIDS e em como a maldita doença era transmitida, pensei: “Meu senhor Deus, será que agora sou vítima dessa tal AIDS?”.<br />
<br />
Eu gostaria de esclarecer aqui um ponto muito importante: à época não era costume nosso nos prevenir, como vocês fazem hoje. Quero dizer, como fazem hoje em algumas das vezes, afinal, se toda essa alardeada prevenção funcionasse de verdade você não estaria aí, e não estaríamos nós travando essa conversa. E não me venha com o velho discurso do “fui uma gravidez planejada”. Planos uma ova! Ninguém pensa nessas horas, e ninguém está nem aí para os planos.<br />
<br />
Mas atenha-se à história. Me recuperei da mulher que conheci na lanchonete onde certa vez tomei Cherry Coke apenas um par de semanas depois de ela desaparecer da minha vida. Quero dizer, nesse meio tempo é claro que continuei a trabalhar e a fazer tudo o que se esperava que eu fizesse, afinal, dali a algum tempo faria 21 anos, e essa era uma idade muito respeitável, que exigia de mim uma aura de respeitabilidade que eu nunca tive. Deveria conquistá-la! Pois bem, esse pensamento, o da conquista, me manteve ativo durante as semanas que passei me lamentando pela garçonete-fantasma. À época eu me lamentava muito, infelizmente. Era uma mocinha. Tive que aprender a ser homem da maneira mais difícil de todas: com as mulheres me ensinando.<br />
<br />
Isso nos leva à dezembro de 1983 e ao Natal mais caótico de todos. Sopas Campbell’s. Quem, em nome de Deus, passa um Natal comendo apenas sopas Campbell’s na ceia? Tudo bem que há ferro ali, e sódio, e tomates (o sabor da sopa era de tomate, se bem me lembro), mas não havia peru, empadões, macarrão, bacon… nada que deveria haver em uma ceia que se preze. Mas foi assim meu Natal naquele fatídico ano, e foi por causa dessa situação angustiante, dessa solidão que me derrubava as paredes da sanidade – e também por causa das sopas Campbell’s -, que vesti meu casaco e saí para a rua, andando à esmo, com neve caindo sobre a minha cabeça.<br />
<br />
Então foi que a vi. Era 24 de dezembro de 1983, a noite que precede o nascimento de Cristo, Nosso Senhor, e a vi. (À época eu não era um homem temente a Deus, como sou hoje. Isso é importante de se saber para entender os próximos eventos.) Ela tinha os mesmos cabelos ruivos de antes, sem sardas, olhos verdes, pele rosa como as nuvens poluídas da cidade ao fim da tarde, e o que eu mais gostava em uma mulher: a saber, belas pernas e seios fartos. Seu nome era Caroline, acho eu. Nunca vou me lembrar. Você já a conhece como a garçonete, assim como eu também a conhecia até aquela noite. Se fui para cama com ela, é isso que está me perguntando com esses olhos arregalados? Que homem em sã consciência não iria, santo Deus! Pois bem…<br />
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Esqueci de contar o que havia acontecido com meu relógio: ela o pegara para saldar algumas dívidas, mas não chegou a fazê-lo. Se arrependeu profundamente e tentou me reencontrar para devolvê-lo, mas sempre teve medo de qual seria minha reação. Certo dia roubaram-no, sem que nada pudesse ser feito… às vezes acontece. Retornando ao que eu contava…<br />
<br />
Passei duas belas noites com aquela mulher. Não nos víamos durante o dia, ela desaparecia e nunca me dizia aonde estava indo. Quando o dia se aproximava das 19h ela aparecia à minha porta, tão bela quanto antes, vestindo as mesmas roupas e com renovado perfume e vigor. Não havia nenhuma cerimônia entre nós. Coraline passava pela porta, desabotoava o sobretudo, jogava-o no chão do meu quarto, estirava-se na cama, deslizava para baixo o zíper da blusa e acenava para mim. E eu ia. E tudo acontecia ali, sem cerimônia alguma, como eu disse. Existe uma parte da vida que nos pede para vivermos, e essa parte da minha vida foi Christine. Mas, como eu também disse, por apenas duas noites foi que a tive em meus braços. Assim foi não porque ela desapareceu como antes, mas porque Caroline morreu. Como? Até hoje não sei ao certo. Lembro-me de ter ido ao seu enterro, de ter chorado, jogado flores sobre seu caixão, de ter não visto nenhum desconhecido olhando para mim sem entender o que eu fazia ali, sem saber quem eu era. Mas o que mais me lembro é do que estava escrito em sua lápide: “Fulana com tal Sobrenome, ano X-ano Y, mãe amorosa”. Acho que tive um pouco de nojo de mim naquela tarde do funeral. Quanto nojo não sei, porque não consigo me lembrar dele, e isso só pode significar duas coisas: ou foi muito, ou foi nenhum.<br />
<br />
Mas que culpa eu tinha? Corinne não me disse quem era, nem que tinha filhos. Eu era jovem! 21 anos recém completados. Isso não é o suficiente para decifrar uma mulher. Hoje, aos 48, ainda não consigo decifrá-las, e o Senhor sabe como tenho tentado… mas não foi aquela Christine, ao contrário do que você possa pensar, quem me machucou, apesar de essa história ser também de fundamental importância para a compreensão da próxima.<br />
<br />
Quando saí do velório daquela que havia sido minha mulher por duas noites me deparei com uma velha que recolhia latas de sopa Cambpell’s caídas na calçada. Circundando a mão que pegava as latas estava um fino, sujo e riscado relógio de ouro. Um fino, sujo e riscado relógio de ouro que muito se parecia com o meu. Me aproximei e  lhe perguntei: “Quantas horas são?”<br />
<br />
“Querido”, ela me respondeu, “as horas eu não sei olhar”.<br />
<br />
“Qual o porquê do relógio, então?”, perguntei outra vez.<br />
<br />
“Seu brilho! Ele me encanta.”<br />
<br />
“Ninguém no mundo usa um relógio só porque ele brilha, senhora.”<br />
<br />
“Mas deveriam…”, ela retrucou.<br />
<br />
“Por quê?”<br />
<br />
“Bem… como somos todos parte dessa mesma escuridão, precisamos enxergar luz onde não há nem um traço de claridade.”<br />
<br />
Quando me afastei da velha naquela tarde percebi algo de que não havia me dado conta antes: eu estava completo. Não importava mais quem era a garçonete que havia sido enterrada há pouco ali perto, nem qual o seu nome correto. Tudo de que eu precisava era me resignar. Resignação. Resignação acordada. Essa era a chave da felicidade, eu pensava. A velha catadora de sopas e seu relógio sem horas, mas com brilho, haviam me mostrado o sentido da vida. É claro que não haviam mostrado coisa alguma, mas eu tinha 21 anos e era estúpido, e as coisas que pareciam fazer sentido para mim à época, quando enxergadas com meus olhos de hoje, não passam de um borrão grosseiro a manchar o fino véu de certeza que nos encobre os olhos.<br />
<br />
Me resignei. Não procuraria mais mulheres, não as aceitaria em minha cama, não as chamaria pelo nome. Porque tudo isso era contato humano, e, para mim, esse tal contato era a raíz do mal que me assolava. E assim foi. Passei anos sem me preocupar com quem, além de mim, dormiria em meus lençóis. Eventualmente uma ou outra fulana eu deixava passar a noite ali, mas me arrependia mortalmente depois. Cogitei ir para um mosteiro, me isolar de todos os outros da minha espécie, entrar em contato com um Deus que eu havia começado a conhecer… mas nunca fiz isso. O simples pensamento de que não seria mais livre para não ser livre era o suficiente para que eu me acovardasse de todos os sonhos que cultivava.<br />
<br />
Então chegamos ao ano de 1989 e à última parte do que tenho para contar. Junho passou depressa e logo veio julho. O meio do ano. Fiz um balanço das coisas que desejara conseguir naquele 1989 e das que realmente havia conseguido em seu primeiro semestre. Havia sido promovido, comprara um carro e uma casa. Muito bom. E o que mais? Mais nada. Era apenas isso o que eu havia planejado, e tudo o que queria para aqueles 365 já era meu, assim como tudo o que queria para os outros 365 ou 366 dias que comporiam os outros anos da minha vida. E aqui minha história termina.<br />
<br />
“Como é?”<br />
<br />
“‘E aqui minha história termina.’”<br />
<br />
“Então posso concluir do seu lenga-lenga que foi essa garçonete-desconhecida-mãe a mulher que mais machucou o senhor?”<br />
<br />
“Sim, pode, se quiser.”<br />
<br />
“E toda essa conversa sobre resignação? Se você estivesse mesmo resignado com a vida que decidiu levar não haveria como a garçonete ter ferido-o tanto naquela época.”<br />
<br />
“E ela não feriu.”<br />
<br />
“Então quando foi isso?”<br />
<br />
“Precisamente hoje, há alguns minutos atrás.”<br />
<br />
Isso porque há algo que não contei a você, algo que não há mais por que esconder.<br />
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“Logo hoje?”<br />
<br />
“E qual outro dia mais poderia ser?”<br />
<br />
“Só porque estamos no casamento de Elizabeth? O senhor acha que deveria ter se casado?”<br />
<br />
Foi isso o que não contei: estávamos na festa de casamento de Elizabeth Bovary, para a qual eu não havia sido convidado.<br />
<br />
“Não por isso, acredito sinceramente que me resignei quanto às mulheres e que foi uma boa opção não ter nunca me casado…”<br />
<br />
“Então como a garçonete poderia ter ferido hoje o senhor?”<br />
<br />
“Bem… há coisas na vida que não entendemos quando somos jovens demais. Por exemplo: por que uma mulher some por nove meses, ou um pouco mais, e depois misteriosamente volta até nós? E por que haveria na lápide dela uma inscrição com os dizeres ‘mãe amorosa’, mas nenhuma contendo ‘esposa devotada’?”<br />
<br />
“Mas por que diabos isso o preocupa tanto logo hoje?”<br />
<br />
“Porque em minha lápide não haverá inscrições de ‘pai amoroso’, nem de ‘avô bondoso’. Porque minha filha não carrega meu nome. Porque meus netos também não carregarão. E, aos 48 anos, sentado aqui, vendo tudo acontecer,  aquilo que consigo dizer o digo a um estranho, e não a ela, quem deveria ouvir. Isso me preocupa tanto hoje porque me resignei a não ter na vida mulher alguma a ocupar um lugar maior do que ocupo eu mesmo, e é isso o que faz de Elizabeth uma Bovary, e não uma Dickens.”<br />
<br />
E, a propósito, muito prazer. Albert Dickens.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Vídeos adaptados/baseados em obras literárias.]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5018</link>
			<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 10:51:14 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5018</guid>
			<description><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Uma rápida pesquisada na internet já nos mostra imensidão de poemas, obras que foram adaptadas, recontadas por animações stop-motion, representadas, desenhadas por pessoas comuns ou mesmo estúdios comprometidos naquela emrpeitada.<br />
<br />
Por isso abri esse tópico, há uma mais antgo sobre vídeos, mas não é necessariamente o que vou colocar aqui, logo achei bom abr outro tópico, para que as pessoas pudessem divulgar para nós tais videos/animações/imagens baseadas em obras literárias.<br />
<br />
Minha primeira contribuição é uma animação baseada na "A distância da lua" do livro "Cosmicômicas" de Italo Calvino:<br />
<br />
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EZ9cEZhiGPw"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EZ9cEZhiGPw" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object><br />
<br />
Abraços</span></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Uma rápida pesquisada na internet já nos mostra imensidão de poemas, obras que foram adaptadas, recontadas por animações stop-motion, representadas, desenhadas por pessoas comuns ou mesmo estúdios comprometidos naquela emrpeitada.<br />
<br />
Por isso abri esse tópico, há uma mais antgo sobre vídeos, mas não é necessariamente o que vou colocar aqui, logo achei bom abr outro tópico, para que as pessoas pudessem divulgar para nós tais videos/animações/imagens baseadas em obras literárias.<br />
<br />
Minha primeira contribuição é uma animação baseada na "A distância da lua" do livro "Cosmicômicas" de Italo Calvino:<br />
<br />
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EZ9cEZhiGPw"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EZ9cEZhiGPw" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object><br />
<br />
Abraços</span></div>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[A LUZ DO AZUL-NEGRUME]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5017</link>
			<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 10:34:06 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5017</guid>
			<description><![CDATA[O vento devassa o tédio:<br />
No lugar onde antes<br />
Prosperava a atmosfera da ausência,<br />
Florescem, agora,<br />
Vagas de calor e humor psicodélico.<br />
<br />
<br />
A noite em remanso<br />
Absconde um turbilhão<br />
De enigmas e perigos:<br />
<br />
<br />
A prata da lua<br />
Testemunha êxtases,<br />
Dores, sonhos, estertores, uivos assassinos, a marmórea secura<br />
Que se propala pelo universo infinito!<br />
<br />
<br />
O olor da urina<br />
É o noturno perfume citadino:<br />
Uma saudade visceral<br />
Enlanguesce o corpo,<br />
Embriagando a mente<br />
De melancolia, alegria e nitroglicerina<br />
Quando sorvo sentimentos de absinto e nicotina-saliva.<br />
<br />
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA<br />
<br />
<br />
<a href="http://bocamenordapoesia.webnode.com.pt/" target="_blank">http://bocamenordapoesia.webnode.com.pt/</a> <br />
<br />
•	<a href="http://twitter.com/jessebarbosa27" target="_blank">http://twitter.com/jessebarbosa27</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[O vento devassa o tédio:<br />
No lugar onde antes<br />
Prosperava a atmosfera da ausência,<br />
Florescem, agora,<br />
Vagas de calor e humor psicodélico.<br />
<br />
<br />
A noite em remanso<br />
Absconde um turbilhão<br />
De enigmas e perigos:<br />
<br />
<br />
A prata da lua<br />
Testemunha êxtases,<br />
Dores, sonhos, estertores, uivos assassinos, a marmórea secura<br />
Que se propala pelo universo infinito!<br />
<br />
<br />
O olor da urina<br />
É o noturno perfume citadino:<br />
Uma saudade visceral<br />
Enlanguesce o corpo,<br />
Embriagando a mente<br />
De melancolia, alegria e nitroglicerina<br />
Quando sorvo sentimentos de absinto e nicotina-saliva.<br />
<br />
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA<br />
<br />
<br />
<a href="http://bocamenordapoesia.webnode.com.pt/" target="_blank">http://bocamenordapoesia.webnode.com.pt/</a> <br />
<br />
•	<a href="http://twitter.com/jessebarbosa27" target="_blank">http://twitter.com/jessebarbosa27</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo.]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5016</link>
			<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 09:58:20 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5016</guid>
			<description><![CDATA[<img src="http://www.omelete.com.br/images/galerias/princeofpersia/princeofpersia_04.jpg" border="0" alt="[Imagem: princeofpersia_04.jpg&#93;" /><br />
<br />
Baseado na famosa (E antiguissíma) série de games e produzido pela equipe que levou a trilogia de Piratas do Caribe para as telas do cinema, Walt Disney Pictures e Jerry Bruckheimer Films apresentam 'Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo', um épico de ação e aventura ambientado na mística Pérsia. Um príncipe guerreiro (JAKE GYLLENHAAL, Donnie Darko, Brookeback Mountain) relutantemente une forças com uma misteriosa princesa (GEMMA ARTERTON) e, juntos, eles lutam contra forças obscuras para salvaguardar uma antiga adaga capaz de libertar as Areias do Tempo - um dom dos deuses que dá à pessoa que o possui o poder de controlar o mundo.<br />
<br />
<span style="font-family: Tahoma;"><span style="color: #FF0000;">Trailer</span></span><br />
<br />
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UQ0rIr_405c"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/UQ0rIr_405c" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object><br />
<br />
Bem, <span style="font-style: italic;">I have a good and a bad feeling about this</span>, com certeza será um grande blockbuster, não espero muito coisa, mas a fotografia do trailer ficou bem bacana, agora é aguardar a estréia <img src="http://www.meiapalavra.com.br/images/smilies/typerhappy.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Digitador feliz" title="Digitador feliz" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.omelete.com.br/images/galerias/princeofpersia/princeofpersia_04.jpg" border="0" alt="[Imagem: princeofpersia_04.jpg]" /><br />
<br />
Baseado na famosa (E antiguissíma) série de games e produzido pela equipe que levou a trilogia de Piratas do Caribe para as telas do cinema, Walt Disney Pictures e Jerry Bruckheimer Films apresentam 'Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo', um épico de ação e aventura ambientado na mística Pérsia. Um príncipe guerreiro (JAKE GYLLENHAAL, Donnie Darko, Brookeback Mountain) relutantemente une forças com uma misteriosa princesa (GEMMA ARTERTON) e, juntos, eles lutam contra forças obscuras para salvaguardar uma antiga adaga capaz de libertar as Areias do Tempo - um dom dos deuses que dá à pessoa que o possui o poder de controlar o mundo.<br />
<br />
<span style="font-family: Tahoma;"><span style="color: #FF0000;">Trailer</span></span><br />
<br />
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UQ0rIr_405c"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/UQ0rIr_405c" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object><br />
<br />
Bem, <span style="font-style: italic;">I have a good and a bad feeling about this</span>, com certeza será um grande blockbuster, não espero muito coisa, mas a fotografia do trailer ficou bem bacana, agora é aguardar a estréia <img src="http://www.meiapalavra.com.br/images/smilies/typerhappy.gif" style="vertical-align: middle;" border="0" alt="Digitador feliz" title="Digitador feliz" />]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Convite]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5015</link>
			<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 01:42:54 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5015</guid>
			<description><![CDATA[Pessoas de prosa,<br />
<br />
          Estejam convidados a visitar, votar e participar do "Jogo de Poesia" em sua segunda edição na seção de Poesia do Meia Palavra. É só votar um tema proposto via enquete e depois quando escolhido fazer um poema sobre o mesmo. Não tem vencedores é puro lazer. Quem sabe até um "poema proseado" um híbrido hehe. Serão bem-vindos.<br />
<br />
Abraço,<br />
Gonzo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Pessoas de prosa,<br />
<br />
          Estejam convidados a visitar, votar e participar do "Jogo de Poesia" em sua segunda edição na seção de Poesia do Meia Palavra. É só votar um tema proposto via enquete e depois quando escolhido fazer um poema sobre o mesmo. Não tem vencedores é puro lazer. Quem sabe até um "poema proseado" um híbrido hehe. Serão bem-vindos.<br />
<br />
Abraço,<br />
Gonzo]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Ebooks da Jane Austen de Graça na Biblioteca Britânica]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5014</link>
			<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 16:04:39 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5014</guid>
			<description><![CDATA[Boa notícia para os amantes de literatura inglesa:<br />
<br />
"Segundo o Times Online, mais de 65.000 obras do século XIX da coleção da Biblioteca Britânica, estarão diponíveis online na primavera do hemisfério norte. Livros da coleção da biblioteca, como Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, Bleak House, de Charles Dickens e The Mayor of Casterbridge, de Thomas Hardy, poderão ser baixados com a mesma aparência dos originais, incluindo os caracteres da época e as ilustrações. O projeto que é uma criação da Microsoft, também colocará os ebooks à venda no site da Amazon para os proprietários do Kindle. Segundo o Times Online, a Microsof e a Biblioteca Britânica, que possuem pelo menos uma cópia de cada livro publicado no Reino Unido, passaram três anos escaneando os livros. E o projeto não para por aí: obras do século XX que já caíram em domínio público também farão, futuramente, parte do acervo online da biblioteca."<br />
<br />
Fonte: <a href="http://janeaustenclub.blogspot.com/" target="_blank">Jane Austen Sociedade Brasil</a><br />
<br />
Estou doida pra primavera chegar, não vejo a hora de acessar os livros. Pra quem não pode ir pra Inglaterra vê-los, taí uma mão na roda. Especialmente: não vejo a hora de ver as ilustrações originais. *.*]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Boa notícia para os amantes de literatura inglesa:<br />
<br />
"Segundo o Times Online, mais de 65.000 obras do século XIX da coleção da Biblioteca Britânica, estarão diponíveis online na primavera do hemisfério norte. Livros da coleção da biblioteca, como Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, Bleak House, de Charles Dickens e The Mayor of Casterbridge, de Thomas Hardy, poderão ser baixados com a mesma aparência dos originais, incluindo os caracteres da época e as ilustrações. O projeto que é uma criação da Microsoft, também colocará os ebooks à venda no site da Amazon para os proprietários do Kindle. Segundo o Times Online, a Microsof e a Biblioteca Britânica, que possuem pelo menos uma cópia de cada livro publicado no Reino Unido, passaram três anos escaneando os livros. E o projeto não para por aí: obras do século XX que já caíram em domínio público também farão, futuramente, parte do acervo online da biblioteca."<br />
<br />
Fonte: <a href="http://janeaustenclub.blogspot.com/" target="_blank">Jane Austen Sociedade Brasil</a><br />
<br />
Estou doida pra primavera chegar, não vejo a hora de acessar os livros. Pra quem não pode ir pra Inglaterra vê-los, taí uma mão na roda. Especialmente: não vejo a hora de ver as ilustrações originais. *.*]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Saudade]]></title>
			<link>http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5013</link>
			<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 15:49:36 -0200</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5013</guid>
			<description><![CDATA[Saudade <br />
Não do que foi<br />
Do que poderia ter sido<br />
Do beijo que não foi dado<br />
Carícia nunca trocada<br />
Possibilidade que se fez impossível<br />
Palavras que atravessavam a noite<br />
E faziam acreditar<br />
<br />
Ouro de tolo<br />
Muito brilho e pouco valor<br />
Fogo que se apagou<br />
Rápido demais<br />
Mas nenhum fogo se apaga<br />
Sem deixar sua marca<br />
Mesmo que não dure pra sempre<br />
Prova que não foi sonho<br />
<br />
Não se pode viver<br />
Do que poderia ter sido<br />
É preciso seguir em frente<br />
E nunca deixar de tentar<br />
Quem olhar para trás<br />
Será deixado pra trás<br />
E viverá apenas saudade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Saudade <br />
Não do que foi<br />
Do que poderia ter sido<br />
Do beijo que não foi dado<br />
Carícia nunca trocada<br />
Possibilidade que se fez impossível<br />
Palavras que atravessavam a noite<br />
E faziam acreditar<br />
<br />
Ouro de tolo<br />
Muito brilho e pouco valor<br />
Fogo que se apagou<br />
Rápido demais<br />
Mas nenhum fogo se apaga<br />
Sem deixar sua marca<br />
Mesmo que não dure pra sempre<br />
Prova que não foi sonho<br />
<br />
Não se pode viver<br />
Do que poderia ter sido<br />
É preciso seguir em frente<br />
E nunca deixar de tentar<br />
Quem olhar para trás<br />
Será deixado pra trás<br />
E viverá apenas saudade.]]></content:encoded>
		</item>
	</channel>
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